{"id":59585,"date":"2025-06-11T13:49:04","date_gmt":"2025-06-11T16:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=59585"},"modified":"2025-06-11T13:49:04","modified_gmt":"2025-06-11T16:49:04","slug":"dia-da-marinha-celebra-heroismo-na-batalha-naval-do-riachuelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/dia-da-marinha-celebra-heroismo-na-batalha-naval-do-riachuelo\/","title":{"rendered":"Dia da Marinha celebra hero\u00edsmo na Batalha Naval do Riachuelo"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">No dia 11 de junho de 1865, a Esquadra brasileira enfrentou uma das batalhas mais decisivas da Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a: a Batalha Naval do Riachuelo. Posicionada no Rio Paran\u00e1, ao nordeste da Argentina, a for\u00e7a naval do Brasil organizou-se para bloquear a rota de suprimentos das tropas paraguaias e conter o avan\u00e7o inimigo sobre o territ\u00f3rio nacional. A resist\u00eancia, no entanto, foi intensa, e o embate tornou-se o principal confronto naval do conflito.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os navios de guerra da ent\u00e3o Marinha Imperial brasileira, embora robustas, possu\u00edam calado de aproximadamente tr\u00eas metros, profundidade considerada elevada para navega\u00e7\u00e3o fluvial, o que aumentava o risco de encalhes. \u00a0A geografia local, marcada por trechos estreitos e sinuosos, dificultava as manobras e tornava os navios alvos vulner\u00e1veis a soldados paraguaios, posicionados com mosquetes (armas de cano liso) ao longo de seis quil\u00f4metros das margens do rio. O ataque surpresa de oito embarca\u00e7\u00f5es inimigas constituiu o principal elemento da investida paraguaia, sendo agravado pela presen\u00e7a das for\u00e7as terrestres ao longo do rio.<\/p>\n<p>Em carta enviada ap\u00f3s o confronto, o ent\u00e3o Chefe de Divis\u00e3o Francisco Manoel Barroso da Silva, que comandava a partir da Fragata \u201cAmazonas\u201d, descreveu: \u201cSeguiram \u00e1guas abaixo e se colocaram pr\u00f3ximo ao Riachuelo (\u2026). Esperam-nos; e por que nos esperaram? Estavam debaixo das barrancas, antes de chegar ao Riachuelo. Colocaram convenientemente as suas chatas com pe\u00e7as de 80, e sobre as barrancas havia baterias n\u00e3o menores a 20 bocas de fogo. (&#8230;) Estas 20 a 22 pe\u00e7as apoiadas por mosquetaria de mais de mil espingardas faziam um mort\u00edfero fogo sobre os nossos navios.\u201d<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Her\u00f3is da Marinha<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">A bravura e a resist\u00eancia dos marinheiros brasileiros surpreenderam as for\u00e7as paraguaias, que acabaram por recuar. A vit\u00f3ria na Batalha Naval do Riachuelo foi decisiva para os rumos da Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a, maior conflito armado da hist\u00f3ria sul-americana. Por esse motivo, o epis\u00f3dio \u00e9 lembrado at\u00e9 os dias atuais, 160 anos depois, como o Dia da Marinha. Na data, a Marinha do Brasil presta homenagens \u00e0queles que lutaram com coragem na defesa da P\u00e1tria, muitos dos quais tombaram no cumprimento do dever.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Comemora\u00e7\u00f5es pelo Brasil<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">As comemora\u00e7\u00f5es pelo Dia da Marinha incluem o i\u00e7amento dos Sinais de Barroso nos mastros dos navios e das organiza\u00e7\u00f5es militares. As bandeiras reproduzem os sinais visuais que teriam sido utilizados pela Fragata \u201cAmazonas\u201d durante a Batalha Naval do Riachuelo para se comunicar com as demais embarca\u00e7\u00f5es. As mensagens representavam: \u201cO Brasil espera que cada um cumpra o seu dever\u201d e \u201cSustentar o fogo que a vit\u00f3ria \u00e9 nossa\u201d. Emitido em um momento decisivo da hist\u00f3ria, o comando permanece como fonte de inspira\u00e7\u00e3o para os militares que mant\u00eam vivo o legado daqueles her\u00f3is.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Em Bras\u00edlia (DF), a tradicional cerim\u00f4nia de substitui\u00e7\u00e3o do pavilh\u00e3o nacional, na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes, deu in\u00edcio \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es alusivas \u00e0 data. Ao longo da primeira semana de junho, uma exposi\u00e7\u00e3o no estacionamento 11 do Parque da Cidade estar\u00e1 aberta ao p\u00fablico, com exibi\u00e7\u00e3o de meios navais, local onde tamb\u00e9m foi levantado um Hospital de Campanha, para oferecer servi\u00e7os de sa\u00fade gratuitos, como cl\u00ednica geral, ortopedia, odontologia, psicologia e pediatria.<\/p>\n<p>Em Bel\u00e9m (PA), a programa\u00e7\u00e3o incluiu uma Parada Naval na Ba\u00eda do Guajar\u00e1, com navios, lanchas de opera\u00e7\u00f5es ribeirinhas e helic\u00f3ptero. O Navio-Patrulha \u201cBracu\u00ed\u201d e o Aviso Hidroceanogr\u00e1fico Fluvial \u201cRio Tocantins\u201d estiveram abertos \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica na Esta\u00e7\u00e3o das Docas, onde tamb\u00e9m aconteceu apresenta\u00e7\u00e3o da Banda de M\u00fasica do Comando do 4\u00ba Distrito Naval. A cidade recebeu, ainda, a Corrida do Dia do Marinha, na Cidade Velha, e a cerim\u00f4nia c\u00edvico-militar aberta ao p\u00fablico, na Pra\u00e7a Pedro Teixeira.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Salvador (BA), a agenda de eventos contou com a 46\u00aa Regata Marc\u00edlio Dias, apresenta\u00e7\u00e3o da Banda de M\u00fasica do Comando do 2\u00ba Distrito Naval (Com2\u00baDN) durante o jogo Bahia x N\u00e1utico, na Arena Fonte Nova, visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica aos navios da Marinha do Brasil no Porto de Salvador e exposi\u00e7\u00e3o de equipamentos e meios navais no Shopping Barra. O pr\u00e9dio do Com2\u00baDN no Forte de Santo Ant\u00f4nio da Barra recebeu ilumina\u00e7\u00e3o especial em homenagem \u00e0 data e sediou uma cerim\u00f4nia militar alusiva ao Dia da Marinha.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 11 de junho de 1865, a Esquadra brasileira enfrentou uma das batalhas mais decisivas da Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a: a Batalha Naval do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":59587,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-59585","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59585"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59585\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59588,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59585\/revisions\/59588"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}