{"id":54954,"date":"2024-10-25T07:30:19","date_gmt":"2024-10-25T10:30:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=54954"},"modified":"2024-10-25T07:30:19","modified_gmt":"2024-10-25T10:30:19","slug":"relatorio-da-antaq-traca-perfil-dos-usuarios-de-transporte-aquaviario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/relatorio-da-antaq-traca-perfil-dos-usuarios-de-transporte-aquaviario\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da ANTAQ tra\u00e7a perfil dos usu\u00e1rios de transporte aquavi\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Durante a 574\u00aa Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria de Diretoria, realizada no dia 17 de outubro, a ANTAQ aprovou o Relat\u00f3rio Final do Projeto P19, que apresenta o perfil dos usu\u00e1rios do transporte hidrovi\u00e1rio de passageiros na navega\u00e7\u00e3o interior. O estudo, parte da Agenda Plurianual de Estudos 2021\/2024, mostrou que o transporte aquavi\u00e1rio \u00e9 essencial para mais de 21 milh\u00f5es de usu\u00e1rios anuais, principalmente na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, onde \u00e9 um meio acess\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e fundamental para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>Resultados do Estudo e Import\u00e2ncia Socioecon\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>O Projeto P19 foi conduzido pela Superintend\u00eancia de Estudos e Projetos Hidrovi\u00e1rios da ANTAQ e contou com mais de 14 mil entrevistas, oferecendo uma vis\u00e3o abrangente sobre o perfil dos usu\u00e1rios do transporte hidrovi\u00e1rio de passageiros. O estudo revela que o transporte aquavi\u00e1rio \u00e9 uma alternativa essencial para mais de 21 milh\u00f5es de pessoas por ano, destacando-se na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, onde o modal \u00e9 muitas vezes a \u00fanica op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para deslocamentos de longas dist\u00e2ncias, especialmente em \u00e1reas ribeirinhas.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, 41,8% das viagens s\u00e3o realizadas para fins de trabalho e neg\u00f3cios, enquanto 55% est\u00e3o relacionadas a atividades essenciais, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Esses dados refor\u00e7am a import\u00e2ncia do transporte aquavi\u00e1rio para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico da regi\u00e3o, pois ele garante a mobilidade de profissionais e estudantes, al\u00e9m de facilitar o acesso a servi\u00e7os m\u00e9dicos. O estudo tamb\u00e9m destaca que a acessibilidade do transporte aquavi\u00e1rio tem um papel fundamental na inclus\u00e3o social, proporcionando \u00e0s popula\u00e7\u00f5es de baixa renda uma alternativa segura e econ\u00f4mica para suas necessidades di\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Prefer\u00eancias e Expectativas dos Usu\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>O estudo da ANTAQ tamb\u00e9m identificou os atributos mais valorizados pelos usu\u00e1rios do transporte hidrovi\u00e1rio, com destaque para seguran\u00e7a (28,1%), pre\u00e7o justo (16,2%) e conforto (14,3%). Esses dados evidenciam que, al\u00e9m de ser acess\u00edvel, o transporte deve atender \u00e0s expectativas dos passageiros por um servi\u00e7o que ofere\u00e7a seguran\u00e7a e conforto. A seguran\u00e7a \u00e9, sem d\u00favida, o aspecto mais importante, especialmente em regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia, onde as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a extens\u00e3o dos rios podem apresentar desafios significativos para a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o justo \u00e9 outro fator que se sobressai, refor\u00e7ando a necessidade de pol\u00edticas que mantenham as tarifas acess\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o. A pesquisa sublinha que muitas comunidades dependem exclusivamente do transporte aquavi\u00e1rio para suas atividades cotidianas, e qualquer aumento significativo nos custos poderia comprometer a mobilidade e o acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos. O conforto tamb\u00e9m foi destacado como uma prioridade, indicando que melhorias nas embarca\u00e7\u00f5es e nas condi\u00e7\u00f5es de viagem s\u00e3o desej\u00e1veis para atender \u00e0s expectativas dos passageiros.<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o entre ANTAQ e Marinha do\u00a0Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A seguran\u00e7a do transporte hidrovi\u00e1rio depende da atua\u00e7\u00e3o conjunta da ANTAQ e da\u00a0Marinha do Brasil, que desempenham pap\u00e9is complementares na regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do setor. Enquanto a Marinha \u00e9 respons\u00e1vel pela regulamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e fiscaliza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o, a ANTAQ assegura que os servi\u00e7os prestados sejam seguros, acess\u00edveis e eficientes sob a \u00f3tica regulat\u00f3ria. Essa coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para garantir que o transporte aquavi\u00e1rio continue sendo uma op\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel para milh\u00f5es de brasileiros, especialmente em \u00e1reas onde ele \u00e9 indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre as duas institui\u00e7\u00f5es \u00e9 um exemplo de como a integra\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias pode resultar em melhorias significativas para o transporte p\u00fablico. Al\u00e9m de assegurar que as embarca\u00e7\u00f5es atendam aos padr\u00f5es de seguran\u00e7a, a colabora\u00e7\u00e3o entre ANTAQ e Marinha busca aprimorar a infraestrutura portu\u00e1ria e incentivar boas pr\u00e1ticas operacionais. Essas iniciativas ajudam a promover a seguran\u00e7a operacional e a aumentar a efici\u00eancia do transporte hidrovi\u00e1rio, assegurando que ele continue a ser um meio vital para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico das comunidades ribeirinhas.<\/p>\n<p>O estudo completo est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da ANTAQ na internet e serve como um importante recurso para futuras pol\u00edticas de transporte, oferecendo uma base s\u00f3lida para iniciativas que melhorem a acessibilidade, seguran\u00e7a e qualidade do transporte aquavi\u00e1rio no Brasil.<\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a 574\u00aa Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria de Diretoria, realizada no dia 17 de outubro, a ANTAQ aprovou o Relat\u00f3rio Final do Projeto P19, que apresenta o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43295,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-54954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54956,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54954\/revisions\/54956"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}