{"id":59693,"date":"2025-06-16T06:00:54","date_gmt":"2025-06-16T09:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=59693"},"modified":"2025-06-14T17:47:07","modified_gmt":"2025-06-14T20:47:07","slug":"navios-museu-da-marinha-preservam-a-historia-naval-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navios-museu-da-marinha-preservam-a-historia-naval-brasileira\/","title":{"rendered":"Navios-museu da Marinha preservam a hist\u00f3ria naval brasileira"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">Adentrar o Navio Contratorpedeiro de Escolta (CTE) \u201cBauru\u201d, atracado no Espa\u00e7o Cultural da Marinha (ECM), no centro do Rio de Janeiro (RJ), \u00e9 realizar uma imers\u00e3o na hist\u00f3ria da Marinha do Brasil (MB). Respons\u00e1veis por preservar a mem\u00f3ria de conflitos hist\u00f3ricos, os navios-museu da Marinha representam a trajet\u00f3ria da For\u00e7a Naval e homenageiam os que contribu\u00edram para a defesa da soberania nacional. O espa\u00e7o tamb\u00e9m re\u00fane outros meios hist\u00f3ricos, como submarino, helic\u00f3ptero e carro de combate, que refor\u00e7am o legado da Marinha e sua contribui\u00e7\u00e3o para o Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Adquirido pelo Brasil junto aos Estados Unidos em 1944, o CTE \u201cBauru\u201d atuou na Segunda Guerra Mundial. Entre suas miss\u00f5es estavam a ca\u00e7a a submarinos, escolta de comboios e apoio a servi\u00e7os a\u00e9reos de evacua\u00e7\u00e3o de tropas aliadas da Europa. Atualmente, o navio preserva a mem\u00f3ria desses epis\u00f3dios hist\u00f3ricos e ocupa o posto de primeiro navio-museu da MB.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para o Primeiro-Sargento Robert Wagner Porto da Silva Castro, doutor em hist\u00f3ria, a preserva\u00e7\u00e3o e a reconstru\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria que valorize a import\u00e2ncia do mar e da defesa dos interesses do Brasil por meio dele para o desenvolvimento nacional s\u00e3o fundamentais. Segundo ele, esse processo contribui para a amplia\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia mar\u00edtima junto \u00e0 sociedade brasileira.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A mentalidade mar\u00edtima, conforme destaca o historiador, expressa a convic\u00e7\u00e3o de que o mar \u00e9 essencial para a sobreviv\u00eancia e o para o desenvolvimento do Brasil. Essa percep\u00e7\u00e3o estimula o uso consciente e sustent\u00e1vel dos recursos marinhos. Em um cen\u00e1rio em que cerca de 95% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ocorrem por via mar\u00edtima, a preserva\u00e7\u00e3o dos navios-museu contribui para fortalecer, junto \u00e0 sociedade, a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia Azul e da Economia do\u00a0Mar.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Foi em raz\u00e3o da extens\u00e3o do litoral brasileiro que a Marinha se inseriu no contexto da Segunda Guerra Mundial. Com o Oceano Atl\u00e2ntico como um dos principais teatros de opera\u00e7\u00f5es do conflito, a For\u00e7a escoltou 3.164 navios, organizados em 575 comboios, percorrendo aproximadamente 600 mil milhas n\u00e1uticas, dist\u00e2ncia equivalente a cerca de 30 voltas ao redor do planeta.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O encerramento do conflito resultou na moderniza\u00e7\u00e3o da Esquadra brasileira, por meio da aquisi\u00e7\u00e3o de navios norte-americanos. Inserido nesse contexto, o atual navio-museu \u201cBauru\u201d passou a integrar a For\u00e7a Naval brasileira, realizando escoltas de comboios no Atl\u00e2ntico Sul e Central, com o objetivo de impor presen\u00e7a dissuas\u00f3ria que facilitasse a passagem de suprimentos e tropas. Durante anos, os contratorpedeiros norte-americanos adquiridos no per\u00edodo de guerra constitu\u00edram a espinha dorsal da MB.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ao longo de 37 anos e meio de atividade na Marinha, o CTE \u201cBauru\u201d percorreu 295.428,9 milhas n\u00e1uticas, totalizando 1.423 dias de mar. Ap\u00f3s passar por reforma para resgatar seu aspecto original da Segunda Guerra Mundial, foi transformado em navio-museu e inaugurado em 21 de julho de 1982, na Marina da Gl\u00f3ria, no Rio de Janeiro. Em 1996, passou a integrar o rec\u00e9m-criado Espa\u00e7o Cultural da Marinha, onde permanece at\u00e9 hoje, somando-se a outros meios empregados na preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria naval.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Assim como o \u201cBauru\u201d, a Corveta \u201cSolim\u00f5es\u201d, em Bel\u00e9m (PA), tamb\u00e9m cumpre a miss\u00e3o de preservar a hist\u00f3ria naval. Atualmente atracada na Base Naval de Val de C\u00e3es, a embarca\u00e7\u00e3o passa por processo de restaura\u00e7\u00e3o e dever\u00e1 ser reaberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o ainda este ano, quando retornar\u00e1 ao p\u00eder da Casa das Onze Janelas, nas proximidades da Esta\u00e7\u00e3o das Docas, na regi\u00e3o central da cidade.