{"id":59998,"date":"2025-07-01T06:00:16","date_gmt":"2025-07-01T09:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=59998"},"modified":"2025-06-30T22:18:21","modified_gmt":"2025-07-01T01:18:21","slug":"marinha-do-brasil-e-a-seguranca-maritima-das-rotas-do-agro-vulnerabilidades-e-dependencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-do-brasil-e-a-seguranca-maritima-das-rotas-do-agro-vulnerabilidades-e-dependencias\/","title":{"rendered":"Marinha do Brasil e a Seguran\u00e7a Mar\u00edtima das Rotas do Agro: vulnerabilidades e depend\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p class=\"s4\">Os gr\u00e3os que mant\u00eam o agroneg\u00f3cio brasileiro no topo das exporta\u00e7\u00f5es mundiais \u2013 sobretudo soja e milho \u2013 deixam o pa\u00eds por corredores aquavi\u00e1rios que se estendem de Santos e Paranagu\u00e1 ao Arco Norte, onde Itaqui (MA), Barcarena (PA) e Itacoatiara (AM) ganham fatias cada vez maiores do mercado. Em janeiro de 2025, mais de 45 % do milho e 18 % da soja embarcaram nesses portos amaz\u00f4nicos, reflexo dos investimentos em hidrovias e terminais fluviais.<\/p>\n<p class=\"s4\">O avan\u00e7o log\u00edstico, por\u00e9m, exp\u00f5e vulnerabilidades cr\u00edticas. A rota amaz\u00f4nica convive com os \u201cpiratas de rio\u201d, cujos assaltos elevaram custos do frete e seguros em at\u00e9 10 %, al\u00e9m de traumatizar tripula\u00e7\u00f5es e atrasar embarques. Para conter il\u00edcitos, a\u00a0Marinha do Brasil\u00a0lan\u00e7ou a opera\u00e7\u00e3o\u00a0<span class=\"s5\">Navegue Seguro 2025<\/span>, realizando mais de 4 mil abordagens a embarca\u00e7\u00f5es nos rios do Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Amap\u00e1 \u2013 um esfor\u00e7o de presen\u00e7a, fiscaliza\u00e7\u00e3o e dissuas\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"s7\"><span class=\"s6\">Rotas estrat\u00e9gicas, meios navais e sistemas de vigil\u00e2ncia<\/span><\/h3>\n<p class=\"s4\">O agroneg\u00f3cio brasileiro exportou cerca de 36% do milho em 2023 via portos do Arco Norte (MA, PA, AM), superando a participa\u00e7\u00e3o de Santos como maior rota de escoamento. Esse corredor aproveita hidrovias como Madeira, TocantinsAraguaia e Solim\u00f5es-Amazonas para transportar gr\u00e3os at\u00e9 terminais fluviais e oce\u00e2nicos.<\/p>\n<p class=\"s4\">Para garantir seguran\u00e7a e navega\u00e7\u00e3o, a Marinha do\u00a0Brasil\u00a0patrulha essas rotas com navios-patrulha e barca\u00e7as pr\u00f3prias, realiza anualmente o exerc\u00edcio Ribeirex (com foco na retomada de \u00e1reas ribeirinhas ocupadas por organiza\u00e7\u00f5es paramilitares), e fiscaliza dragagens e balizamento. A expans\u00e3o do sistema de monitoramento\u00a0SisGAAz, que une radares costeiros, sat\u00e9lites e drones, seria essencial para cobrir essa regi\u00e3o al\u00e9m da Amaz\u00f4nia Azul, incluindo os rios, lagos e igarap\u00e9s pelo Brasil, mas enfrenta atrasos preocupantes por restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<h3 class=\"s7\"><span class=\"s6\">Riscos aos produtores e \u00e0 cadeia log\u00edstica<\/span><\/h3>\n<p class=\"s4\">Problemas como aus\u00eancia de infraestrutura de armaz\u00e9ns, congestionamento nos portos por falta de estrutura e falta de embarca\u00e7\u00f5es apropriadas elevam os custos log\u00edsticos \u2014 que representam at\u00e9 30% do custo da soja. Al\u00e9m disso, a inseguran\u00e7a fluvial gerou aumento de at\u00e9 10% no seguro e frete, com barca\u00e7as fluviais se tornando alvo de ataques.<\/p>\n<p class=\"s4\">A desprote\u00e7\u00e3o das hidrovias leva pequenos produtores a evitar rotas vulner\u00e1veis, sobrecarregando terminais e gerando filas e atraso de navios. Embora o governo tenha lan\u00e7ado a Secretaria Nacional de Hidrovias para desenvolver infraestrutura, o acompanhamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o continua limitado.<\/p>\n<h3 class=\"s7\"><span class=\"s6\">Defesa da Amaz\u00f4nia Azul e desafios or\u00e7ament\u00e1rios<\/span><\/h3>\n<p class=\"s4\">Com a amplia\u00e7\u00e3o recente em 360 mil<span class=\"s8\">\u202f<\/span>km<span class=\"s9\">\u00b2<\/span>\u00a0de\u00a0plataforma continental\u00a0reconhecida pela ONU, o Brasil amplia sua responsabilidade geoestrat\u00e9gica. No entanto, cortes nos recursos da Marinha \u2014 com or\u00e7amento reduzido em cerca de 60% na \u00faltima d\u00e9cada \u2014 amea\u00e7am opera\u00e7\u00f5es essenciais como patrulhas costeiras, renova\u00e7\u00e3o de frota e expans\u00e3o do SisGAAz.<\/p>\n<p class=\"s4\">O pa\u00eds precisaria mobilizar cerca de R$ 6 bilh\u00f5es por ano nos pr\u00f3ximos cinco anos para garantir cobertura naval, ampliar os navios-patrulha da classe Tamandar\u00e9 e implementar esta\u00e7\u00f5es de radar na Amaz\u00f4nia. Do contr\u00e1rio, a seguran\u00e7a mar\u00edtima das rotas que transportam o ouro agropecu\u00e1rio brasileiro continuar\u00e1 vulner\u00e1vel a crimesdiversos, acidentes ambientais e press\u00f5es externas.<\/p>\n<p class=\"s4\">Historicamente enfrentamos um gargalo log\u00edsticogeneralizado, iniciando pelas estradas ruins, falta de uma malha ferrovi\u00e1ria e atualmente chegando nas hidrovias sem nenhuma infraestrutura. Um pa\u00eds com a voca\u00e7\u00e3o mar\u00edtima como o Brasil, tem como obriga\u00e7\u00e3o investir nesse segmento, para tornar nossas exporta\u00e7\u00f5es mais competitivas e obter o retorno em mais investimentos e amplia\u00e7\u00e3o da malha fluvial.<\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os gr\u00e3os que mant\u00eam o agroneg\u00f3cio brasileiro no topo das exporta\u00e7\u00f5es mundiais \u2013 sobretudo soja e milho \u2013 deixam o pa\u00eds por corredores aquavi\u00e1rios que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60000,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-59998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59998"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60001,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59998\/revisions\/60001"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}