{"id":57257,"date":"2025-02-17T06:00:53","date_gmt":"2025-02-17T09:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=57257"},"modified":"2025-02-16T13:06:21","modified_gmt":"2025-02-16T16:06:21","slug":"calor-extremo-no-rio-de-janeiro-aumenta-mortalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/calor-extremo-no-rio-de-janeiro-aumenta-mortalidade\/","title":{"rendered":"Calor extremo no Rio de Janeiro aumenta mortalidade"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa desenvolvida na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da\u00a0Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (Ensp\/Fiocruz) indica que as altas temperaturas no Rio de Janeiro est\u00e3o relacionadas com o aumento da mortalidade na capital fluminense. O calor extremo representa maior risco para idosos e pessoas com diabetes, hipertens\u00e3o, Alzheimer, insufici\u00eancia renal e infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1630466&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1630466&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 de autoria do doutorando\u00a0Jo\u00e3o Henrique de Araujo Morais, que atua como pesquisador\u00a0do Centro de Intelig\u00eancia Epidemiol\u00f3gica, da Secretaria Municipal de Sa\u00fade do Rio de Janeiro.\u00a0Os n\u00fameros foram analisados separadamente conforme a classifica\u00e7\u00e3o de N\u00edveis de Calor (NC) do protocolo da Prefeitura do Rio de Janeiro, lan\u00e7ado no ano passado. Os NC variam de 1 a 5 e indicam riscos e a\u00e7\u00f5es que devem ser tomadas em cada um deles.<\/p>\n<p>O registro de N\u00edvel de Calor 4, quando a temperatura \u00e9 maior que 40\u00b0C durante 4 horas ou mais, est\u00e1 relacionado com um aumento de 50% na mortalidade por doen\u00e7as como hipertens\u00e3o, diabetes e insufici\u00eancia renal entre idosos.<\/p>\n<p>\u201cEm N\u00edvel 5, de 2 horas com \u00cdndice de Calor igual ou acima de 44\u00b0C, esse mesmo aumento \u00e9 observado e \u00e9 agravado conforme o n\u00famero de horas aumenta. Portanto, o estudo confirma que, nesses n\u00edveis extremos definidos no protocolo, o risco \u00e0 sa\u00fade \u00e9 real\u201d, explica o autor do estudo.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo alertam para as consequ\u00eancias da emerg\u00eancia clim\u00e1tica e para a necessidade de que as cidades criem planos de adapta\u00e7\u00e3o ao calor.<\/p>\n<p>\u201cPopula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas est\u00e3o em alto risco, como trabalhadores diretamente postos ao sol, popula\u00e7\u00f5es de rua, grupos mais vulner\u00e1veis (crian\u00e7as, idosos, pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas), e popula\u00e7\u00f5es que vivem nas chamadas Ilhas de Calor Urbano\u201d, diz Jo\u00e3o Henrique.<\/p>\n<p>\u201cEspera-se que a\u00e7\u00f5es tomadas no Protocolo de Calor do Munic\u00edpio do Rio, como disponibiliza\u00e7\u00e3o de pontos de hidrata\u00e7\u00e3o e resfriamento, adapta\u00e7\u00e3o de atividades de trabalho, comunica\u00e7\u00e3o constante com a popula\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o de atividades de risco em n\u00edveis mais cr\u00edticos sejam difundidas e adotadas tamb\u00e9m em outros munic\u00edpios, com o objetivo de proteger a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, sobretudo dos mais vulner\u00e1veis\u201d, complementa.<\/p>\n<h2>M\u00e9trica inovadora<\/h2>\n<p>A pesquisa criou uma m\u00e9trica para a exposi\u00e7\u00e3o ao calor e os riscos relacionados \u00e0 \u00c1rea de Exposi\u00e7\u00e3o ao Calor (AEC). Ela considera o tempo que uma pessoa fica exposta ao calor, algo que outras medidas, como temperatura m\u00e9dia ou sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica m\u00e9dia, n\u00e3o levam em conta.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o tempo de exposi\u00e7\u00e3o ao calor intenso tem uma liga\u00e7\u00e3o importante com a mortalidade, especialmente entre as pessoas mais vulner\u00e1veis. Para os idosos, por exemplo, a exposi\u00e7\u00e3o a uma AEC de 64\u00baCh (graus-hora) aumenta em 50% o risco de morte por causas naturais. Com uma AEC de 91,2\u00b0Ch, o risco dobra.<\/p>\n<p>O estudo compara duas datas para mostrar como a AEC funciona. Em 12 de janeiro de 2020, o \u00edndice de calor foi de 32,69\u00b0C. Em 7 de outubro de 2023, foi de 32,51\u00b0C. Apesar de quase iguais, o calor durou mais tempo no segundo dia, resultando em uma AEC de 55,3\u00b0Ch. No primeiro dia, a AEC foi de 2,7\u00b0Ch, 20 vezes menor.<\/p>\n<p>\u201cAo considerar apenas medidas-resumo (m\u00e9dias ou m\u00e1ximas) podemos subestimar dias anormalmente quentes. A m\u00e9trica, por sua vez, consegue identificar isso e pode ser utilizada para defini\u00e7\u00e3o de protocolos similares ao desenvolvido aqui no Rio\u201d, explica o autor da pesquisa.<\/p>\n<div class=\"noticias-relacionadas rel-position rowflex\">\n<div class=\"title abs-position\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"capa-noticia-relacionada\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa desenvolvida na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da\u00a0Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (Ensp\/Fiocruz) indica que as altas temperaturas no Rio de Janeiro est\u00e3o relacionadas com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":57259,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-57257","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57257","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57257"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57257\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57260,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57257\/revisions\/57260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57257"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57257"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57257"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}