{"id":5874,"date":"2014-06-05T08:23:42","date_gmt":"2014-06-05T11:23:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=5874"},"modified":"2014-06-04T22:46:29","modified_gmt":"2014-06-05T01:46:29","slug":"brasil-avanca-na-construcao-de-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-avanca-na-construcao-de-submarinos\/","title":{"rendered":"Brasil avan\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de submarinos"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Proteger 8.500 km de litoral e riquezas ocultas no fundo do mar, como as reservas do pr\u00e9-sal e de minerais da Amaz\u00f4nia Azul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Brasil avan\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o do primeiro de cinco submarinos, um deles com propuls\u00e3o nuclear, em parceria com a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 detentor de riquezas que est\u00e3o no nosso mar. \u00c9 responsabilidade nossa ter uma for\u00e7a armada forte. N\u00e3o para fazer guerra, mas para n\u00e3o entrar em guerra. Para que n\u00e3o tentem tomar nossas riquezas. O submarino de propuls\u00e3o nuclear \u00e9 uma das armas com maior possibilidade de dissuas\u00e3o\u201d, declarou em entrevista \u00e0 AFP o almirante-de-esquadra Gilberto Max Roff\u00e9 Hirschfeld, coordenador-geral do Prosub, programa de desenvolvimento de submarinos, com custo estimado em R$ 23 bilh\u00f5es (uns US$ 10 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Os novos submarinos v\u00e3o substituir os cinco convencionais que o Brasil possui atualmente, constru\u00eddos entre 1980 e 1990, em parceria com a Alemanha, e que est\u00e3o no fim da vida \u00fatil.<\/p>\n<p>Em Itagua\u00ed, 70 km ao sul do Rio de Janeiro, fica o complexo de 540 mil metros quadrados onde a empreiteira brasileira Odebrecht, a estatal francesa de Defesa DCNS e a Marinha do Brasil trabalham em conjunto para cumprir um cronograma que se estende at\u00e9 2025.<\/p>\n<p>Na unidade fabril, o primeiro submarino convencional (SBR1), previsto para lan\u00e7amento ao mar em 2017, est\u00e1 45% conclu\u00eddo, e o segundo (previsto para 2019) come\u00e7a a ser constru\u00eddo. Os demais ficar\u00e3o prontos a cada 18 meses.<\/p>\n<p>As dimens\u00f5es do complexo impressionam: na f\u00e1brica, com 38 metros de altura, oper\u00e1rios trabalham nas enormes chapas de a\u00e7o que, unidas, formar\u00e3o o casco resistente dos submarinos convencionais que, prontos, ter\u00e3o 75 metros de comprimento e pesar\u00e3o 2.000 toneladas.<\/p>\n<p>A alguns metros de dist\u00e2ncia, 3.000 pessoas trabalham em ritmo acelerado para erguer o estaleiro, com inaugura\u00e7\u00e3o prevista para novembro, onde as se\u00e7\u00f5es dos submarinos ser\u00e3o montadas.<\/p>\n<p>A infraestrutura ter\u00e1 ainda um estaleiro de manuten\u00e7\u00e3o, uma base naval e um complexo radiol\u00f3gico, onde ser\u00e1 feita a troca do combust\u00edvel nuclear. O submarino nuclear (SNBR), com 100 metros de comprimento e 6.000 toneladas, come\u00e7ar\u00e1 a ser constru\u00eddo em 2017 e ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2025.<\/p>\n<p>Atualmente, apenas cinco pa\u00edses projetam e constroem submarinos nucleares: China, Reino Unido, EUA, R\u00fassia e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Submarinos convencionais possuem restri\u00e7\u00f5es como o motor diesel-el\u00e9trico, que os obriga a ir \u00e0 superf\u00edcie a cada 12h ou 24h para carregar as baterias e mudar o ar respirado na cabine.<\/p>\n<p>Mais caros, os de propuls\u00e3o nuclear s\u00e3o mais velozes e n\u00e3o precisam vir \u00e0 tona, pois utilizam energia at\u00f4mica, fonte praticamente inesgot\u00e1vel, para mover seus motores, e o ar respirado \u00e9 purificado atrav\u00e9s de um composto qu\u00edmico.