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Em atividade como navio-museu h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, o \u201cSolim\u00f5es\u201d assumiu essa fun\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a formaliza\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio entre a MB e a Secretaria Executiva de Cultura do Par\u00e1. A adapta\u00e7\u00e3o da Corveta para fins museol\u00f3gicos teve como prop\u00f3sito preservar suas caracter\u00edsticas originais e viabilizar o circuito expositivo. Antes de sua transforma\u00e7\u00e3o, a embarca\u00e7\u00e3o, primeiro navio-museu da Regi\u00e3o Norte, atuou em miss\u00f5es de varredura, minagem, patrulha costeira e opera\u00e7\u00f5es de socorro mar\u00edtimo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O pesquisador Robert Porto, que atua na Diretoria do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Documenta\u00e7\u00e3o da Marinha (DPHDM), destaca a import\u00e2ncia dos navios-museu: \u201cEles s\u00e3o um fator material fundamental no processo de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da sociedade sobre a participa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil em diferentes momentos hist\u00f3ricos, uma vez que t\u00eam a capacidade de materializar e presentificar esses passados\u201d, completou o historiador.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Al\u00e9m dos navios-museu, a DPHDM mant\u00e9m, no Espa\u00e7o Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, outros meios navais e militares que contribuem para a preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria nacional. Embora n\u00e3o sejam oficialmente classificados como museus, esses meios retratam epis\u00f3dios significativos da trajet\u00f3ria da Marinha e de sua atua\u00e7\u00e3o em defesa da soberania.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Com mais de cem anos de hist\u00f3ria, o Rebocador \u201cLaurindo Pitta\u201d \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es mais procuradas do Espa\u00e7o Cultural da Marinha. Diferentemente dos demais meios, a embarca\u00e7\u00e3o continua em opera\u00e7\u00e3o, realizando passeios tur\u00edsticos pela Ba\u00eda de Guanabara. A bordo, o visitante vivencia uma imers\u00e3o na hist\u00f3ria naval brasileira. A antiga tripula\u00e7\u00e3o, composta por 34 homens, participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, operando com as divis\u00f5es aliadas na costa ocidental da \u00c1frica.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Al\u00e9m dos navios, o Espa\u00e7o Cultural da Marinha conta com um submarino, helic\u00f3ptero, avi\u00e3o de intercepta\u00e7\u00e3o e ataque (ca\u00e7a) e carro de combate, compondo um museu a c\u00e9u aberto que preserva narrativas de diversos momentos hist\u00f3ricos. O local tamb\u00e9m abriga uma r\u00e9plica da \u201cNau do Descobrimento\u201d, constru\u00edda para as comemora\u00e7\u00f5es dos 500 anos da chegada da expedi\u00e7\u00e3o de Pedro \u00c1lvares Cabral ao Brasil.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Visite o Espa\u00e7o Cultural da Marinha<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">O CTE \u201cBauru\u201d est\u00e1 localizado no Espa\u00e7o Cultural da Marinha, na Orla Conde (Boulevard Ol\u00edmpico), no centro do Rio de Janeiro. Al\u00e9m do navio, o visitante encontra um centro cultural que preserva a hist\u00f3ria naval brasileira. Instalado nas antigas docas da Alf\u00e2ndega, o ECM oferece uma imers\u00e3o na tradi\u00e7\u00e3o mar\u00edtima e naval. Entre as atra\u00e7\u00f5es est\u00e3o os navios-museu, o Submarino \u201cRiachuelo\u201d e a Nau dos Descobrimentos, al\u00e9m de exposi\u00e7\u00f5es que retratam marcos da navega\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria local ou no site oficial da Marinha. O espa\u00e7o funciona de ter\u00e7a a domingo, das 11h \u00e0s 17h, com \u00faltimo acesso \u00e0s 16h30. Aos domingos, das 9h30 \u00e0s 11h, h\u00e1 atendimento exclusivo para pessoas com defici\u00eancia intelectual e\/ou mental, mediante agendamento pr\u00e9vio.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es permanentes, o ECM oferece passeios mar\u00edtimos para a Ilha Fiscal e para a entrada da Ba\u00eda de Guanabara, proporcionando uma experi\u00eancia que une cultura e lazer.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adentrar o Navio Contratorpedeiro de Escolta (CTE) \u201cBauru\u201d, atracado no Espa\u00e7o Cultural da Marinha (ECM), no centro do Rio de Janeiro (RJ), \u00e9 realizar uma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":59695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-59693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59693"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59693\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59696,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59693\/revisions\/59696"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}