{"id":58988,"date":"2025-05-14T13:09:53","date_gmt":"2025-05-14T16:09:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=58988"},"modified":"2025-05-14T13:09:53","modified_gmt":"2025-05-14T16:09:53","slug":"stf-reafirma-regras-sobre-aliquotas-de-frete-para-renovacao-da-marinha-mercante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/stf-reafirma-regras-sobre-aliquotas-de-frete-para-renovacao-da-marinha-mercante\/","title":{"rendered":"STF reafirma regras sobre al\u00edquotas de frete para renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante"},"content":{"rendered":"<p><span>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou o entendimento de que a regra que estabelece que os tributos s\u00f3 podem ser cobrados a partir de 90 dias da edi\u00e7\u00e3o da lei que os institu\u00edram ou do pr\u00f3ximo exerc\u00edcio financeiro n\u00e3o se aplica \u00e0s al\u00edquotas do Adicional ao Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante (AFRMM) mantidos por decreto de 2023. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi tomada pelo Plen\u00e1rio Virtual no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo\u00a0<\/span><strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7108472\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7108472\"><span>(ARE) 1527985<\/span><\/a><\/strong><span>\u00a0.<\/span><\/p>\n<p><span>O Tribunal j\u00e1 tinha entendimento sobre a mat\u00e9ria, mas agora ela foi julgada sob o rito da repercuss\u00e3o geral (Tema 1368). Assim, a tese apresentada deve ser aplicada a todos os casos semelhantes em tramita\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><span>Manuten\u00e7\u00e3o do \u00edndice<\/span><\/strong><\/h5>\n<p><span>No caso em an\u00e1lise, o Sindicato de Exporta\u00e7\u00e3o e Importa\u00e7\u00e3o do Estado do Esp\u00edrito Santo (Sindiex) questionou a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) que rejeitou o pedido de um contribuinte para coletar o AFRMM com base no Decreto 11.321\/2022, que reduzia as al\u00edquotas pela metade. De acordo com o TRF-2, esse decreto passaria a produzir efeitos a partir de 1\u00ba de janeiro de 2023, exatamente no dia em que foi expressamente revogado por outro decreto (Decreto 11.374\/2023), que restabeleceu o valor integral do imposto. Isso evitaria o princ\u00edpio da anterioridade, pois houve apenas a manuten\u00e7\u00e3o do \u00edndice que j\u00e1 vinha sendo pago pelos contribuintes.<\/span><\/p>\n<p><span>No recurso, o sindicato defendeu que a revoga\u00e7\u00e3o do Decreto 11.321\/2022 representou aumento do tributo, ferindo o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e surpreendendo o contribuinte.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><span>Jurisprud\u00eancia<\/span><\/strong><\/h5>\n<p><span>Em seu voto pelo reconhecimento da repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria e pela reafirma\u00e7\u00e3o do entendimento do Tribunal, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF, lembrou que o tema j\u00e1 foi examinado na A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC) 84. O caso dizia respeito \u00e0 cobran\u00e7a de al\u00edquotas integrais do PIS e da Cofins promovida pelo Decreto 11.374\/2023, que tamb\u00e9m revogou a norma anterior. O Tribunal entendeu que n\u00e3o houve cria\u00e7\u00e3o nem majora\u00e7\u00e3o de tributo, porque as al\u00edquotas anteriores j\u00e1 eram conhecidas pelos contribuintes, e o ato normativo que o m\u00ednimo foi revogado no mesmo dia em que entraria em vigor.<\/span><\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><span>Tese<\/span><\/strong><\/h5>\n<p><span>A tese de repercuss\u00e3o geral firmada foi a seguinte:<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas integrais do AFRMM, a partir da revoga\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00ba 11.321\/2022 pelo Decreto n\u00ba 11.374\/2023, n\u00e3o est\u00e1 submetida \u00e0 anterioridade tribut\u00e1ria (exerc\u00edcio e nonagesimal)\u201d.<\/span><\/p>\n<p>Fonte: STF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou o entendimento de que a regra que estabelece que os tributos s\u00f3 podem ser cobrados a partir de 90&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":58990,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-58988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58988"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58988\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58991,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58988\/revisions\/58991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}