{"id":53638,"date":"2024-08-28T08:10:11","date_gmt":"2024-08-28T11:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=53638"},"modified":"2024-08-28T08:10:11","modified_gmt":"2024-08-28T11:10:11","slug":"nivel-do-mar-pode-subir-21-cm-em-duas-cidades-do-rio-de-janeiro-ate-2050","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/nivel-do-mar-pode-subir-21-cm-em-duas-cidades-do-rio-de-janeiro-ate-2050\/","title":{"rendered":"N\u00edvel do mar pode subir 21 cm em duas cidades do Rio de Janeiro at\u00e9 2050"},"content":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) emitiu um alerta nesta segunda-feira (26) sobre a r\u00e1pida eleva\u00e7\u00e3o do Oceano Pac\u00edfico, que est\u00e1 criando um cen\u00e1rio catastr\u00f3fico. De acordo com o relat\u00f3rio, duas cidades brasileiras \u2013 Rio de Janeiro e Atafona, no Norte Fluminense \u2013 ser\u00e3o diretamente afetadas pelo fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>O documento revela que o n\u00edvel do mar subiu 15 cent\u00edmetros nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas em algumas regi\u00f5es do Pac\u00edfico. Nos dois munic\u00edpios citados, esse aumento foi de 13 cent\u00edmetros, mas o cen\u00e1rio para o futuro \u00e9 ainda mais preocupante. Estima-se que o n\u00edvel do mar nessas cidades possa subir at\u00e9 21 cent\u00edmetros at\u00e9 2050, com uma m\u00e9dia de 16 cent\u00edmetros.<\/p>\n<div class=\"diagonal-strip\">\n<p>Ant\u00f3nio Guterres, secret\u00e1rio-geral da ONU, destaca a gravidade da situa\u00e7\u00e3o ao jornal\u00a0O Globo. \u201cO aumento do n\u00edvel do mar tem um poder devastador sobre as cidades costeiras e as economias litor\u00e2neas. \u00c9 urgente que os l\u00edderes mundiais ajam para reduzir drasticamente as emiss\u00f5es globais, promover uma transi\u00e7\u00e3o justa para o fim dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e aumentar os investimentos em adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<h2 id=\"h-ilhas-do-pacifico-sao-as-regioes-mais-vulneraveis-ao-aumento-do-nivel-do-mar\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Ilhas do Pac\u00edfico s\u00e3o as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis ao aumento do n\u00edvel do mar<\/strong><\/h2>\n<p>O aumento do n\u00edvel do mar \u00e9 causado pelo\u00a0aquecimento global, que acelera o derretimento das calotas polares. As ilhas do Pac\u00edfico s\u00e3o especialmente vulner\u00e1veis, pois as temperaturas dos oceanos nessa regi\u00e3o est\u00e3o subindo mais r\u00e1pido que a m\u00e9dia global.<\/p>\n<p>Com altitudes de apenas um a dois metros acima do n\u00edvel do mar, cerca de 90% da popula\u00e7\u00e3o dessas ilhas vive a menos de cinco quil\u00f4metros da costa, e metade da infraestrutura est\u00e1 a apenas 500 metros do oceano.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da ONU alerta que os riscos para as \u00e1reas costeiras n\u00e3o v\u00eam apenas da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, mas tamb\u00e9m da intensifica\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s de tempestade, mar\u00e9s normais e ondas. Al\u00e9m disso, o afundamento do solo, provocado por atividades humanas como a constru\u00e7\u00e3o de barragens e a extra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua subterr\u00e2nea, pode agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias v\u00e3o al\u00e9m das cidades costeiras. Cientistas alertam que o deslocamento for\u00e7ado de popula\u00e7\u00f5es em \u00e1reas costeiras pode levar \u00e0 migra\u00e7\u00e3o para o interior, enquanto a perda de atividades econ\u00f4micas, como a pesca e a agricultura, pode comprometer a seguran\u00e7a alimentar global. Estima-se que o aumento do n\u00edvel do mar, j\u00e1 observado nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, colocou 14 milh\u00f5es de pessoas em risco de inunda\u00e7\u00f5es costeiras.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia de eventos extremos, como o aumento do n\u00edvel do mar, est\u00e1 projetada para crescer substancialmente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, ocorrendo uma vez a cada 30 anos at\u00e9 metade deste s\u00e9culo e uma vez a cada 5 anos at\u00e9 2100. Com um aquecimento de 4,4\u00b0C, esses eventos poder\u00e3o ocorrer anualmente at\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n<h2 id=\"h-o-que-podemos-fazer-para-evitar-uma-catastrofe-climatica\" class=\"wp-block-heading\"><strong>O que podemos fazer para evitar uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica?<\/strong><\/h2>\n<p>A ONU \u00e9 bem enf\u00e1tica sobre os riscos que corremos caso a humanidade n\u00e3o mude a forma de lidar com o\u00a0meio ambiente. Mas apesar do tempo curto, a entidade diz que ainda h\u00e1 um caminho para evitar um colapso global por conta do n\u00edvel dos oceanos.<\/p>\n<p>Segundo Guterres, \u00e9 necess\u00e1rio \u201creduzir as emiss\u00f5es globais em 43% em compara\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis de 2019 at\u00e9 2030, e 60% at\u00e9 2035\u201d. Ele pede que os governos apresentem novos planos nacionais de a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, conhecidos como Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs), at\u00e9 2025, conforme prometido na confer\u00eancia clim\u00e1tica da ONU COP28, em Dubai, no ano passado.<\/p>\n<p>O mundo deve se preparar para eliminar o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, al\u00e9m de acabar com o desmatamento e criar um plano de ajuda para pa\u00edses mais vulner\u00e1veis. \u201cO mundo deve aumentar massivamente o financiamento e o suporte para pa\u00edses vulner\u00e1veis. Precisamos de um aumento nos fundos para lidar com a agita\u00e7\u00e3o dos mares\u201d, disse Guterres.<\/p>\n<div class=\"container\">\n<div data-type=\"_mgwidget\" data-widget-id=\"1576031\" data-uid=\"0fff6\">\n<div id=\"mgw1576031_0fff6\">\n<div>\n<div class=\"mgheader\">Fonte: Olhar Digital<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) emitiu um alerta nesta segunda-feira (26) sobre a r\u00e1pida eleva\u00e7\u00e3o do Oceano Pac\u00edfico, que est\u00e1 criando um cen\u00e1rio catastr\u00f3fico&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":53640,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-53638","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53638","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53638"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53638\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53641,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53638\/revisions\/53641"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53638"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53638"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53638"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}