{"id":5354,"date":"2014-05-08T08:24:19","date_gmt":"2014-05-08T11:24:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=5354"},"modified":"2014-05-07T23:27:30","modified_gmt":"2014-05-08T02:27:30","slug":"sem-manutencao-portos-limitam-entrada-de-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sem-manutencao-portos-limitam-entrada-de-navios\/","title":{"rendered":"Sem manuten\u00e7\u00e3o, portos limitam entrada de navios"},"content":{"rendered":"<p>O Programa Federal de Dragagem, lan\u00e7ado em 2007, custou R$ 1,6 bilh\u00e3o, mas n\u00e3o teve o resultado esperado pelo governo. O investimento bilion\u00e1rio feito pelo governo federal nos \u00faltimos anos n\u00e3o foi capaz de ampliar a capacidade da maioria dos portos para receber a nova gera\u00e7\u00e3o de navios. Sem manuten\u00e7\u00e3o adequada, alguns portos j\u00e1 perderam o ganho obtido com a dragagem de aprofundamento, que custou R$ 1,6 bilh\u00e3o aos cofres p\u00fablicos, segundo dados da Secretaria de Portos (SEP).<\/p>\n<p>Cada um cent\u00edmetro perdido na profundidade do canal significa deixar de carregar, por exemplo, oito cont\u00eaineres (ou R$ 24 mil) por navio. Quanto maior a profundidade de um porto, maior \u00e9 o tamanho das embarca\u00e7\u00f5es que podem atracar nele \u2013 ou seja, mais produtos podem ser carregados numa \u00fanica viagem e menor tende a ser o custo log\u00edstico.<\/p>\n<p>As limita\u00e7\u00f5es, no entanto, t\u00eam afetado portos como Santos (SP), Salvador (BA), Itapo\u00e1 (SC) e Rio Grande (RS), entre outros. Quase todos passaram por obras do Programa Nacional de Dragagem (PND), lan\u00e7ado em 2007 para adequar os portos \u00e0 nova frota de navios. Pelas regras da \u00e9poca, o governo federal ficava respons\u00e1vel pela dragagem de aprofundamento e as Companhias Docas, que administram os portos, fariam a manuten\u00e7\u00e3o. \u201cMas o resultado n\u00e3o foi o esperado\u201d, afirma o secret\u00e1rio de infraestrutura portu\u00e1ria da Secretaria de Portos, Tiago de Barros Correia.<\/p>\n<p>Segundo ele, o PND I foi um aprendizado, com alguns casos emblem\u00e1ticos de contratos, problemas de execu\u00e7\u00e3o da obra e dificuldades de homologa\u00e7\u00e3o da nova profundidade. No Porto de Rio Grande, por exemplo, a dragagem dos canais ainda n\u00e3o trouxe grandes resultados. As novas profundidades obtidas com a obra n\u00e3o foram homologadas pela Marinha, o que significa limitar a entrada de navios maiores no porto. Segundo a administra\u00e7\u00e3o de Rio Grande, a homologa\u00e7\u00e3o s\u00f3 deve ocorrer no segundo semestre de 2014.<\/p>\n<p>\u201cO governo investiu pesado para ampliar a capacidade do porto, mas com a falta de homologa\u00e7\u00e3o, as \u00e1reas correm o risco de assorearem novamente\u201d, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais Portu\u00e1rios (ABTP), Wilen Manteli. O pr\u00f3ximo a aguardar a homologa\u00e7\u00e3o da Marinha \u00e9 o Porto de Santos, que teve de refazer a dragagem depois que uma ressaca assoreou o canal de acesso e reduziu o calado (dist\u00e2ncia da l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua at\u00e9 a quilha do navio) dos navios que atracam no estu\u00e1rio de 13,2 de at\u00e9 12,3 metros.