{"id":50882,"date":"2024-04-17T08:37:28","date_gmt":"2024-04-17T11:37:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=50882"},"modified":"2024-04-17T08:37:28","modified_gmt":"2024-04-17T11:37:28","slug":"edital-para-dragagem-no-rio-madeira-deve-sair-ainda-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/edital-para-dragagem-no-rio-madeira-deve-sair-ainda-em-abril\/","title":{"rendered":"Edital para dragagem no rio Madeira deve sair ainda em abril"},"content":{"rendered":"<p>Painel dedicado a debater a estiagem na regi\u00e3o Norte, durante a Navegistic Navalshore Amaz\u00f4nia, trouxe perspectivas para 2024. Um edital para contrata\u00e7\u00e3o de empresa respons\u00e1vel pela dragagem do rio Madeira no Amazonas dever\u00e1 ser publicado ainda no m\u00eas de abril, segundo an\u00fancio feito pelo diretor de Infraestrutura Aquavi\u00e1ria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Erick Moura de Medeiros, durante o segundo dia da Navegistic Navalshore Amaz\u00f4nia, em Manaus.<\/p>\n<p>Com prazo de contrata\u00e7\u00e3o previsto para julho, a empresa selecionada dever\u00e1 dar in\u00edcio \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de dragagem em agosto, per\u00edodo em que a estiagem come\u00e7a a atingir o pico. Moura admite que o prazo n\u00e3o \u00e9 o ideal, mas que j\u00e1 representa um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n<p>O modelo de contrata\u00e7\u00e3o de cinco anos, segundo Moura, deve garantir um trabalho permanente com alguma autonomia para utiliza\u00e7\u00e3o do saldo contratual da empresa, conforme a necessidade apresentada pelas condi\u00e7\u00f5es de dragagem.<br \/>\n\u201cO pagamento ser\u00e1 atrelado \u00e0 produtividade por volumetria de material dragado. J\u00e1 sabemos que este ano tamb\u00e9m ser\u00e1 dif\u00edcil e estamos trabalhando com a r\u00e9gua de informa\u00e7\u00f5es coletadas na estiagem do ano passado e colocando mais de um metro de folga\u201d, explicou o diretor do Dnit.<\/p>\n<p>O comportamento do rio Madeira \u00e9 desafiador para a navega\u00e7\u00e3o: seu leito possui dunas de areia m\u00f3veis que alteram a din\u00e2mica h\u00eddrica do rio e s\u00e3o considerados sedimentos de fundo movimentados por arraste. A concentra\u00e7\u00e3o pode chegar a 500 miligramas de sedimento por litro de \u00e1gua, segundo dados do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cO Madeira \u00e9 um rio selvagem: o que se faz em um ano, no outro n\u00e3o vale mais. Temos que entender o rio constantemente. Ser\u00e3o cinco anos de aprendizado cont\u00ednuo\u201d, explica Erick Moura. Por conta disso, atrelado ao servi\u00e7o de dragagem haver\u00e1 tamb\u00e9m o de sinaliza\u00e7\u00e3o. \u201cQuando se faz reparos na estrada, faz a sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Funcionar\u00e1 da mesma forma e, assim, teremos o esbo\u00e7o de uma hidrovia\u201d, completa.<\/p>\n<p>Relatos de pilotos durante o painel \u201cNavega\u00e7\u00e3o interior &#8211; estrat\u00e9gias para navegabilidade durante a seca\u201d registraram ainda a exist\u00eancia de 18 pontos cr\u00edticos de pedrais, que representam perigo \u00e0 seguran\u00e7a da navegabilidade no curso d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Planejamento<\/strong><\/p>\n<p>O monitoramento pela equipe da Transpetro feito durante a estiagem de 2023 prev\u00ea um ano ainda mais desafiador. \u201cRecebi a informa\u00e7\u00e3o de que a quota do rio Solim\u00f5es, em Iquitos (Equador), onde nasce, est\u00e1 a 30 cm da seca hist\u00f3rica registrada no ano passado\u201d, declarou o diretor de Transporte Mar\u00edtimo da Transpetro, Jones Soares.<\/p>\n<p>Para isso, a empresa estatal j\u00e1 prev\u00ea a utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo modus operandi realizado na Opera\u00e7\u00e3o Codaj\u00e1s, em que o transbordo ship to ship garantiu o abastecimento cont\u00ednuo de combust\u00edvel em Manaus (AM).<\/p>\n<p>Os impactos na redu\u00e7\u00e3o da capacidade de transporte dentro da navega\u00e7\u00e3o de cabotagem que ficou sem aportar embarca\u00e7\u00f5es em Manaus durante um m\u00eas e meio ainda est\u00e3o sendo sentidos pelo setor, segundo o diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), Luis Fernando Resano.<\/p>\n<p>Para evitar os preju\u00edzos, ele defende uma c\u00e2mara de planejamento entre a sociedade, governo, Marinha e entidades representativas do setor, a fim de garantir um m\u00ednimo de previsibilidade e transpar\u00eancia nos dados. O Porto do Pec\u00e9m, por exemplo, est\u00e1 a cinco dias da enseada do Madeira e foi o \u00faltimo ponto de parada das embarca\u00e7\u00f5es de cabotagem, durante a seca. \u00a0Para planejar carga, carregamento, \u00e9 necess\u00e1rio, segundo ele, dados seguros que permitam a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, problemas enfrentados com a Receita Federal, que n\u00e3o autorizou o desembarque de mercadorias destinadas a Manaus em barca\u00e7as, utilizando outro entreposto, gerou custos burocr\u00e1ticos que ele julga desnecess\u00e1rios. \u201cN\u00e3o podemos esperar o fator emergencial para fazer o planejamento\u201d, afirmou Resano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel dedicado a debater a estiagem na regi\u00e3o Norte, durante a Navegistic Navalshore Amaz\u00f4nia, trouxe perspectivas para 2024. Um edital para contrata\u00e7\u00e3o de empresa respons\u00e1vel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":50883,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-50882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50882"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50884,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50882\/revisions\/50884"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}