{"id":49376,"date":"2024-01-15T07:50:11","date_gmt":"2024-01-15T10:50:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=49376"},"modified":"2024-01-15T07:50:11","modified_gmt":"2024-01-15T10:50:11","slug":"petrobras-inicia-medicoes-e-estudos-eolicos-no-pre-sal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-inicia-medicoes-e-estudos-eolicos-no-pre-sal\/","title":{"rendered":"Petrobras inicia medi\u00e7\u00f5es e estudos e\u00f3licos no pr\u00e9-sal"},"content":{"rendered":"<p>A Petrobras, Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC e CNOOC e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) iniciaram uma s\u00e9rie de medi\u00e7\u00f5es e\u00f3licas em alto-mar, na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal. A coleta dos primeiros dados acontece no Campo de B\u00fazios, na Bacia de Santos e, este ano, ser\u00e1 ampliada para o Campo de Mero. O objetivo \u00e9 coletar dados in\u00e9ditos e de alta qualidade sobre o comportamento dos ventos da regi\u00e3o para subsidiar futuros projetos de e\u00f3lica offshore no pr\u00e9-sal. A pesquisa faz parte do Projeto Ventos de Libra, um investimento de R$ 8 milh\u00f5es que prev\u00ea o desenvolvimento de tecnologia para realiza\u00e7\u00e3o de estudos e cria\u00e7\u00e3o de metodologias de an\u00e1lise de ventos, al\u00e9m de avaliar a viabilidade t\u00e9cnica de instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas na \u00e1rea.<\/p>\n<p>A Petrobras \u00e9 hoje a empresa com maior potencial em projetos de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore em estudos do pa\u00eds, em capacidade protocolada junto ao Ibama, al\u00e9m de apostar em pesquisa e desenvolvimento para viabilizar projetos inovadores em e\u00f3lica offshore. Uma das propostas promissoras \u00e9 o Ventos de Libra, que busca avaliar o potencial de integra\u00e7\u00e3o entre sistemas e\u00f3licos offshore e projetos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<div id=\"beacon_123cf7a2bd\"><\/div>\n<p>\u201cTrata-se de mais uma iniciativa com vi\u00e9s de desenvolvermos conhecimento e capacita\u00e7\u00e3o no segmento de e\u00f3licas offshore, de grande potencial no Brasil, desta vez com envolvimento de importantes parceiros no pr\u00e9-sal e do setor acad\u00eamico, representado por institui\u00e7\u00f5es de renome, destaca o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.<\/p>\n<p>Os dados de vento s\u00e3o essenciais para o dimensionamento estrutural das turbinas e\u00f3licas e a caracteriza\u00e7\u00e3o do regime de ventos de uma regi\u00e3o. Mas a pesquisa vai al\u00e9m. O projeto busca desenvolver avan\u00e7os cient\u00edficos em modelagem do vento, metodologia de medi\u00e7\u00e3o de dados, aprimoramento de modelos, redu\u00e7\u00e3o de incertezas e riscos para implanta\u00e7\u00e3o de projetos e\u00f3licos flutuantes em regi\u00f5es de \u00e1guas ultraprofundas. Os resultados ir\u00e3o subsidiar as pr\u00f3ximas etapas de desenvolvimento, visando a avalia\u00e7\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o de turbinas e\u00f3licas associadas a sistemas de produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs tecnologias empregadas nesse projeto multidisciplinar ser\u00e3o capazes de avaliar o potencial e\u00f3lico offshore na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal e contribuir para a eleva\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o tecnol\u00f3gico nacional,\u201d avalia o diretor de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobras, Joelson Mendes. \u201cOs projetos e\u00f3licos offshore consistem em um grande desafio cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, ampliado pelas condi\u00e7\u00f5es que se apresentam na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal, a cerca de 200 quil\u00f4metros da costa, em profundidades d\u00b4\u00e1gua de at\u00e9 2 mil metros\u201d, observa.<\/p>\n<p>O diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade, Maur\u00edcio Tolmasquim, ressalta que \u201cprojetos desta natureza podem indicar potenciais caminhos para continuarmos avan\u00e7ando na descarboniza\u00e7\u00e3o das nossas atividades, em linha com o que j\u00e1 anunciamos no nosso Plano Estrat\u00e9gico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o do potencial e\u00f3lico<\/strong><\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o de ventos foi instalada no navio-plataforma P-75, que \u00e9 do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transporta petr\u00f3leo), no bloco de B\u00fazios, no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos. A tecnologia consiste em um sistema de medi\u00e7\u00f5es de sensoriamento remoto do tipo Lidar (Light Detection and Ranging). O equipamento disp\u00f5e ainda de outros sensores para fornecer subs\u00eddios aos estudos de aprimoramento dos m\u00e9todos de medi\u00e7\u00e3o de dados e\u00f3licos offshore. Os dados ser\u00e3o acumulados e transmitidos diretamente do FPSO P-75 para o Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o da Petrobras, o Cenpes, e ser\u00e3o avaliados por um per\u00edodo de tr\u00eas anos. No projeto est\u00e1 prevista a instala\u00e7\u00e3o de mais um equipamento, este ano, em outra plataforma do pr\u00e9-sal, no Campo de Mero.<\/p>\n<p>\u201cAs campanhas de medi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o novidade para a Petrobras. H\u00e1 uma d\u00e9cada a empresa iniciou estudos de viabilidade para implanta\u00e7\u00e3o da atividade e\u00f3lica offshore, com a instala\u00e7\u00e3o da primeira torre anemom\u00e9trica, capaz de medir caracter\u00edsticas do vento, no mar do Brasil em uma plataforma instalada em \u00e1guas rasas no litoral do estado do Rio Grande do Norte\u201d, lembra o diretor de Engenharia e Tecnologia e inova\u00e7\u00e3o da Petrobras, Carlos Travassos. J\u00e1 as primeiras medi\u00e7\u00f5es no campo de Mero se deram em 2019, em car\u00e1ter de teste curto, a bordo do FPSO &#8220;Pioneiro de Libra&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Projeto multidisciplinar<\/strong><\/p>\n<p>O projeto Ventos de Libra \u00e9 liderado pela engenheira Cristiane Lodi, que coordena o projeto pela Petrobras e pelo cons\u00f3rcio de Libra, e a professora Adriane Prisco Petry, da UFRGS, que coordena o NIEPIEE (N\u00facleo de Integra\u00e7\u00e3o de Estudos, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Energia E\u00f3lica). O N\u00facleo, da UFRGS, inclui especialistas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Ao todo, a equipe multidisciplinar associada do NIEPIEE re\u00fane cerca de 50 pesquisadores, al\u00e9m de especialistas do Cenpes.<\/p>\n<p>O Cons\u00f3rcio de Libra \u00e9 operado pela Petrobras (38,6%) em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pr\u00e9-Sal Petr\u00f3leo S.A. \u2013 PPSA (3,5%), que exerce papel de gestora do Contrato de Partilha de Produ\u00e7\u00e3o e representa a Uni\u00e3o na \u00e1rea n\u00e3o contratada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras, Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC e CNOOC e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) iniciaram uma s\u00e9rie de medi\u00e7\u00f5es e\u00f3licas em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":49377,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-49376","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49376"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49378,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49376\/revisions\/49378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}