{"id":50562,"date":"2024-03-27T08:07:17","date_gmt":"2024-03-27T11:07:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=50562"},"modified":"2024-03-27T08:07:17","modified_gmt":"2024-03-27T11:07:17","slug":"cubo-maritimo-portuario-lanca-manifesto-com-propostas-para-brasil-superar-gargalos-logisticos-e-regulatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cubo-maritimo-portuario-lanca-manifesto-com-propostas-para-brasil-superar-gargalos-logisticos-e-regulatorios\/","title":{"rendered":"Cubo Mar\u00edtimo &#038; Portu\u00e1rio lan\u00e7a manifesto com propostas para Brasil superar \u2018gargalos log\u00edsticos e regulat\u00f3rios\u2019"},"content":{"rendered":"<p>Maior hub de inova\u00e7\u00e3o no setor portu\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, o Cubo Maritime &amp; Port \u2013 criado, em 2022, por Cubo Ita\u00fa, Hidrovias do Brasil, Porto do A\u00e7u e Wilson Sons \u2013 lan\u00e7ou manifesto para o Brasil superar as limita\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do setor. O documento, intitulado \u201cManifesto pela Inova\u00e7\u00e3o no Setor Mar\u00edtimo e Portu\u00e1rio\u201d, diz que, \u201capesar de alguns exemplos de excel\u00eancia em inova\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, o Pa\u00eds ainda precisa superar gargalos log\u00edsticos, regulat\u00f3rios e culturais que impedem avan\u00e7os mais consistentes e sustent\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>O manifesto do hub identifica quatro grandes desafios, a partir de consultas feitas aos stakeholders do setor mar\u00edtimo, portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio brasileiro. S\u00e3o eles: desarticula\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00f5es envolvidas em projetos inovadores; pouco incentivo \u00e0 tomada de risco inteligente; falta de planejamento de longo prazo; pouco incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o nos processos de contrata\u00e7\u00e3o. O manifesto apresenta propostas de solu\u00e7\u00e3o, convocando para o debate p\u00fablico, gestores p\u00fablicos e privados, trabalhadores e empreendedores da \u00e1rea, formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas, reguladores do setor, parlamentares, pesquisadores e demais formadores de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Das sugest\u00f5es apresentadas, os integrantes do hub entendem que s\u00e3o tr\u00eas as principais prioridades: realizar diagn\u00f3stico sobre a inova\u00e7\u00e3o no setor mar\u00edtimo e portu\u00e1rio do Brasil, com m\u00e9tricas bem definidas para acompanhamento; premiar os maiores avan\u00e7os em inova\u00e7\u00e3o entre os portos; criar grupo de trabalho para constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de longo prazo voltadas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o dos portos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a discuss\u00e3o sobre os desafios e propostas de melhorias na \u00e1rea ganhe a aten\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Queremos incentivar o debate qualificado sobre um tema de import\u00e2ncia capital para o Brasil: a urg\u00eancia de impulsionar o ecossistema nacional de inova\u00e7\u00e3o no setor mar\u00edtimo, portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio\u201d, diz o diretor de Transforma\u00e7\u00e3o Digital da Wilson Sons, Eduardo Valen\u00e7a.<\/p>\n<p>O manifesto aponta que, no Brasil, os desafios operacionais da ind\u00fastria mar\u00edtima, portu\u00e1ria e hidrovi\u00e1ria s\u00e3o os mesmos do restante do mundo, destacando que o setor caminha em dire\u00e7\u00e3o a opera\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas de embarca\u00e7\u00f5es e terminais; tecnologias que permitam receber navios maiores com mais seguran\u00e7a; gest\u00e3o facilitada da comunica\u00e7\u00e3o; e previsibilidade na opera\u00e7\u00e3o. Ressalta ainda que o \u201crelativo atraso nacional\u201d na aplica\u00e7\u00e3o das grandes inova\u00e7\u00f5es j\u00e1 estabelecidas na ind\u00fastria se reflete em maiores custos log\u00edsticos e operacionais, maior tempo de tr\u00e2nsito, menor seguran\u00e7a operacional e impacto na emiss\u00e3o de gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>Nesse contexto desafiador, Mariana Yoshioka, diretora de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia da Hidrovias do Brasil, enfatiza que o manifesto chega para impulsionar uma nova realidade no setor. \u201cAcreditamos que o Brasil possui os elementos essenciais para se destacar globalmente no setor mar\u00edtimo, portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio. Com uma extensa costa, infraestrutura consolidada e um ecossistema rico em tecnologias de ponta, temos a oportunidade \u00fanica de transformar desafios em oportunidades. Ao trabalhar de forma conjunta, podemos alavancar a inova\u00e7\u00e3o e impulsionar o desenvolvimento econ\u00f4mico e social do pa\u00eds\u201d, ressalta a executiva.