<\/p>\n<p><strong>Patrim\u00f4nio mar\u00edtimo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Marinha, os submarinos convencionais patrulhar\u00e3o pontos de comunica\u00e7\u00e3o muito intensa, como portos. O nuclear atuar\u00e1 em \u00e1reas mais distantes, onde est\u00e3o as reservas do pr\u00e9-sal &#8211; estimadas em at\u00e9 35 bilh\u00f5es de barris &#8211; e a Amaz\u00f4nia Azul, um territ\u00f3rio mar\u00edtimo de 3,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, situado at\u00e9 200 milhas n\u00e1uticas (370 km) ao longo da costa.<\/p>\n<p>Rica em biodiversidade, a Amaz\u00f4nia Azul, onde o Brasil exerce soberania, com direito a explora\u00e7\u00e3o, aproveitamento e gest\u00e3o dos recursos naturais, tem minerais como fosforita, ouro, mangan\u00eas e calc\u00e1rio, com aplica\u00e7\u00f5es diversas, da agricultura \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 95% do com\u00e9rcio exterior brasileiro passam pelo mar, onde o Brasil tamb\u00e9m prospecta a maior parte do petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, destaca a Marinha.<\/p>\n<p>Em 2008, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva aprovou a Estrat\u00e9gia Nacional de Defesa, que prev\u00ea que o Brasil deve impedir que for\u00e7as inimigas se aproximem por via mar\u00edtima, dotando-se de uma for\u00e7a naval submarina importante, com capacidade para projetar e fabricar os dois tipos de submarinos.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a atendeu \u00e0 demanda brasileira por transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica e no mesmo ano, Lula e o ent\u00e3o colega franc\u00eas, Nicolas Sarkozy, firmaram um acordo em que a DCNS, detentora do projeto e construtora de submarinos, se comprometeu a fornecer material para construir as embarca\u00e7\u00f5es e infra-estruturas, fazer treinamento de pessoal, com a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos equipamentos e sistemas para o desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira neste setor.<\/p>\n<p>A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a parte nuclear, pois o reator e o combust\u00edvel de ur\u00e2nio enriquecido s\u00e3o desenvolvidos com tecnologia brasileira.<\/p>\n<p>Os cinco submarinos ser\u00e3o equipados com torpedos convencionais, pois a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira e o Tratado de N\u00e3o-prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear (TNP), do qual o pa\u00eds \u00e9 signat\u00e1rio, pro\u00edbem desenvolver ou adquirir armas at\u00f4micas.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio \u201cTend\u00eancias dos gastos militares no mundo\u201d, do Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em ingl\u00eas), o Brasil se manteve em 2013 entre os 15 pa\u00edses com maiores gastos no setor, com despesas de US$ 31,5 bilh\u00f5es (cerca de R$ 70 bilh\u00f5es), embora tenha havido um recuo de 3,9% nos investimentos com rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/p>\n<p>Em 2013, o pa\u00eds comprou 36 avi\u00f5es-ca\u00e7a Gripen da Su\u00e9cia e, este ano, 28 avi\u00f5es de transporte KC-390, da construtora brasileira Embraer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos submarinos, o acordo firmado com a Fran\u00e7a prev\u00ea a aquisi\u00e7\u00e3o de 50 helic\u00f3pteros de transporte militar EC-725.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proteger 8.500 km de litoral e riquezas ocultas no fundo do mar, como as reservas do pr\u00e9-sal e de minerais da Amaz\u00f4nia Azul O Brasil&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3551,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-5874","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5874"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5875,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5874\/revisions\/5875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}