{"id":58872,"date":"2025-05-09T11:23:04","date_gmt":"2025-05-09T14:23:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=58872"},"modified":"2025-05-09T11:23:04","modified_gmt":"2025-05-09T14:23:04","slug":"cabotagem-avalia-impactos-das-medidas-da-imo-sobre-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cabotagem-avalia-impactos-das-medidas-da-imo-sobre-combustiveis\/","title":{"rendered":"Cabotagem avalia impactos das medidas da IMO sobre combust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo contratado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) aponta que os navios que utilizarem o biodiesel de segunda gera\u00e7\u00e3o (B24) como combust\u00edvel para trafegar pela costa brasileira conseguir\u00e3o se enquadrar na faixa de gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito das regras de taxa\u00e7\u00e3o sobre emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) estabelecidas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO), at\u00e9 o final de 2027. O trabalho, desenvolvido pela consultoria Marsalgado com uma base de dados emp\u00edrica, projeta ainda que, a partir de 2028, at\u00e9 por volta de 2030, esses navios passariam a pagar US$ 100 por por tonelada de CO2 emitido (tCO2eq) e, ap\u00f3s 2031, devem pagar os US$ 380\/tCO2eq previstos no regramento da IMO.<\/p>\n<p>O combust\u00edvel atualmente utilizado no Brasil com baixa emiss\u00e3o de enxofre (VLSFO) emite 93 grama por milh\u00e3o de tonelada (gCO2\/MJ) e, pelas estimativas, ser\u00e1 taxado por volta de 2027 ou de 2028 para os navios que continuarem operando com ele nesse per\u00edodo. Entre as solu\u00e7\u00f5es mais eficientes em aprimoramento, o B24 (24% de biodiesel) j\u00e1 \u00e9 produzido no sul do pa\u00eds a partir de res\u00edduos agroindustriais pela Petrobras, que tamb\u00e9m tem disponibilidade de produ\u00e7\u00e3o do biodiesel puro (B100), que poderia garantir a gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito at\u00e9 2035. No entanto, essas op\u00e7\u00f5es ainda precisam ganhar escala de produ\u00e7\u00e3o, caso figurem entre as alternativas de abastecimento das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o pronta\u00a0<em>[biocombust\u00edvel]<\/em>, que temos dispon\u00edvel aqui no Brasil e que poder\u00e1, pelo menos at\u00e9 2035, n\u00e3o ter necessidade de pagar para esse fundo da IMO\u201d, disse o diretor-executivo da Abac, Luis Fernando Resano, que foi o convidado da 53\u00aa reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Usu\u00e1rios dos Portos e Aeroportos do Estado de S\u00e3o Paulo da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (6). O encontro promovido pelo Comus\/ACSP discutiu as perspectivas de Redu\u00e7\u00e3o das Emiss\u00f5es de GEEs no Transporte Mar\u00edtimo e da sua Precifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2024, o consumo de bunker no Brasil foi da ordem de 380 mil toneladas. No caso da ado\u00e7\u00e3o do B100, por exemplo, esse volume teoricamente precisaria ser maior, considerando o poder calor\u00edfico do biodiesel, que \u00e9 menor que do combust\u00edvel atual (VLSFO). Para a Abac, falta o governo dar a diretriz das pol\u00edticas e dos combust\u00edveis alternativos que ser\u00e3o incentivados ou se ser\u00e1 necess\u00e1rio importar algum tipo de combust\u00edvel durante a transi\u00e7\u00e3o. Resano citou que esse fio condutor \u00e9 importante, por exemplo, para oferecer seguran\u00e7a aos produtores a investir no biodiesel nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 possibilidade de o Brasil importar g\u00e1s natural liquefeito (GNL) para abastecer navios que hoje j\u00e1 frequentam a costa brasileira, mas abastecem em outros pa\u00edses. O GNL, adotado por armadores de longo curso, possui comportamento relativamente parecido com biocombust\u00edvel, entretanto o Brasil ainda n\u00e3o tem esse insumo para abastecimento dos navios. \u201cDaqui a pouco come\u00e7amos a perder mercado por falta de abastecimento (\u2026). \u00c9 uma oportunidade de certa independ\u00eancia que podemos ter em fun\u00e7\u00e3o dessas regras que vieram da IMO\u201d, analisou. Resano ponderou que n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o definitiva e que outros combust\u00edveis ainda est\u00e3o sendo desenvolvidos por fabricantes de motores.<\/p>\n<p>O diretor-executivo da Abac defendeu que essa discuss\u00e3o precisa ser encarada com seriedade, pensando na igualdade de regras para os modais, levando em conta que os segmentos mar\u00edtimo e a\u00e9reo ter\u00e3o que cumprir regras internacionais r\u00edgidas. \u201c\u00c9 preciso tomar cuidado porque, se n\u00e3o adotarmos medidas equilibradas nos modais de transporte, teremos um s\u00e9rio risco de fazermos com que cargas que hoje est\u00e3o no mar\u00edtimo voltem para o rodovi\u00e1rio. Essas medidas de equil\u00edbrio da matriz de transportes contribuir\u00e3o para melhores resultados das emiss\u00f5es do pa\u00eds como um todo\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que as regras estabelecidas pela IMO consideram as emiss\u00f5es desde a produ\u00e7\u00e3o e que, at\u00e9 o fertilizante usado para produzir biodiesel entrar\u00e1 nos c\u00e1lculos por fazer parte da cadeia. Assim como no caso do B24, produtores e fornecedores do B100 dever\u00e3o ser certificados por \u00f3rg\u00e3os internacionais. Resano tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de infraestrutura de abastecimento. \u201cSe falamos de biodiesel como alternativa para a cabotagem, \u00e9 preciso ter infraestrutura de abastecimento no porto. O fornecedor tem que ter tancagem e disponibilidade do combust\u00edvel\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Revista Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo contratado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) aponta que os navios que utilizarem o biodiesel de segunda gera\u00e7\u00e3o (B24) como combust\u00edvel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":58874,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-58872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58872"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58875,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58872\/revisions\/58875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}