<\/p>\n<p>Com 26 p\u00e1ginas, o documento traz n\u00fameros do desempenho dos portos brasileiros comparado aos pa\u00edses da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico) e EUA. No caso do tempo m\u00e9dio de espera para atraca\u00e7\u00e3o, no Brasil \u00e9 de 5,5 dias, enquanto nos EUA \u00e9 muito menor: 2 dias. J\u00e1 o tempo m\u00e9dio de desembara\u00e7o aduaneiro alcan\u00e7a 49 horas no Pa\u00eds, contra 12,7 horas na OCDE, com o custo chegando a US$ 862 aqui, contra US$ 136 l\u00e1. O manifesto mostra ainda que o Brasil ocupa o 60\u00ba lugar no ranking de competitividade econ\u00f4mica global. \u201cSomos menos competitivos e menos eficientes, mas \u00e9 poss\u00edvel mudar esse cen\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Em diversos pa\u00edses, enfatiza o manifesto, tecnologias como intelig\u00eancia artificial, rob\u00f3tica, sistemas aut\u00f4nomos e an\u00e1lise de dados em tempo real j\u00e1 fazem do ambiente portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio um din\u00e2mico laborat\u00f3rio de solu\u00e7\u00f5es inovadoras. \u201cPodemos e devemos aprender com as melhores pr\u00e1ticas de portos e hidrovias inteligentes, adaptando-as de forma criativa para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de nossa realidade\u201d, defende o hub, acrescentando: \u201cao propor caminhos, esperamos incentivar a\u00e7\u00f5es concretas para resolver ou mitigar os entraves \u00e0 inova\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m aponta a relev\u00e2ncia global do setor mar\u00edtimo e portu\u00e1rio, salientando que 90% do com\u00e9rcio mundial entre pa\u00edses s\u00e3o realizados pelo mar. Al\u00e9m disso, chega a US$ 5 trilh\u00f5es o valor agregado anual dos produtos transportados pelo mar, enquanto os gastos anuais em servi\u00e7os de frete mar\u00edtimo totalizam US$ 1 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>O manifesto indica que o Brasil tem d\u00e9cadas de atraso em inova\u00e7\u00f5es setoriais. Cita o Servi\u00e7o de Tr\u00e1fego Mar\u00edtimo (VTS, em ingl\u00eas), implantado em 1948 no Reino Unido e aqui em 2015; o calado din\u00e2mico nas janelas de atraca\u00e7\u00e3o, dispon\u00edvel nos Pa\u00edses Baixos desde 1985, mas aqui s\u00f3 em 2022 (a Norma da Autoridade Mar\u00edtima foi publicada em dezembro de 2019); e o PCS (Port Community System), implantando em localidades na Europa nos anos 1970.<\/p>\n<p>\u201cChamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o conjunta\u201d<\/p>\n<p>Em suas conclus\u00f5es, o manifesto faz um \u201cchamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o conjunta\u201d, dizendo que o Brasil re\u00fane vantagens comparativas para acompanhar o n\u00edvel global de inova\u00e7\u00e3o no setor mar\u00edtimo, portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio. \u201cTemos uma das maiores extens\u00f5es costeiras do mundo; infraestrutura consolidada; corrente de com\u00e9rcio que movimenta mais de US$ 600 bilh\u00f5es anuais; corpora\u00e7\u00f5es e startups que criam tecnologias de fronteira; ambiente acad\u00eamico com pesquisadores capacitados; \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), e gestores p\u00fablicos comprometidos com o tema\u201d.<\/p>\n<p>Como destaca Vin\u00edcius Patel, diretor da Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria do Porto do A\u00e7u, o manifesto clama para que todos os agentes envolvidos \u2013 governo, empresas, academia, centros de pesquisa e startups \u2013 se unam e trabalhem juntos a partir de bases consensuais para superar gargalos. \u201cJ\u00e1 passou da hora de o Brasil se posicionar no setor mar\u00edtimo e portu\u00e1rio em concord\u00e2ncia com o que vem sendo desenvolvido no mundo e com o tamanho da nossa economia. \u00c9 mandat\u00f3rio uma a\u00e7\u00e3o conjunta para criar um ambiente mais din\u00e2mico no setor, de modo a gerar efici\u00eancia e prosperidade para a sociedade brasileira\u201d, conclui Patel.<\/p>\n<p>Sobre a constru\u00e7\u00e3o do manifesto<\/p>\n<p>O \u201cManifesto pela Inova\u00e7\u00e3o no Setor Mar\u00edtimo e Portu\u00e1rio\u201d foi elaborado por um grupo de trabalho interdisciplinar, coordenado por profissionais das empresas Hidrovias do Brasil, Porto do A\u00e7u e Wilson Sons. A iniciativa de identificar os principais desafios do setor e apresentar propostas de solu\u00e7\u00e3o para o debate p\u00fablico foi lan\u00e7ada em 13 de julho de 2023, no evento Portos ao Cubo, em S\u00e3o Paulo, que contou com 503 participantes de ampla representatividade dos atores de todo o setor.<\/p>\n<p>Foi formado um Grupo de Trabalho (GT) que definiu o processo de coleta de informa\u00e7\u00f5es, sendo consultados 34 stakeholders do setor mar\u00edtimo, portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio por meio de entrevistas e de question\u00e1rio, entre eles ag\u00eancias reguladoras, associa\u00e7\u00f5es, autoridades portu\u00e1rias, terminais de uso privativo (TUPs), startups, governo federal e organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Foram ouvidos ainda diversos especialistas independentes. Relat\u00f3rios t\u00e9cnicos e reportagens de m\u00eddias especializadas serviram como fontes complementares. O GT analisou as informa\u00e7\u00f5es coletadas, organizadas em quatro grandes desafios, e apresentou solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior hub de inova\u00e7\u00e3o no setor portu\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, o Cubo Maritime &amp; Port \u2013 criado, em 2022, por Cubo Ita\u00fa, Hidrovias do Brasil,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":50563,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-50562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50562"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50564,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50562\/revisions\/50564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}