{"id":57432,"date":"2025-02-24T11:56:36","date_gmt":"2025-02-24T14:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=57432"},"modified":"2025-02-24T11:56:36","modified_gmt":"2025-02-24T14:56:36","slug":"economia-azul-brasileira-desperta-interesse-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/economia-azul-brasileira-desperta-interesse-internacional\/","title":{"rendered":"Economia Azul brasileira desperta interesse internacional"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">O Brasil esteve presente na primeira edi\u00e7\u00e3o da AMAN Dialogue, confer\u00eancia promovida pela Marinha do Paquist\u00e3o, como parte do exerc\u00edcio mar\u00edtimo internacional AMAN 2025. Representado pela Marinha do Brasil (MB), o Pa\u00eds foi convidado a apresentar um dos pain\u00e9is sobre economia azul, objeto de estudo e de a\u00e7\u00f5es apoiados e desenvolvidos pela For\u00e7a Naval brasileira na defesa dos interesses nacionais. O evento aconteceu nos dias 8 e 9 de fevereiro, na Academia Naval do Paquist\u00e3o, na cidade de Karachi.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Sob o tema \u201cMares seguros, futuro pr\u00f3spero\u201d, o evento reuniu chefes de Marinhas, Guardas Costeiras e For\u00e7as de Defesa de cerca de 60 pa\u00edses, al\u00e9m de acad\u00eamicos e especialistas em seguran\u00e7a para debater e formular estrat\u00e9gias para conter o surgimento de amea\u00e7as mar\u00edtimas. Segundo o Chefe do Estado-Maior da Marinha paquistanesa, Almirante Naveed Ashraf, o encontro abriu caminho para fortalecer o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e fomentar a coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O Comandante de Opera\u00e7\u00f5es Mar\u00edtimas e Prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Azul (COMPAAz), Contra-Almirante Alexandre Itiro Villela Assano, explica que o com\u00e9rcio mar\u00edtimo tem papel primordial para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. \u201cEssa realidade do Brasil, de mais de 97% do com\u00e9rcio exterior ser feito pelo mar, \u00e9 uma realidade global: 80% do com\u00e9rcio mundial \u00e9 transportado pelo mar. \u00c9 por isso que os temas \u2018seguran\u00e7a mar\u00edtima\u2019 e \u2018economia azul\u2019 s\u00e3o de interesse de todos os pa\u00edses que possuem acesso ao mar\u201d, afirmou ele, que conduziu a palestra e participou dos debates.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O uso econ\u00f4mico sustent\u00e1vel dos oceanos depende, dentre outros fatores, da seguran\u00e7a mar\u00edtima, incluindo o combate a crimes ambientais e mar\u00edtimos, como a pirataria. Esses assuntos tamb\u00e9m pautaram as discuss\u00f5es. \u201cAquela regi\u00e3o recebe muito tr\u00e1fego de interesse nosso. Em 2022, foram movimentados mais de 1,4 bilh\u00e3o de d\u00f3lares entre Brasil e Paquist\u00e3o, fora os demais pa\u00edses da regi\u00e3o. O que acontece l\u00e1 \u00e9 de interesse do Brasil tamb\u00e9m. E n\u00e3o tem como falar em seguran\u00e7a mar\u00edtima hoje em dia sem falar em coopera\u00e7\u00e3o internacional\u201d, explica Almirante Assano.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">O que \u00e9 a Economia Azul?<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">A Economia Azul \u00e9 definida pelo Grupo Banco Mundial como \u201co desenvolvimento sustent\u00e1vel e integrado de setores econ\u00f4micos em oceanos saud\u00e1veis\u201d. No Brasil, mais de 20 milh\u00f5es de brasileiros, inclusive aqueles que atuam no campo, t\u00eam suas atividades envolvidas com o mar. Os setores econ\u00f4micos atrelados \u00e0 faixa oce\u00e2nica e \u00e0 economia costeira e litor\u00e2nea, que se associa indiretamente ao mar, por ser desenvolvida nos munic\u00edpios adjacentes ao Oceano Atl\u00e2ntico, podem chegar a 16% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Segundo a Diretoria-Geral de Navega\u00e7\u00e3o (DGN) da Marinha do Brasil, a atual contribui\u00e7\u00e3o do oceano para a economia nacional j\u00e1 tem um valor agregado de mais de R$ 1,74 trilh\u00e3o. Retiram-se dos mares 45% do pescado consumido no Pa\u00eds e, na plataforma continental brasileira, est\u00e3o instalados cabos submarinos que transmitem mais de 95% dos dados de internet, interligando o Brasil com o mundo. Al\u00e9m disso, o subsolo marinho\u00a0disp\u00f5e de\u00a0grande quantidade\u00a0de n\u00f3dulos polimet\u00e1licos, compostos de elementos estrat\u00e9gicos como cobalto, n\u00edquel, cobre e carbonato de c\u00e1lcio.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Interc\u00e2mbio de dados<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">O COMPAAz \u00e9 um exemplo dessa colabora\u00e7\u00e3o, visto que para monitorar o tr\u00e1fego para al\u00e9m das \u00e1guas jurisdicionais brasileiras, em regi\u00f5es de interesse para o Pa\u00eds, precisa de dados fornecidos por \u00f3rg\u00e3os de diversos pa\u00edses, como Estados Unidos, Canad\u00e1, It\u00e1lia e Singapura. Em contrapartida, o Comando compartilha seus registros. \u201cEssas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para que o COMPAAz acompanhe nosso tr\u00e1fego mar\u00edtimo de interesse, os navios com a bandeira brasileira, buscando manter a seguran\u00e7a deles em qualquer lugar do mundo\u201d, conta Assano.<\/p>\n<p>Em proveito do evento, a MB deu in\u00edcio \u00e0s tratativas com a Marinha do Paquist\u00e3o para incluir o pa\u00eds asi\u00e1tico entre os parceiros do COMPAAz. \u201cTivemos uma reuni\u00e3o bilateral com o Comandante Naval de Karachi, que \u00e9 a principal regi\u00e3o mar\u00edtima deles, e j\u00e1 estabelecemos o contato para que possamos fazer o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es com o JMICC, Joint Maritime Information Coordination Centre, organiza\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga do COMPAAz naquele pa\u00eds\u201d, adianta o Comandante do COMPAAz.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil esteve presente na primeira edi\u00e7\u00e3o da AMAN Dialogue, confer\u00eancia promovida pela Marinha do Paquist\u00e3o, como parte do exerc\u00edcio mar\u00edtimo internacional AMAN 2025. 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