{"id":50843,"date":"2024-04-15T09:38:29","date_gmt":"2024-04-15T12:38:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=50843"},"modified":"2024-04-15T09:38:41","modified_gmt":"2024-04-15T12:38:41","slug":"petrobras-sob-pressao-defasagem-de-preco-da-gasolina-no-mercado-desafia-estrategias-da-estatal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-sob-pressao-defasagem-de-preco-da-gasolina-no-mercado-desafia-estrategias-da-estatal\/","title":{"rendered":"Petrobras sob press\u00e3o: Defasagem de pre\u00e7o da gasolina no mercado desafia estrat\u00e9gias da estatal"},"content":{"rendered":"<p>A defasagem de pre\u00e7o da\u00a0gasolina\u00a0est\u00e1 pressionando a Petrobras no mercado brasileiro. Com 172 dias sem reajuste, a empresa enfrenta desafios frente \u00e0 alta do petr\u00f3leo e desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. O diesel tamb\u00e9m est\u00e1 sendo afetado, sem aumento h\u00e1 105 dias. Enquanto isso, concorrentes como a Acelen adotam reajustes semanais, destacando as diferen\u00e7as estrat\u00e9gicas no mercado. Al\u00e9m disso, novos embates pol\u00edticos aumentam incertezas sobre a continuidade da pol\u00edtica de pre\u00e7os da estatal, enquanto analistas do mercado alertam para os poss\u00edveis impactos dessas disputas no cen\u00e1rio futuro.<\/p>\n<h2><b>Pre\u00e7o da gasolina continua em defasagem no mercado nacional<\/b><\/h2>\n<p>A Petrobras est\u00e1 enfrentando uma nova preocupa\u00e7\u00e3o com a defasagem do pre\u00e7o da gasolina em rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional, o que pode gerar impactos futuros em suas opera\u00e7\u00f5es. Nos \u00faltimos dias, houve uma leve redu\u00e7\u00e3o na defasagem, que agora est\u00e1 em m\u00e9dia de 16%, em compara\u00e7\u00e3o com os 19% registrados anteriormente nos principais polos de importa\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o da gasolina no pa\u00eds tem sido influenciado n\u00e3o apenas pela defasagem em rela\u00e7\u00e3o ao mercado global, mas tamb\u00e9m pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar. Esse cen\u00e1rio do mercado coloca a Petrobras em uma posi\u00e7\u00e3o complicada, j\u00e1 que a estatal est\u00e1 h\u00e1 172 dias sem reajustar os pre\u00e7os da gasolina. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Importadores de Combust\u00edveis (Abicom), durante 64 desses dias, a possibilidade de importa\u00e7\u00e3o esteve completamente fechada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gasolina, o diesel tamb\u00e9m enfrenta desafios no mercado, embora em menor escala, com uma defasagem m\u00e9dia de 11%. N\u00e3o houve aumento nos pre\u00e7os do diesel h\u00e1 105 dias, e as importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o paradas. Essa situa\u00e7\u00e3o reflete a tend\u00eancia de alta nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo tipo Brent, que t\u00eam oscilado em torno de US$ 90 o barril.<\/p>\n<h2><b>Outras empresas do mercado adotam novas medidas para a defasagem do produto<\/b><\/h2>\n<p>Enquanto a Petrobras mant\u00e9m uma postura de n\u00e3o reajustar os pre\u00e7os h\u00e1 um longo per\u00edodo, outras empresas do setor adotaram estrat\u00e9gias diferentes. A Acelen, por exemplo, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, realiza reajustes semanais e apresenta uma defasagem de apenas 8% nos pre\u00e7os da gasolina e do diesel, segundo informa\u00e7\u00f5es da Abicom.<\/p>\n<p>Desde maio do ano passado, a Petrobras modificou sua abordagem em rela\u00e7\u00e3o aos reajustes de pre\u00e7os, abandonando a pol\u00edtica de paridade de importa\u00e7\u00e3o (PPI). A empresa afirma que os reajustes seguem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e s\u00e3o de responsabilidade da diretoria, embora o conselho de administra\u00e7\u00e3o possa solicitar explica\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, o que est\u00e1 previsto para ocorrer na pr\u00f3xima reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do cen\u00e1rio econ\u00f4mico atual, recentes embates pol\u00edticos levantaram especula\u00e7\u00f5es sobre uma poss\u00edvel demiss\u00e3o do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Essa instabilidade pol\u00edtica poderia influenciar uma eventual alta nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, abrindo espa\u00e7o para cr\u00edticas maiores ao presidente da estatal.<\/p>\n<p>Analistas do mercado tamb\u00e9m expressam preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 capacidade da Petrobras de manter sua pol\u00edtica de pre\u00e7os diante de press\u00f5es pol\u00edticas. A defasagem na gasolina, que j\u00e1 ultrapassa os dois d\u00edgitos percentuais em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os no Golfo, pode ser agravada por disputas pol\u00edticas internas, diminuindo o capital pol\u00edtico necess\u00e1rio para a empresa seguir sua pol\u00edtica de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do conselho est\u00e1 agendada para coincidir com a Assembleia Geral Ordin\u00e1ria da Petrobras, em 25 de abril. No entanto, n\u00e3o est\u00e1 descartada a possibilidade de uma convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria para discutir os pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Resta ao mercado continuar atento aos passos da companhia.<\/p>\n<div id=\"taboola-below-article-thumbnails\" class=\" trc_related_container trc_spotlight_widget tbl-feed-container tbl-feed-frame-DIVIDER render-late-effect\" data-feed-container-num=\"1\" data-feed-main-container-id=\"taboola-below-article-thumbnails\" data-parent-placement-name=\"Below Article Thumbnails\" data-pub-lang=\"pt\">\n<div class=\"tbl-feed-header-logo\">Fonte: Petrosolgas<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A defasagem de pre\u00e7o da\u00a0gasolina\u00a0est\u00e1 pressionando a Petrobras no mercado brasileiro. 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