{"id":52897,"date":"2024-07-30T08:24:39","date_gmt":"2024-07-30T11:24:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=52897"},"modified":"2024-07-30T08:24:39","modified_gmt":"2024-07-30T11:24:39","slug":"aumento-no-frete-maritimo-rota-china-brasil-preocupa-importador-brasileiro-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/aumento-no-frete-maritimo-rota-china-brasil-preocupa-importador-brasileiro-3\/","title":{"rendered":"Aumento no frete mar\u00edtimo: rota China-Brasil preocupa importador brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>Um momento turbulento tem afetado o com\u00e9rcio de importa\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na rota China-Brasil. A alta continuada nos valores do frete e a dificuldade de encontrar espa\u00e7os nos navios t\u00eam trazido um momento desafiador no com\u00e9rcio exterior. Desde o in\u00edcio deste ano, os pre\u00e7os mais do que triplicaram, passando de uma m\u00e9dia inicial de US$ 1,8 mil por cont\u00eainer de 20 p\u00e9s em mar\u00e7o para US$ 9 mil no final de junho.<\/p>\n<p>A disparada no valor do frete impacta diretamente o pre\u00e7o final dos produtos importados do continente asi\u00e1tico para o Brasil, encarecendo itens como eletr\u00f4nicos, vestu\u00e1rio, eletrodom\u00e9sticos, brinquedos e itens de decora\u00e7\u00e3o para o consumidor final.<\/p>\n<p>Maiara Cordova, gerente de importa\u00e7\u00e3o mar\u00edtima do Grupo Allog, explica que diversos fatores contribuem para essa conjuntura. Os ataques a navios de carga no Mar Vermelho, desde o final de 2023, t\u00eam feito parte da frota mar\u00edtima desviar o percurso pela \u00c1frica, aumentando o transit time em at\u00e9 20 dias. Al\u00e9m disso, a importa\u00e7\u00e3o de carros el\u00e9tricos neste primeiro semestre demandou uma grande parte dos cont\u00eaineres na rota China-Brasil, impactando diretamente na disponibilidade do equipamento.<\/p>\n<p>O aumento na demanda de importa\u00e7\u00e3o, no entanto, se estendeu a diversos outros produtos e segmentos, segundo a especialista da Allog. Dados da plataforma Logcomex mostram que de janeiro a maio deste ano o Brasil importou 537.194 mil TEUS da China, valor 73% acima ao de janeiro a maio de 2023, quando foram registrados 395.038 TEUs na mesma rota. No Grupo Allog, tamb\u00e9m houve alta nos volumes trazidos por frete mar\u00edtimo da \u00c1sia: 16.562 TEUs de janeiro a maio em 2024 contra 11.464 TEUs no mesmo per\u00edodo de 2023. Os n\u00fameros tomam como base embarques chegados no per\u00edodo de janeiro a maio de 2024 e 2023, respectivamente.<\/p>\n<p>Segundo Maiara Cordova, tudo indica que o valor do frete na importa\u00e7\u00e3o mar\u00edtima tende a continuar subindo nas pr\u00f3ximas semanas, levando em considera\u00e7\u00e3o a alta demanda e volume de carga represada que ainda s\u00e3o registrados nos portos chineses. \u201cS\u00f3 para termos uma ideia, uma carga que sai da f\u00e1brica na China leva, normalmente, em torno de 14 dias entre a data da prontid\u00e3o e a data de sa\u00edda do navio. Temos informa\u00e7\u00f5es de cargas que est\u00e3o paradas h\u00e1 5 semanas aguardando espa\u00e7o nos navios\u201d, exemplifica a profissional. Contudo devido a novos fatores como embarca\u00e7\u00f5es maiores e servi\u00e7os adicionais, se faz necess\u00e1rio o monitoramento ainda mais pr\u00f3ximo, uma vez que as mudan\u00e7as s\u00e3o semanais e a din\u00e2mica do frete est\u00e1 cada vez mais sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Leandro Carelli Barreto, especialista em intelig\u00eancia mar\u00edtima da Solve, consultoria especializada em shipping intelligence, explica que a disparada no frete mar\u00edtimo se repete em outras rotas que partem da China, a exemplo das que tem como destino a Europa e os Estados Unidos. \u201cEste novo panorama mudou os fluxos internacionais de carga, pressionando alguns hubports, como Singapura e T\u00e2nger (Norte do Marrocos). Isso gera um efeito cascata, tirando capacidade de atendimento do mercado e elevando o pre\u00e7o do frete\u201d, explica.<\/p>\n<p>Em n\u00edveis globais, a perspectiva \u00e9 que os valores subam ainda mais no segundo semestre, muito por conta da demanda que naturalmente cresce a partir de julho para atender os estoques para as festas de final de ano. Na rota China-Brasil, segundo Leandro, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel que o mercado perceba um comportamento diferente. Isso porque armadores como Cosco e CMA CGM est\u00e3o come\u00e7ando a trazer navios maiores, e a MSC acaba de anunciar um novo servi\u00e7o de 8 mil TEUs para a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso pode resultar em um incremento de capacidade de 30% para o pr\u00f3ximo semestre, o que ajudaria a tirar um pouco da press\u00e3o. Ainda assim, de nada adianta ter mais capacidade nas embarca\u00e7\u00f5es se os portos l\u00e1 fora continuarem congestionados e se os portos aqui no Brasil seguirem com restri\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso resolver a quest\u00e3o do ber\u00e7o 1 da BTP e tamb\u00e9m garantir que as atividades no Porto de Itaja\u00ed retornem o quanto antes\u201d, observa.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um momento turbulento tem afetado o com\u00e9rcio de importa\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na rota China-Brasil. 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