<\/p>\n<p>A dragagem feita de forma emergencial foi conclu\u00edda semana passada. A profundidade do canal foi para 15 metros, mas, para garantir a seguran\u00e7a, o calado autorizado tem de ser, pelo menos, 10% menor que a profundidade. A nova medida, no entanto, ainda depender\u00e1 de aprova\u00e7\u00e3o da Marinha. Neste momento, a Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp) est\u00e1 fazendo a batimetria do canal, que deve durar tr\u00eas semanas, e s\u00f3 depois o relat\u00f3rio ser\u00e1 enviado para a Marinha.<\/p>\n<p>Segundo Correia, da SEP, a dificuldade de homologa\u00e7\u00e3o tem sido decorrente da falta de profundidade linear das \u00e1reas dragadas. \u201cComo as m\u00e1quinas s\u00e3o grandes, n\u00e3o conseguem entregar todas as \u00e1reas com 15 metros exatos, por exemplo. Alguns locais podem ter 16 metros, outros 14,9 metros. Por isso, a Marinha n\u00e3o homologa a nova profundidade.\u201d<\/p>\n<p>Para um executivo do setor, que prefere n\u00e3o se identificar, as batimetrias realizadas no Pa\u00eds fogem dos padr\u00f5es recomendados pela Organiza\u00e7\u00e3o Hidrogr\u00e1fica Internacional (OHI, na sigla em ingl\u00eas). \u201cSendo assim, \u00e9 natural que a Marinha n\u00e3o abra m\u00e3o da seguran\u00e7a, que \u00e9 o que se espera dela\u201d. Os problemas nos portos, no entanto, v\u00e3o al\u00e9m da demora na homologa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um descompasso entre a profundidade dos terminais e dos canais de acesso \u2013 o que significa que os navios t\u00eam de obedecer \u00e0 medida mais baixa. Em Santos, os ber\u00e7os de atraca\u00e7\u00e3o tem profundidade que varia de 11,5 a 14 metros \u2013 o canal tem 15 metros.<\/p>\n<p>Em Salvador e Aratu, a dragagem foi contratada para elevar a profundidade para 15 metros. \u201cMas a obra n\u00e3o foi completa e os usu\u00e1rios continuam reivindicando melhorias. Apenas um ber\u00e7o teve amplia\u00e7\u00e3o da profundidade para 13,9 metros. Os demais continuam com medidas entre 8 e 12 metros\u201d, afirma o diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o dos Usu\u00e1rios de Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa. O secret\u00e1rio da SEP explica que houve casos, no PND I, em que a responsabilidade pela dragagem dos ber\u00e7os era da iniciativa privada ou das Companhias Docas.<\/p>\n<p>No Porto Itapo\u00e1, em Santa Catarina, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria: o ber\u00e7o de atraca\u00e7\u00e3o tem 16 metros, mas o canal de acesso n\u00e3o passa dos 14 metros. A limita\u00e7\u00e3o fica ainda mais grave devido a uma restri\u00e7\u00e3o numa curva de 90 graus no canal que s\u00f3 permite navios com calado de 11 metros, explica o diretor do porto, M\u00e1rcio Guiot. Assim, o terminal \u00e9 obrigado a reduzir o calado dos navios que atracam em seu cais para 11 metros. Ou seja, os benef\u00edcios de se ter uma profundidade natural elevada est\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p>O terminal privado, um dos mais modernos do Pa\u00eds, est\u00e1 localizado na Ba\u00eda da Babitonga, onde tamb\u00e9m h\u00e1 o porto p\u00fablico de S\u00e3o Francisco do Sul, que foi beneficiado pelo PND I. \u201cPrecisamos de uma readequa\u00e7\u00e3o da largura do canal e uma suaviza\u00e7\u00e3o da curva. Eliminando as restri\u00e7\u00f5es, o ganho por navio poderia chegar a R$ 4,8 milh\u00f5es\u201d, afirma Guiot.<\/p>\n<p>FONTE: Estad\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Programa Federal de Dragagem, lan\u00e7ado em 2007, custou R$ 1,6 bilh\u00e3o, mas n\u00e3o teve o resultado esperado pelo governo. 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