{"id":50016,"date":"2024-02-22T10:16:54","date_gmt":"2024-02-22T13:16:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=50016"},"modified":"2024-02-22T10:16:54","modified_gmt":"2024-02-22T13:16:54","slug":"mercado-eleva-para-168-projecao-de-expansao-da-economia-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/mercado-eleva-para-168-projecao-de-expansao-da-economia-em-2024\/","title":{"rendered":"Mercado eleva para 1,68% proje\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o da economia em 2024"},"content":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 1,6% para 1,68%. A estimativa est\u00e1 no boletim Focus desta quinta-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1582246&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1582246&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) &#8211; \u00e9 de crescimento de 2%, a mesma proje\u00e7\u00e3o para 2026 e 2027.<\/p>\n<p>Superando as proje\u00e7\u00f5es, no terceiro trimestre do ano passado a\u00a0economia brasileira cresceu 0,1%, na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi 3,2%.<\/p>\n<p>Com o resultado, o PIB est\u00e1 novamente no maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ficando 7,2% acima do n\u00edvel de antes da pandemia, registrado nos tr\u00eas \u00faltimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, ser\u00e3o divulgados pelo IBGE em 1\u00ba de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 4,93 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previs\u00e3o \u00e9 que a moeda americana fique em R$ 5.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o do Focus, a previs\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 para 2024 passou de 3,82% para 3,81%. Para 2025, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o subiu de 3,51% para 3,52%. Para 2026 e 2027, as previs\u00f5es s\u00e3o de 3,5% para os dois anos.<\/p>\n<p>A estimativa para 2024 est\u00e1 dentro do intervalo da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 3% para este ano, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o fixadas em 3%, com a mesma toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em janeiro, pressionada pela alta dos alimentos, a\u00a0infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi 0,42%, abaixo do apurado em dezembro, de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 12 meses, o IPCA soma 4,51%.<\/p>\n<h2>Taxa de juros<\/h2>\n<p>Para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a\u00a0taxa b\u00e1sica de juros\u00a0&#8211; a Selic &#8211; definida em 11,25% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). O comportamento dos pre\u00e7os j\u00e1 fez o BC cortar os juros pela quinta vez consecutiva, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es. A segunda reuni\u00e3o do ano do Copom est\u00e1 marcada para 19 e 20 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom indicou que esse \u00e9 o ritmo apropriado para manter a pol\u00edtica monet\u00e1ria contracionista \u201cnecess\u00e1ria para o processo desinflacion\u00e1rio\u201d. O \u00f3rg\u00e3o informou que a interrup\u00e7\u00e3o dos cortes depender\u00e1 do cen\u00e1rio econ\u00f4mico \u201cde maior prazo\u201d.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa \u00e9 que a taxa b\u00e1sica caia para 8,5% ao ano e se mantenha nesse patamar em 2026 e 2027.<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os, porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Quando o Copom diminui a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 1,6% para 1,68%. 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