{"id":51519,"date":"2024-05-27T10:34:44","date_gmt":"2024-05-27T13:34:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=51519"},"modified":"2024-05-27T10:34:44","modified_gmt":"2024-05-27T13:34:44","slug":"ceara-universidade-desenvolve-tecnologia-para-captar-hidrogenio-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ceara-universidade-desenvolve-tecnologia-para-captar-hidrogenio-verde\/","title":{"rendered":"Cear\u00e1: universidade desenvolve tecnologia para captar hidrog\u00eanio verde"},"content":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica da Fratura e Fadiga (LAMEFF) da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) criou tecnologia mais barata e renov\u00e1vel para extrair hidrog\u00eanio verde, considerado uma fonte energ\u00e9tica alternativa aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, como petr\u00f3leo e carv\u00e3o, que provocam aquecimento global.<\/p>\n<p>Em pesquisa de doutorado no Programa de Engenharia e Ci\u00eancias Materiais da UFC, o f\u00edsico Santino Loruan criou uma membrana de quitosana para uso em eletrolizadores que separam na \u00e1gua (H2O) as mol\u00e9culas de hidrog\u00eanio do oxig\u00eanio. O hidrog\u00eanio vira g\u00e1s combust\u00edvel e pode ser usado como fonte de energia.<\/p>\n<p>A membrana de quitosana \u00e9 feita a partir da casca de camar\u00e3o ou de caranguejo, fartamente encontrada no litoral brasileiro, e substitui uma membrana sint\u00e9tica (nafion) importada e de custo mais elevado. Diferente da membrana nafion, a membrana de quitosana n\u00e3o polui o ambiente quando descartada.<\/p>\n<p>Na pesquisa, o eletrolizador foi ativado com uso de energia limpa (energia solar), o que tornou todo o processo ambientalmente sustent\u00e1vel e por isso o combust\u00edvel gerado \u00e9 chamado de \u201chidrog\u00eanio verde\u201d. Ao ser gerado por energia solar, o hidrog\u00eanio se torna um vetor energ\u00e9tico de fonte limpa.<\/p>\n<p>Conforme o engenheiro Enio Pontes de Deus, coordenador do LAMEFF e orientador de Santino Loruan, \u201co hidrog\u00eanio, na verdade, n\u00e3o tem cor nenhuma. \u00c9 um g\u00e1s inerte e incolor, o elemento mais abundante na atmosfera. Ele \u00e9 verde porque \u00e9 obtido com fonte renov\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>A membrana de quitosana foi patenteada pela Universidade Federal do Cear\u00e1. \u201cN\u00f3s patenteamos essa membrana. Hoje ela \u00e9 um produto, uma tecnologia nacional, que entra no mercado, e passa a competir com outras membranas\u201d, descreve Enio Pontes.<\/p>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o da membrana ser\u00e1 uma das inova\u00e7\u00f5es apresentadas na Confer\u00eancia Internacional das Tecnologias das Energias Renov\u00e1veis (Citer), que ocorre de 3 a 5 de junho, em Teresina (PI).<\/p>\n<p>A confer\u00eancia reunir\u00e1 180 palestrantes de diversos pa\u00edses, em 45 pain\u00e9is de formato h\u00edbrido (participa\u00e7\u00f5es presenciais e remotas). A expectativa dos organizadores \u00e9 que a confer\u00eancia receba 10 mil pessoas, inclusive empres\u00e1rios que possam se interessar pela produ\u00e7\u00e3o industrial da membrana criada na UFC e outras inova\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>A entrada \u00e9 gratuita. Al\u00e9m de empres\u00e1rios, pesquisadores e especialistas em energia renov\u00e1vel esperam atrair p\u00fablico leigo que possa ter interesse por ci\u00eancia. \u201cN\u00f3s precisamos dar acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, para colaborar com a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da ci\u00eancia e da tecnologia para o desenvolvimento do pa\u00eds e para o desenvolvimento da humanidade\u201d, defende Ana Paula Rodrigues, presidente do Instituto de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional para o Meio Ambiente e uma das idealizadoras da confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Laborat\u00f3rio de Mec\u00e2nica da Fratura e Fadiga (LAMEFF) da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) criou tecnologia mais barata e renov\u00e1vel para extrair hidrog\u00eanio verde,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":51520,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-51519","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51519"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51519\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51521,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51519\/revisions\/51521"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}