{"id":48837,"date":"2023-12-11T07:47:00","date_gmt":"2023-12-11T10:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=48837"},"modified":"2023-12-11T07:47:00","modified_gmt":"2023-12-11T10:47:00","slug":"o-futuro-da-energia-no-brasil-passa-pela-imigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/o-futuro-da-energia-no-brasil-passa-pela-imigracao\/","title":{"rendered":"O futuro da energia no Brasil passa pela Imigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c1rea de grande relev\u00e2ncia da economia do Brasil, a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s offshore passa por uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es e de aporte de investimentos para recolocar o pa\u00eds em posi\u00e7\u00f5es de destaque tanto na ind\u00fastria naval quanto em energia. As instabilidades pol\u00edticas em outras pot\u00eancias nesse setor como R\u00fassia, Venezuela e pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio figuram como uma janela de oportunidade para o Brasil que vem se preparando com a reinaugura\u00e7\u00e3o de estaleiros, a reforma e manuten\u00e7\u00e3o de plataformas e estruturas offshore, constru\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mais recentemente, com o incremento das pertinentes discuss\u00f5es da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no mundo, \u00e9 importante destacar que tal transforma\u00e7\u00e3o passa tamb\u00e9m pela ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s, que busca se reinventar a todo momento, utilizando-se de novas tecnologias para garantir efici\u00eancia de seus processos, melhores resultados na produ\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os e m\u00e9todos mais sustent\u00e1veis, colocando o Brasil em posi\u00e7\u00e3o de destaque neste setor.<\/p>\n<p>Por ser uma \u00e1rea na qual o interc\u00e2mbio de tecnologia \u00e9 intenso, o pa\u00eds precisa recorrer \u00e0 m\u00e3o de obra qualificada internacional para garantir o desenvolvimento e a posi\u00e7\u00e3o de vanguarda do Brasil. Essencialmente globalizadas, essas ind\u00fastrias possuem um alto grau de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre diversos pa\u00edses e, por isso, contam com grande volume de mobilidade de profissionais, principalmente t\u00e9cnicos e tripulantes. Fomentar a entrada de estrangeiros propulsiona e desenvolve a for\u00e7a de trabalho nacional.<\/p>\n<div id=\"beacon_4bab7cd65f\"><\/div>\n<p>O passado comprova que os tempos pr\u00f3speros dessa ind\u00fastria impulsionam a atra\u00e7\u00e3o de profissionais estrangeiros para o pa\u00eds, o que pode e deve voltar a acontecer, ao mesmo tempo em que fomentam o mercado de trabalho local, abrindo novas e volumosas oportunidades aos trabalhadores brasileiros. A concess\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia e visto para tripulantes estrangeiros est\u00e1 condicionada ao cumprimento de rigorosos crit\u00e9rios de proporcionalidade para a contrata\u00e7\u00e3o de mar\u00edtimos e profissionais brasileiros nos diversos n\u00edveis.<\/p>\n<p>Lembramos que o Brasil vive um d\u00e9ficit imigrat\u00f3rio. H\u00e1 anos enviamos mais brasileiros qualificados para o exterior que recebemos estrangeiros. Segundo dados divulgados pela Pol\u00edcia Federal, h\u00e1 cerca de 4,5 milh\u00f5es de brasileiros vivendo em outros pa\u00edses, enquanto temos apenas 1,3 milh\u00e3o de estrangeiros no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Profissionais estrangeiros tamb\u00e9m participam da qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local, treinando e transmitindo conhecimentos para que sejam substitu\u00eddos pelos profissionais brasileiros. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira tem diversos recursos de prote\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local, para diferentes setores e categorias, de modo que as empresas que contratam estrangeiros precisam justificar cada pedido individualmente, al\u00e9m de manter um percentual de trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>Atualmente, o setor \u00e9 o segundo que mais emite vistos tempor\u00e1rios para estrangeiros trabalharem no pa\u00eds, ficando atr\u00e1s somente de vistos para profissionais t\u00e9cnicos em geral, que, em muitas situa\u00e7\u00f5es acabam tamb\u00e9m atendendo ao setor. No entanto, o montante de vistos ainda n\u00e3o superou os n\u00fameros pr\u00e9-pandemia, apesar das expectativas, mas segue em crescimento, j\u00e1 que o primeiro semestre de 2023 apresenta aumento de quase 15% do mesmo per\u00edodo de 2022.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio mostra que \u00e9 preciso facilitar a transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica a partir da vinda dos estrangeiros, de forma a reduzir o atraso na curva de aprendizado t\u00e9cnico que o pa\u00eds enfrenta h\u00e1 alguns anos e o Brasil possa ser parte relevante do movimento de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, que demanda uma tecnologia ainda mais moderna, enquanto mant\u00e9m operante e mais sustent\u00e1vel sua frota de navios e a explora\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s. Caso isso n\u00e3o seja feito, a falta de profissionais qualificados pode se tornar um gargalo para o desenvolvimento dessa ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rea de grande relev\u00e2ncia da economia do Brasil, a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s offshore passa por uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es e de aporte de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":48838,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-48837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48837"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48839,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48837\/revisions\/48839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}