{"id":48852,"date":"2023-12-11T08:11:29","date_gmt":"2023-12-11T11:11:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=48852"},"modified":"2023-12-11T08:11:29","modified_gmt":"2023-12-11T11:11:29","slug":"pesquisas-brasileiras-ajudam-a-entender-vida-na-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pesquisas-brasileiras-ajudam-a-entender-vida-na-antartica\/","title":{"rendered":"Pesquisas brasileiras ajudam a entender vida na Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"<p>Dois estudos realizados por pesquisadores brasileiros, com base em f\u00f3sseis encontrados na Ant\u00e1rtica, ajudam a compreender a vida no continente h\u00e1 mais de 66 milh\u00f5es de anos. Os pesquisadores estudaram vest\u00edgios de ossos de aves e de folhas em duas ilhas ant\u00e1rticas, que datam do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (entre 145 milh\u00f5es e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1571414&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1571414&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O primeiro estudo, realizado na ilha de Vega, contou com a participa\u00e7\u00e3o de equipes do Museu Nacional do Rio de Janeiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade do Contestado, em Santa Catarina (UNC). Os cientistas localizaram dois f\u00f3sseis de fragmentos de ossos de aves diferentes.<\/p>\n<p>Analisando a anatomia dos ossos, os pesquisadores constataram que se trata de esp\u00e9cimes do grupo Neornithes, que inclui as aves modernas, ampliando o n\u00famero de f\u00f3sseis desses animais datados do Cret\u00e1ceo e contribuindo para elucidar as trajet\u00f3rias evolutivas iniciais das aves modernas e sua resili\u00eancia durante o evento de extin\u00e7\u00e3o do Cret\u00e1ceo-Paleogeno (que extinguiu os dinossauros).<\/p>\n<p>&#8220;F\u00f3sseis de aves primitivas predominam nos dep\u00f3sitos fossil\u00edferos de idade cret\u00e1cea do mundo todo, enquanto as aves modernas (Neornithes) s\u00e3o raras. Aparentemente, as adapta\u00e7\u00f5es das aves modernas n\u00e3o garantiram um sucesso diferencial quando comparado \u00e0s aves primitivas da mesma \u00e9poca. Contudo, o \u00fanico dep\u00f3sito fossil\u00edfero do mundo, onde as\u00a0 aves modernas s\u00e3o mais abundantes do que as aves primitivas e os dinossauros n\u00e3o avianos, \u00e9 na Ant\u00e1rtica. Nessa pesquisa questionamos o por qu\u00ea de as aves modernas serem t\u00e3o abundantes na Ant\u00e1rtica durante o Cret\u00e1ceo por meio\u00a0da descri\u00e7\u00e3o desses novos achados e uma extensa revis\u00e3o da literatura paleontol\u00f3gica&#8221;, afirma Geovane Souza, do Museu Nacional.<\/p>\n<p>Segundo ele, a Ant\u00e1rtica, que no Cret\u00e1ceo tinha um clima mais ameno e n\u00e3o era coberta de gelo, pode ter servido de ref\u00fagio para os ancestrais das aves modernas durante o evento\u00a0de extin\u00e7\u00e3o. &#8220;Nesse cen\u00e1rio, a Ant\u00e1rtica teria atuado como ref\u00fagio para a vida terrestre durante o cataclisma, principalmente para as\u00a0<em>Neornithes<\/em>\u00a0que viviam em abund\u00e2ncia por ali\u201d.<\/p>\n<p>O segundo estudo tamb\u00e9m contou com uma equipe do Museu Nacional, al\u00e9m de pesquisadores das universidades Federal de Pernambuco (UFPE), do Contestado (UNC), Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e foi realizado na Ilha Nelson, no arquip\u00e9lago de Shetland do Sul.<\/p>\n<p>Os pesquisadores localizaram 15 f\u00f3sseis de esp\u00e9cies vegetais do g\u00eanero\u00a0<em>Nothofagus<\/em>, que cont\u00eam vest\u00edgios de intera\u00e7\u00e3o de insetos com as plantas, principalmente t\u00faneis produzidos por pequenas larvas no interior das folhas.<\/p>\n<p>&#8220;O estudo das intera\u00e7\u00f5es inseto-planta no continente \u00e9 muito escasso, no entanto\u00a0trazemos aqui registros in\u00e9ditos dessa evid\u00eancia para o Cret\u00e1ceo Superior (Campaniano). Essas descobertas nos ajudam a entender melhor as rela\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas nos ecossistemas ant\u00e1rticos&#8221;, explica o doutorando da Universidade Federal do Pernambuco, Edilson Bezerra Dos Santos Filho.<\/p>\n<p>Os dois estudos foram publicados em novembro deste ano, na revista\u00a0<em>Anais,<\/em>\u00a0da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC). Segundo o diretor do Museu Nacional, Alexandre Kellner, que coordena o Paleoantar (projeto de pesquisas brasileiras de paleontologia na Ant\u00e1rtica) e \u00e9 coautor dos estudos, isso mostra que o Brasil precisa investir na pesquisa ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante as pessoas entenderem que o Brasil precisa continuar fazendo pesquisa na Ant\u00e1rtica, porque o futuro daquele continente vai ser decidido apenas por aqueles pa\u00edses que ali mant\u00eam atividade de pesquisa. Ficamos muito felizes com essas descobertas e acho que o Brasil est\u00e1 no caminho certo, \u00e9 s\u00f3 dar um pouco de verba que conseguimos fazer&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois estudos realizados por pesquisadores brasileiros, com base em f\u00f3sseis encontrados na Ant\u00e1rtica, ajudam a compreender a vida no continente h\u00e1 mais de 66 milh\u00f5es&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":48853,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-48852","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48852"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48854,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48852\/revisions\/48854"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}