{"id":59140,"date":"2025-05-22T12:08:38","date_gmt":"2025-05-22T15:08:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=59140"},"modified":"2025-05-22T12:08:38","modified_gmt":"2025-05-22T15:08:38","slug":"fomento-ao-turismo-subaquatico-na-costa-brasileira-conta-com-o-apoio-da-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fomento-ao-turismo-subaquatico-na-costa-brasileira-conta-com-o-apoio-da-marinha\/","title":{"rendered":"Fomento ao Turismo Subaqu\u00e1tico na Costa Brasileira conta com o apoio da Marinha"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">O afundamento de embarca\u00e7\u00f5es com objetivo de criar recifes artificiais, pr\u00e1tica em expans\u00e3o no litoral brasileiro para fomentar o turismo subaqu\u00e1tico, envolve uma complexa e criteriosa cadeia de responsabilidades e autoriza\u00e7\u00f5es. Nesse contexto, a Marinha do Brasil (MB) desempenha papel central. No dia 21 de mar\u00e7o deste ano, a For\u00e7a coordenou a opera\u00e7\u00e3o de afundamento do <em>ferryboat<\/em> \u201cJuracy Magalh\u00e3es J\u00fanior\u201d, inativo, na \u00e1rea litor\u00e2nea de Salvador (BA). A opera\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 40 militares e tr\u00eas embarca\u00e7\u00f5es da For\u00e7a, respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o e pelo acompanhamento t\u00e9cnico, com foco na seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o e na prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Segundo o Chefe do Departamento de Seguran\u00e7a do Tr\u00e1fego Aquavi\u00e1rio da Capitania dos Portos da Bahia, Primeiro-Tenente (Quadro T\u00e9cnico) Rodrigo Santos da Silva, a Marinha s\u00f3 autoriza o afundamento ap\u00f3s uma minuciosa an\u00e1lise do local escolhido, dos m\u00e9todos utilizados e da retirada adequada de materiais poluentes. \u201cNosso papel \u00e9 garantir que o bem afundado n\u00e3o represente amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o e nem ao meio ambiente\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Embora a responsabilidade direta pela avalia\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais caiba a \u00f3rg\u00e3os como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (INEMA) ou \u00e0s secretarias estaduais e municipais de meio ambiente, a Marinha exige que o interessado apresente comprova\u00e7\u00e3o da retirada de todo e qualquer elemento poluente da embarca\u00e7\u00e3o, como \u00f3leos, tintas, pe\u00e7as soltas ou materiais perigosos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O Capit\u00e3o dos Portos da Bahia, Capit\u00e3o de Mar e Guerra Alexandre de Souza Gomes, destaca que o processo envolve alinhamento interinstitucional.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Com litoral extenso e \u00e1guas prop\u00edcias ao mergulho recreativo, o Brasil tem grande potencial para ampliar esse tipo de atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica. S\u00f3 na Ba\u00eda de Todos-os-Santos, nos \u00faltimos cinco anos, embarca\u00e7\u00f5es como os <em>ferryboats<\/em> \u201cAgenor Gordilho\u201d e \u201cJuracy Magalh\u00e3es\u201d, al\u00e9m do rebocador \u201cVega\u201d, foram afundadas com esse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para o Capit\u00e3o dos Portos, fomentar esse tipo de iniciativa exige que os munic\u00edpios se envolvam mais ativamente, inclusive integrando as \u00e1reas de afundamento aos seus Planos Municipais de Gerenciamento Costeiro (PMGC). \u201cInfelizmente, poucos munic\u00edpios possuem esse tipo de planejamento hoje. Mas ele \u00e9 fundamental para que o turismo n\u00e1utico cres\u00e7a com responsabilidade\u201d, conclui.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Mapeamento de naufr\u00e1gios<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">O litoral da Bahia abriga um dos maiores acervos subaqu\u00e1ticos do Brasil, com mais de 140 embarca\u00e7\u00f5es naufragadas, entre elas navios mercantes torpedeados durante a Segunda Guerra Mundial, al\u00e9m de registros hist\u00f3ricos ao longo dos s\u00e9culos. Esses naufr\u00e1gios remontam ao per\u00edodo colonial e se estendem at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, distribuindo-se por \u00e1reas como Salvador, Abrolhos, Ilh\u00e9us, Porto Seguro, Belmonte, Itaparica e Caravelas.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O arque\u00f3logo da Diretoria do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Documenta\u00e7\u00e3o da Marinha, Capit\u00e3o-Tenente Caio C\u00e9zar Pereira Demilio, ressalta que os naufr\u00e1gios espalhados pela costa brasileira n\u00e3o s\u00e3o apenas restos de madeira ou a\u00e7o corro\u00eddos pelo tempo, mas verdadeiras c\u00e1psulas da mem\u00f3ria nacional \u2014 o que atrai tanto pesquisadores quanto turistas.<\/p>\n<figure class=\"bg-light p-3 p-md-5 my-3 rounded\">\n<blockquote class=\"blockquote\"><p>Cada naufr\u00e1gio \u00e9 um testemunho material de processos hist\u00f3ricos que ajudaram a formar o Brasil como na\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. S\u00e3o documentos arqueol\u00f3gicos preservados de forma \u00fanica sob a \u00e1gua. Estudar esses vest\u00edgios \u00e9 entender melhor a constru\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, seu papel no mundo atl\u00e2ntico e os impactos de s\u00e9culos de navega\u00e7\u00e3o\u201d, explica o arque\u00f3logo.<\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p class=\"text-align-justify\">A preserva\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o desses s\u00edtios arqueol\u00f3gicos t\u00eam ganhado for\u00e7a a partir da parceria entre a MB e o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN). Dessa colabora\u00e7\u00e3o surgiu o Atlas dos Naufr\u00e1gios de Interesse Hist\u00f3rico da Costa do Brasil, iniciativa voltada ao mapeamento, cataloga\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio submerso.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Estudantes, professores, mergulhadores, pescadores e pesquisadores podem acessar as informa\u00e7\u00f5es por meio de plataformas p\u00fablicas, como o portal da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE). O uso da tecnologia a favor da mem\u00f3ria tem possibilitado trabalhos acad\u00eamicos relevantes, como o desenvolvido pelo pr\u00f3prio arque\u00f3logo da Marinha, com base em um sistema georreferenciado que re\u00fane dados de 71 naufr\u00e1gios.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O estudo, realizado com o apoio de softwares espec\u00edficos, classifica as embarca\u00e7\u00f5es afundadas de acordo com caracter\u00edsticas como o per\u00edodo hist\u00f3rico, o tipo de carga transportada e a nacionalidade. Al\u00e9m do valor acad\u00eamico, a pesquisa contribui para a cria\u00e7\u00e3o de rotas de turismo subaqu\u00e1tico, para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico diante de amea\u00e7as como dragagens, constru\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias e atividades predat\u00f3rias.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">De acordo com o Atlas, aproximadamente 2.100 naufr\u00e1gios j\u00e1 foram catalogados ao longo de toda a costa brasileira.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O afundamento de embarca\u00e7\u00f5es com objetivo de criar recifes artificiais, pr\u00e1tica em expans\u00e3o no litoral brasileiro para fomentar o turismo subaqu\u00e1tico, envolve uma complexa e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":59142,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-59140","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59143,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59140\/revisions\/59143"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}