{"id":55955,"date":"2024-12-16T07:37:39","date_gmt":"2024-12-16T10:37:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=55955"},"modified":"2024-12-16T07:37:39","modified_gmt":"2024-12-16T10:37:39","slug":"impactos-da-seca-historica-na-amazonia-afetam-logistica-e-comercio-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/impactos-da-seca-historica-na-amazonia-afetam-logistica-e-comercio-exterior\/","title":{"rendered":"Impactos da seca hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia afetam log\u00edstica e com\u00e9rcio exterior"},"content":{"rendered":"<p>Em resposta, a IBL World adota medidas emergenciais e solu\u00e7\u00f5es alternativas Setembro de 2024 \u2013 O Brasil vive a maior seca da hist\u00f3ria, e a estiagem, que afeta o pa\u00eds inteiro, \u00e9 ainda pior na regi\u00e3o Norte. Imagens do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) mostram o avan\u00e7o da seca no pa\u00eds desde 2012. Os dados de 2024 s\u00e3o parciais, mas j\u00e1 indicam que esta \u00e9 a seca mais extensa e severa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O baixo n\u00edvel das \u00e1guas dos rios da regi\u00e3o, como o Madeira, o Purus e seus afluentes, que correm para o sudoeste do Amazonas, pode desencadear uma s\u00e9rie de dificuldades log\u00edsticas, impactando desde a opera\u00e7\u00e3o do Porto de Santos at\u00e9 o com\u00e9rcio exterior brasileiro. A estiagem reduz o n\u00edvel dos rios, comprometendo a navegabilidade e, em muitos casos, interrompendo o transporte de gr\u00e3os, min\u00e9rios e produtos da Zona Franca de Manaus, resultando em atrasos e aumento dos custos log\u00edsticos.<\/p>\n<p>Dentre os problemas mais cr\u00edticos, destaca-se a interrup\u00e7\u00e3o da log\u00edstica de transporte de mercadorias, especialmente via fluvial, obrigando as empresas a recorrer a modais mais caros, como rodovias e ferrovias. \u201cA ind\u00fastria do Amazonas j\u00e1 estimou um sobrecusto de R$ 1,4 bilh\u00e3o durante a seca hist\u00f3rica de 2023, e, para setembro de 2024, o mercado espera um aumento de 30% no custo do frete rodovi\u00e1rio e 20% na cabotagem. O impacto desse cen\u00e1rio pode ser sentido diretamente no pre\u00e7o final dos produtos, especialmente os fabricados na Zona Franca de Manaus, que podem sofrer um aumento de at\u00e9 20%\u201d, explica o diretor internacional da IBL World, Fernando Balbino.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, esse aumento pode ser repassado ao pre\u00e7o final dos produtos exportados via Porto de Santos, reduzindo sua competitividade no mercado internacional. Para o m\u00eas de setembro, os armadores (profissionais que executam todos os procedimentos necess\u00e1rios para o transporte de cargas entre os portos) j\u00e1 decidiram aplicar uma taxa de seca de USD 5 mil por cont\u00eainer.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o da navegabilidade dos rios, o transporte rodovi\u00e1rio tem sido uma alternativa para mover a carga que antes era transportada por barca\u00e7as. Para minimizar os impactos, a IBL World \u2013 que pertence ao Grupo IBL e oferece servi\u00e7os de transporte a\u00e9reo para cargas de todos os segmentos, principalmente nos setores farmac\u00eautico, eletr\u00f4nico e aliment\u00edcio \u2013 adotou medidas espec\u00edficas para garantir a continuidade das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Reunindo as pe\u00e7as desse complexo quebra-cabe\u00e7a log\u00edstico, a empresa conseguiu criar solu\u00e7\u00f5es para trazer cargas que originalmente deveriam chegar por navios. Com a interrup\u00e7\u00e3o das chegadas em Manaus, parte das cargas foi desviada para o Par\u00e1, ancorando em Barcarena, enquanto outra parte foi direcionada para o Cear\u00e1 e Pernambuco. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, a empresa, junto com seus parceiros, desenvolveu uma rota alternativa, combinando transporte rodovi\u00e1rio e fluvial para levar as cargas at\u00e9 Manaus.<\/p>\n<p>\u201cAntecipando-se \u00e0s adversidades clim\u00e1ticas previstas, a IBL World investiu cerca de R$ 1 milh\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o de equipes especializadas, na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, sistemas e adapta\u00e7\u00f5es para suas opera\u00e7\u00f5es. A empresa tamb\u00e9m aposta em solu\u00e7\u00f5es de longo prazo, como o desenvolvimento de infraestruturas ferrovi\u00e1rias, incluindo a Ferrogr\u00e3o, que visa reduzir a depend\u00eancia dos modais fluviais\u201d, acrescenta o diretor.<\/p>\n<p>A empresa lan\u00e7ou um sistema h\u00edbrido de transporte entre os portos de Manaus e S\u00e3o Paulo, com um prazo de entrega de at\u00e9 oito dias. Al\u00e9m disso, implementou servi\u00e7os de cabotagem nacional e internacional, proporcionando rotas alternativas para exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde que ingressou no mercado de exporta\u00e7\u00e3o, em maio de 2023, a companhia localizada na cidade de Miami, nos Estados Unidos, e que chegou ao mercado com a proposta de abranger tamb\u00e9m as opera\u00e7\u00f5es completas, como o servi\u00e7o conhecido como door to door \u2014 expandiu sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o al\u00e9m do Amazonas, alcan\u00e7ando estados vizinhos como Rond\u00f4nia e Par\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Grupo IBL<\/strong>\u00a0\u2013 \u00c9 um operador log\u00edstico que oferece solu\u00e7\u00f5es integradas para diversos setores da economia desde 1999, atuante em todos os modais com movimenta\u00e7\u00e3o inbound e outbound no suporte de centros de distribui\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gicos. Possui 10 unidades operacionais em territ\u00f3rio nacional, todas elas certificadas por ISO, IBAMA, CETESB, ANVISA, SASSMAQ (Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a, Sa\u00fade, Meio Ambiente e Qualidade) e IBD. A companhia atualmente atende todos os segmentos, sendo os principais voltados ao mercado farmac\u00eautico, eletr\u00f4nico, aliment\u00edcio e, agora, o internacional.<\/p>\n<p>Fonte: Ecoamaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em resposta, a IBL World adota medidas emergenciais e solu\u00e7\u00f5es alternativas Setembro de 2024 \u2013 O Brasil vive a maior seca da hist\u00f3ria, e a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":55957,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-55955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55955"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55958,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55955\/revisions\/55958"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}