{"id":58149,"date":"2025-03-28T10:47:17","date_gmt":"2025-03-28T13:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=58149"},"modified":"2025-03-28T10:47:17","modified_gmt":"2025-03-28T13:47:17","slug":"os-riscos-de-reciclar-embarcacoes-este-e-o-estaleiro-de-chittagong-onde-grandes-navios-vao-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/os-riscos-de-reciclar-embarcacoes-este-e-o-estaleiro-de-chittagong-onde-grandes-navios-vao-morrer\/","title":{"rendered":"Os riscos de reciclar embarca\u00e7\u00f5es: este \u00e9 o estaleiro de Chittagong onde grandes navios v\u00e3o morrer"},"content":{"rendered":"<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Todos os anos, dezenas de navios chegam ao fim de sua vida \u00fatil. As companhias que os operam t\u00eam duas op\u00e7\u00f5es: moderniz\u00e1-los ou envi\u00e1-los para o desmonte. Os estaleiros respons\u00e1veis por esse processo est\u00e3o, em sua maioria, localizados nas costas asi\u00e1ticas.<\/p>\n<div class=\"ad ad-lat\">\n<div id=\"div-gpt-lat\" class=\"ad-box\" data-google-query-id=\"COmY2ZDvrIwDFchIuAQdDTkUaQ\">\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Embora a reciclagem de navios devesse ser um procedimento ambientalmente sustent\u00e1vel, j\u00e1 que grande parte da embarca\u00e7\u00e3o pode ser reaproveitada, na pr\u00e1tica, o processo muitas vezes se torna extremamente problem\u00e1tico.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">O motivo \u00e9 que, em alguns estaleiros, as pe\u00e7as dos navios t\u00eam grande valor comercial, mas a seguran\u00e7a dos trabalhadores e a preserva\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o negligenciadas.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Um dos casos mais criticados \u00e9 o estaleiro de\u00a0<em>Chittagong<\/em>, em Bangladesh, conhecido por suas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e pela falta de regulamenta\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<h2>Reciclando navios<\/h2>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Pode parecer que desmontar um navio de centenas de milhares de toneladas seja um processo extremamente complicado, mas h\u00e1 um conjunto de etapas bem definidas para torn\u00e1-lo o mais eficiente poss\u00edvel (ainda que, evidentemente, estejamos falando de uma gigantesca estrutura de a\u00e7o).<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">O primeiro passo consiste em posicionar a embarca\u00e7\u00e3o em um dique seco e remover componentes sens\u00edveis, como combust\u00edvel (para evitar inc\u00eandios), \u00f3leo, produtos qu\u00edmicos e \u00e1guas residuais.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Realizar esse processo em um dique seco garante que, mesmo em caso de vazamentos, os contaminantes n\u00e3o se infiltrem na areia ou no mar. O segundo passo \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o de componentes eletr\u00f4nicos, motores e geradores, que podem ser revendidos ou reaproveitados.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Em seguida, o navio \u00e9 cortado em se\u00e7\u00f5es, como se fosse um bolo, enquanto os materiais s\u00e3o classificados. Por fim, as pe\u00e7as de a\u00e7o, cobre, alum\u00ednio e madeira s\u00e3o vendidas ou recicladas, e os res\u00edduos n\u00e3o recicl\u00e1veis s\u00e3o descartados de maneira adequada.<\/p>\n<h2>Chittagong: o custo invis\u00edvel da reciclagem de navios<\/h2>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Ao longo dos anos, o processo de desmonte de navios foi aprimorado para atender \u00e0s normas internacionais e compromissos ambientais. No entanto, um olhar mais atento nos leva \u00e0 costa de Bangladesh, mais precisamente ao estaleiro de\u00a0<em>Chittagong<\/em>.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Tudo come\u00e7ou\u00a0em meados dos anos 1960, quando alguns navios encalharam na praia e foram desmontados ali mesmo. Na d\u00e9cada de 1980, a ind\u00fastria de desmanche cresceu no pa\u00eds, e Chittagong se tornou o\u00a0maior estaleiro de desmonte de navios do mundo.<\/p>\n<h2>O pre\u00e7o da efici\u00eancia<\/h2>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Segundo\u00a0<em>The Guardian<\/em>, esse estaleiro chegou a reciclar mais de 230 navios em um \u00fanico ano, o equivalente a mais de 10 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o. No entanto, esse volume impressionante tem um custo humano e ambiental significativo.<\/p>\n<div class=\"article-asset-image article-asset-normal article-asset-center\">\n<div class=\"asset-content\">\n<div class=\"caption-img \">\n<h2>Nem todos os estaleiros s\u00e3o iguais<\/h2>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">\u00c9 importante destacar que, desde a assinatura da Conven\u00e7\u00e3o de Hong Kong, em 2009, diversos estaleiros\u00a0investiram em melhorias\u00a0para garantir condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais seguras e pr\u00e1ticas ambientalmente sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Article links\">Pa\u00edses como Jap\u00e3o, \u00cdndia e Turquia \u2014 onde est\u00e1 localizado o gigantesco estaleiro de Aliaga \u2014 destinaram centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares para modernizar suas instala\u00e7\u00f5es e tornar o desmonte de navios um processo mais regulado e respons\u00e1vel.<\/p>\n<div class=\"article-asset-image article-asset-normal article-asset-center\">\n<div class=\"caption-img \">Fonte: Terra<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos, dezenas de navios chegam ao fim de sua vida \u00fatil. As companhias que os operam t\u00eam duas op\u00e7\u00f5es: moderniz\u00e1-los ou envi\u00e1-los para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":58151,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-58149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58149"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58156,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58149\/revisions\/58156"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}