{"id":54480,"date":"2024-10-04T09:00:49","date_gmt":"2024-10-04T12:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=54480"},"modified":"2024-10-04T09:00:49","modified_gmt":"2024-10-04T12:00:49","slug":"cenario-da-movimentacao-portuaria-e-incerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cenario-da-movimentacao-portuaria-e-incerto\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rio da movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria \u00e9 incerto"},"content":{"rendered":"<p>As dificuldades enfrentadas pelas empresas catarinenses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres e navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima ganharam agravantes no cen\u00e1rio internacional. A escalada do conflito no Oriente M\u00e9dio e a deflagra\u00e7\u00e3o da greve de estivadores vinculados \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Estivadores (ILA) nos Estados Unidos, que paralisou atividades nos portos do Leste e da Costa do Golfo do pa\u00eds, devem afetar as opera\u00e7\u00f5es mundiais, com reflexos nos fretes e na navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O tema foi debatido nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba) durante reuni\u00e3o da C\u00e2mara de Transporte e Log\u00edstica da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de SC (FIESC). Ana Carolina Estev\u00e3o Albuquerque, executiva da empresa de log\u00edstica integrada de cont\u00eaineres Maersk, explicou que a greve foi uma surpresa, j\u00e1 que h\u00e1 50 anos os trabalhadores n\u00e3o tomavam medida t\u00e3o dr\u00e1stica em suas negocia\u00e7\u00f5es com as empresas.<\/p>\n<p>Ela avalia que as consequ\u00eancias para o transporte mar\u00edtimo internacional s\u00e3o incertas, e v\u00e3o depender da dura\u00e7\u00e3o da greve e dos planos de conting\u00eancia para amenizar os transtornos.<\/p>\n<p>No ambiente dom\u00e9stico, no entanto, Ana Carolina destacou que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 menos grave do que em maio, quando foi realizada a \u00faltima reuni\u00e3o emergencial sobre portos de SC. Os prazos de atraca\u00e7\u00e3o nos terminais catarinenses que movimentam cont\u00eaineres foram reduzidos e fatores como a opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o do MAPA e Vigiagro n\u00e3o s\u00e3o mais entraves aos processos de com\u00e9rcio exterior. Tamb\u00e9m contribuiu para uma situa\u00e7\u00e3o mais previs\u00edvel a entrada em opera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do Porto Itapo\u00e1.<\/p>\n<p>Trazem impactos negativos, no entanto, as obras para expans\u00e3o do cais da Portonave, que levaram ao fechamento de um dos ber\u00e7os, at\u00e9 in\u00edcio de 2026. A situa\u00e7\u00e3o do Porto de Itaja\u00ed, que ainda n\u00e3o opera na \u00e1rea concessionada para a movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, \u00e9 outro fator, sem previs\u00e3o para normalizar. Eventos clim\u00e1ticos como chuvas, vento, ondas fortes e nevoeiro motivaram o fechamento do canal de acesso aos portos do complexo de Itaja\u00ed.<\/p>\n<p><strong>Perspectivas futuras<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente os portos Itapo\u00e1 e S\u00e3o Francisco do Sul receberam licen\u00e7a para a dragagem do canal de acesso, que vai permitir que navios maiores possam atracar, melhorando a oferta de linhas. Al\u00e9m disso, Itapo\u00e1 anunciou novos investimentos para 2025, para modernizar gates e adquirir mais equipamentos para melhorar a efici\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 que os investimentos da Portonave e Itapo\u00e1 estejam conclu\u00eddos e Itaja\u00ed em completa opera\u00e7\u00e3o, a alternativa \u00e9 movimentar cargas mar\u00edtimas como carga geral. E os terminais de uso privado (TUPs) podem ser op\u00e7\u00f5es para os industriais catarinenses.<\/p>\n<p>Para o presidente da C\u00e2mara de Transporte e Log\u00edstica da FIESC, Eg\u00eddio Martorano, \u201c\u00e9 preciso defender esse potencial, pensar estrategicamente, para atender todas as diferentes necessidades da ind\u00fastria catarinense.\u201d<br \/>\nO executivo Ricardo Ramos, do Terminal Portu\u00e1rio Barra do Rio, apresentou os servi\u00e7os dispon\u00edveis para as empresas, as caracter\u00edsticas do terminal e tamb\u00e9m as possibilidades de atendimento \u00e0s demandas da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Hoje, o terminal atende clientes como WEG, Tupper, importadores de vinhos, al\u00e9m de importadores de fertilizantes, madeira e produtos qu\u00edmicos, para se ter uma ideia da versatilidade da movimenta\u00e7\u00e3o de cargas. O terminal recebe navios de at\u00e9 188 metros e 12,5 mil toneladas. Ramos destacou que para garantir a atraca\u00e7\u00e3o, o terminal faz sua pr\u00f3pria dragagem de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conselheiro da SCPar Marcelo Werner Salles destacou a necessidade do trabalho de dragagem do Rio Itaja\u00ed para garantir a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dos portos de Navegantes e de Itaja\u00ed, mas tamb\u00e9m dos cinco TUPs mais ao interior. \u201cSomos ricos em estruturas e pobres em estrat\u00e9gias log\u00edsticas. A dragagem potencializa a navega\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos cinco ber\u00e7os \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o imediata, al\u00e9m de contribuir para a preven\u00e7\u00e3o de enchentes\u201d, salientou.<\/p>\n<p>Fonte: Informativo dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dificuldades enfrentadas pelas empresas catarinenses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres e navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima ganharam agravantes no cen\u00e1rio internacional. 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