{"id":5513,"date":"2014-05-16T08:05:50","date_gmt":"2014-05-16T11:05:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=5513"},"modified":"2014-05-15T23:21:39","modified_gmt":"2014-05-16T02:21:39","slug":"antaq-libera-terminal-da-hidrovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/antaq-libera-terminal-da-hidrovias\/","title":{"rendered":"Antaq libera terminal da Hidrovias"},"content":{"rendered":"<p>As Hidrovias do Brasil recebeu autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) para erguer seu primeiro terminal portu\u00e1rio no pa\u00eds. O empreendimento ficar\u00e1 no munic\u00edpio de Barcarena, no Par\u00e1, e faz parte de um investimento total de R$ 1,3 bilh\u00e3o da empresa no sistema log\u00edstico da regi\u00e3o (o que inclui mais dois terminais e barca\u00e7as). Mas a companhia pode expandir sua atua\u00e7\u00e3o al\u00e9m do inicialmente planejado.<\/p>\n<p>O presidente da Hidrovias do Brasil, Bruno Serapi\u00e3o, diz que j\u00e1 tem a parte do capital pr\u00f3prio necess\u00e1ria para todo o programa de investimentos estabelecido originalmente. Esse montante responder\u00e1 por at\u00e9 40% do investimento previsto. O restante vir\u00e1 por meio de d\u00edvidas, a serem estruturadas pelo Banco do Brasil, contratado para cuidar da opera\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>O terminal que a companhia come\u00e7a a erguer agora deve ficar pronto para operar durante a safra de 2016. O plano \u00e9 receber cargas do Centro-Oeste, principalmente por rodovias. Ao chegarem a um terminal de Miritituba, no Par\u00e1 (onde j\u00e1 h\u00e1 um terreno comprado, mas ainda sem a autoriza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria), as cargas dos caminh\u00f5es s\u00e3o colocadas em barca\u00e7as. Depois, s\u00e3o encaminhadas at\u00e9 o terminal final de Vila do Conde, de onde s\u00e3o exportadas.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 que as cargas dos clientes viagem em dire\u00e7\u00e3o ao Norte, invertendo hoje o caminho feito pela produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do pa\u00eds. Atualmente, a maioria dos gr\u00e3os produzidos vai por rodovias e ferrovias at\u00e9 os portos de Santos (SP) e Paranagu\u00e1 (PR).<\/p>\n<p>O projeto ter\u00e1 capacidade para 4,4 milh\u00f5es de toneladas ao ano, respondendo por cerca de 30% da demanda log\u00edstica dos gr\u00e3os calculada pela empresa. O objetivo \u00e9 a movimenta\u00e7\u00e3o e armazenagem de granel s\u00f3lido (gr\u00e3os vegetais, farelo e fertilizantes). A Hidrovias quer receber as cargas a partir de 2016 e diz j\u00e1 ter memorandos de entendimentos para transportar cargas para clientes.<\/p>\n<p>O plano todo considera a duplica\u00e7\u00e3o da BR-163 at\u00e9 o Par\u00e1, trecho que o governo federal pretende conceder \u00e0 iniciativa privada ainda neste ano. Na mesma regi\u00e3o, tamb\u00e9m tem interesse o grupo Odebrecht. A companhia arrematou um trecho da BR-163, no Estado do Mato Grosso, e agora se prepara para aproveitar melhor o potencial log\u00edstico para escoamento de cargas pelo Norte do pa\u00eds, num plano semelhante ao da Hidrovias. Serapi\u00e3o evita comentar o interesse do grupo Odebrecht na mesma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Afirma apenas que vai continuar a fazer os investimentos j\u00e1 previstos, conforme os planos.<\/p>\n<p>Serapi\u00e3o diz ainda que a empresa pode buscar novas oportunidades de crescimento na regi\u00e3o Norte e aumentar os investimentos a serem feito em rela\u00e7\u00e3o ao que era previsto. Uma dessas possibilidades \u00e9 disputar terminais portu\u00e1rios a serem licitados pelo governo federal na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas terminais planejados pela Hidrovias, somente o terminal de uso privativo em Vila do Conde j\u00e1 tem autoriza\u00e7\u00e3o da Antaq. Outro, que na verdade \u00e9 um terminal de transbordo de carga, fica em Miritituba. Haver\u00e1 uma terceira unidade em Marab\u00e1. Mas nessa regi\u00e3o, a empresa ainda aguarda investimentos do governo para retirar um pedral abaixo do rio.<\/p>\n<p>O investimento foi alvo da abertura de uma licita\u00e7\u00e3o, h\u00e1 menos de dois meses, pela presidente Dilma Rousseff. Ela anunciou a licita\u00e7\u00e3o do derrocamento do Pedral do Louren\u00e7o, para possibilitar o funcionamento da Hidrovia Araguaia-Tocantins. O pedral \u00e9 uma extens\u00e3o de 43 quil\u00f4metros de rochas, pr\u00f3ximos de Itupiranga, no sudeste do Par\u00e1, que impedem a navega\u00e7\u00e3o nos per\u00edodos de seca, o que inviabiliza a hidrovia.<\/p>\n<p>A Hidrovias Brasil \u00e9 controlada pelo P2 Brasil, uma associa\u00e7\u00e3o do P\u00e1tria Investimentos e da Promon Engenharia.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/F\u00e1bio Pupo\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Hidrovias do Brasil recebeu autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) para erguer seu primeiro terminal portu\u00e1rio no pa\u00eds. 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