{"id":58205,"date":"2025-04-01T09:26:58","date_gmt":"2025-04-01T12:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=58205"},"modified":"2025-04-01T09:26:58","modified_gmt":"2025-04-01T12:26:58","slug":"rendimento-mensal-do-trabalhador-bate-recorde-e-chega-a-r-3-378","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/rendimento-mensal-do-trabalhador-bate-recorde-e-chega-a-r-3-378\/","title":{"rendered":"Rendimento mensal do trabalhador bate recorde e chega a R$ 3.378"},"content":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.378, o valor mais alto j\u00e1 registrado desde 2012, quando come\u00e7ou a s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), feita pelo\u00a0Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1636625&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1636625&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), e mostram que, em um ano, a alta na renda dos trabalhadores foi de 3,6%. O recorde anterior era do trimestre encerrado em janeiro de 2025, com R$ 3.365.<\/p>\n<p>Os valores s\u00e3o deflacionados, ou seja, levam em conta a infla\u00e7\u00e3o acumulada no per\u00edodo, fazendo com que a compara\u00e7\u00e3o reflita o real poder de compra do trabalhador.<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, seja emprego com ou sem carteira assinada, tempor\u00e1rio e por conta pr\u00f3pria, por exemplo. O levantamento apontou que, no trimestre encerrado em fevereiro,\u00a0a taxa de desemprego foi de 6,8%.<\/p>\n<h2>Formalidade aumenta renda<\/h2>\n<p>A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, frisa que\u00a0parte do recorde do rendimento m\u00e9dio pode ser explicada pela redu\u00e7\u00e3o da informalidade no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A taxa de informalidade \u2500 trabalhadores que n\u00e3o t\u00eam garantidos direitos como f\u00e9rias, contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social e 13\u00ba sal\u00e1rio \u2500 teve \u201cligeira redu\u00e7\u00e3o\u201d, caindo a 38,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada. No trimestre terminado em novembro de 2024, estava em 38,7%.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Se hoje, na minha popula\u00e7\u00e3o ocupada, eu tenho uma maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores formais do que havia anteriormente, \u00e9 esperado que essa m\u00e9dia [de rendimento] aumente, dado que, de modo geral, os trabalhadores formais t\u00eam um rendimento maior que os n\u00e3o formais&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pesquisadora contextualiza ainda que o n\u00famero total de ocupados ficou em 102,7 milh\u00f5es de pessoas, 1,2% menor que o do per\u00edodo terminado em novembro, sendo que o grupamento administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais foi respons\u00e1vel pela subtra\u00e7\u00e3o de 468 mil ocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Beringuy ressalta que esse n\u00famero representa um comportamento sazonal da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que dispensa funcion\u00e1rios tempor\u00e1rios no come\u00e7o de ano. \u201cFoi o segmento do setor p\u00fablico com os menores rendimentos, que s\u00e3o aqueles dos contratos tempor\u00e1rios\u201d, afirmou ela, se referindo a trabalhadores da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o fundamental. Dessa forma, com o corte de pessoas com menores sal\u00e1rios, o rendimento m\u00e9dio tende a aumentar.<\/p>\n<p>O reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo para R$ 1.518, no come\u00e7o do ano, foi outro fator que contribuiu, em menor escala, para o recorde no rendimento do trabalhador.<\/p>\n<p>Segundo Beringuy, o reajuste serve como refer\u00eancia de rendimento mesmo para quem n\u00e3o tem carteira assinada. &#8220;O sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 um balizador importante no mercado de trabalho, principalmente entre os trabalhadores informais&#8221;.<\/p>\n<h2>Massa de sal\u00e1rios<\/h2>\n<p>Outro dado recorde apontado pelo IBGE \u00e9 a massa salarial, que alcan\u00e7ou R$ 342 bilh\u00f5es. O montante consiste na soma de todos os valores que os trabalhadores recebem\u00a0e funciona como um motor da economia. Em\u00a0um ano, esse total teve\u00a0crescimento de 6,2% (mais R$ 20 bilh\u00f5es).<\/p>\n<h2>Contribui\u00e7\u00e3o para a previd\u00eancia<\/h2>\n<p>De acordo com o IBGE, o trimestre encerrado em fevereiro de 2025 teve 67,6 milh\u00f5es de trabalhadores que contribu\u00edam para a previd\u00eancia social. Esse numero n\u00e3o inclui apenas trabalhador com carteira assinada. \u201cPode ter um trabalhador por conta pr\u00f3pria que contribui para o instituto de previd\u00eancia\u201d, exemplifica Beringuy.<\/p>\n<p>Esse contingente representa que 65,9% dos ocupados contribu\u00edam para institutos de previd\u00eancia, maior percentual desde o trimestre encerrado em julho de 2020 (66,1%).<\/p>\n<p>\u201cO recuo da informalidade e, consequentemente, o aumento da propor\u00e7\u00e3o do trabalho formal contribuiu para essa expans\u00e3o de cobertura previdenci\u00e1ria\u201d, explica a coordenadora do IBGE.<\/p>\n<p>O ponto mais alto de contribui\u00e7\u00e3o para a previd\u00eancia foi em junho de 2020 (66,5%).<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.378, o valor mais alto j\u00e1 registrado desde 2012, quando come\u00e7ou a s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":58207,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-58205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58205"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58208,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58205\/revisions\/58208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58207"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}