{"id":51303,"date":"2024-05-14T07:20:54","date_gmt":"2024-05-14T10:20:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=51303"},"modified":"2024-05-14T07:18:28","modified_gmt":"2024-05-14T10:18:28","slug":"mercado-eleva-para-209-projecao-de-expansao-da-economia-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/mercado-eleva-para-209-projecao-de-expansao-da-economia-em-2024\/","title":{"rendered":"Mercado eleva para 2,09% proje\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o da economia em 2024"},"content":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,05% para 2,09%. A estimativa est\u00e1 no boletim\u00a0<em>Focus<\/em> desta segunda-feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) \u00e9 crescimento de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro tamb\u00e9m projeta expans\u00e3o do PIB em 2%, para os dois anos.<\/p>\n<p>Superando as\u00a0proje\u00e7\u00f5es, em 2023\u00a0a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilh\u00f5es, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previs\u00e3o \u00e9 que a moeda americana fique em R$ 5,05.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Focus<\/em>, a previs\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u2013 considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 em 2024 subiu de 3,72% para 3,76%. Para 2025, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o ficou em 3,66%. Para 2026 e 2027, as previs\u00f5es s\u00e3o de 3,5% para os dois anos.<\/p>\n<p>A estimativa para 2024 est\u00e1 dentro do intervalo da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 3% para este ano, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o fixadas em 3%, com a mesma toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em abril, pressionada pelos pre\u00e7os de alimentos e gastos com sa\u00fade e cuidados pessoais, a\u00a0infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi 0,38%, acima do observado no m\u00eas anterior (0,16%), mas abaixo do apurado em abril do ano passado (0,61%). De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 3,69%.<\/p>\n<h2>Taxa de juros<\/h2>\n<p>Para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo\u00a0Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). A alta recente do d\u00f3lar e o aumento das incertezas fizeram o\u00a0BC diminuir o ritmo do corte de juros, que vinham sendo de 0,5 ponto percentual, para 0,25 ponto.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. Com o controle dos pre\u00e7os, o BC passou a realizar os cortes na Selic.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9,75% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa \u00e9 de que a taxa b\u00e1sica caia para 9% ao ano, se mantenha nesse patamar em 2026 e caia para 8,63% em 2027.<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os, porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Quando o Copom diminui a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 de que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,05% para 2,09%. 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