{"id":49775,"date":"2024-02-06T12:13:49","date_gmt":"2024-02-06T15:13:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=49775"},"modified":"2024-02-06T12:13:49","modified_gmt":"2024-02-06T15:13:49","slug":"estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-permanecem-estaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-permanecem-estaveis\/","title":{"rendered":"Estimativas do mercado para infla\u00e7\u00e3o e PIB permanecem est\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>As previs\u00f5es do mercado financeiro para os principais indicadores econ\u00f4micos em 2024 ficaram est\u00e1veis, de acordo com a edi\u00e7\u00e3o do Boletim Focus, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (6), em Bras\u00edlia. A pesquisa &#8211; realizada com economistas &#8211; \u00e9 divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1579561&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1579561&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 1,6%. J\u00e1 para 2025, o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds &#8211; deve ficar em 2%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro tamb\u00e9m projeta expans\u00e3o do PIB em 2%, para os dois anos.<\/p>\n<p>Superando as proje\u00e7\u00f5es, no terceiro trimestre do ano passado a\u00a0economia brasileira cresceu 0,1%, na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%.<\/p>\n<p>Com o resultado, o PIB est\u00e1 novamente no maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ficando 7,2% acima do n\u00edvel de antes da pandemia, registrado nos tr\u00eas \u00faltimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, ser\u00e3o divulgados pelo IBGE em 1\u00ba de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>No caso do d\u00f3lar, a previs\u00e3o de cota\u00e7\u00e3o est\u00e1 em R$ 4,92 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previs\u00e3o \u00e9 que a moeda americana fique em R$ 5.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A previs\u00e3o para este ano do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 permaneceu em 3,81% nesta edi\u00e7\u00e3o do Focus. Para 2025, a estimativa de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 3,5%. Para 2026 e 2027, as previs\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o de 3,5% para os dois anos.<\/p>\n<p>A estimativa para 2024 est\u00e1 dentro do intervalo da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3% para este ano, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%.<\/p>\n<p>Para 2025 e 2026, as metas de infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o fixadas em 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2023,\u00a0a infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foi de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Com isso, o IPCA fechou o ano passado com alta acumulada de 4,62%. Os dados de janeiro ser\u00e3o divulgados pelo IBGE na quinta-feira (8).<\/p>\n<h2>Taxa de juros<\/h2>\n<p>Para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros &#8211; a Selic &#8211; definida em 11,25% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). O comportamento dos pre\u00e7os j\u00e1 fez o BC cortar os juros pela quinta vez consecutiva, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom indicou que esse \u00e9 o ritmo apropriado para manter a pol\u00edtica monet\u00e1ria contracionista \u201cnecess\u00e1ria para o processo desinflacion\u00e1rio\u201d. O \u00f3rg\u00e3o informou que a interrup\u00e7\u00e3o dos cortes depender\u00e1 do cen\u00e1rio econ\u00f4mico \u201cde maior prazo\u201d.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p>Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa \u00e9 que a taxa b\u00e1sica caia para 8,5% ao ano e se mantenha nesse patamar em 2026 e 2027.<\/p>\n<h2>Taxa de juros<\/h2>\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Quando o Copom diminui a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As previs\u00f5es do mercado financeiro para os principais indicadores econ\u00f4micos em 2024 ficaram est\u00e1veis, de acordo com a edi\u00e7\u00e3o do Boletim Focus, divulgado nesta ter\u00e7a-feira&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":49776,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-49775","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49775"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49775\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49777,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49775\/revisions\/49777"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}