{"id":48044,"date":"2023-10-23T07:26:40","date_gmt":"2023-10-23T10:26:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=48044"},"modified":"2023-10-19T22:27:22","modified_gmt":"2023-10-20T01:27:22","slug":"petrobras-anuncia-planos-para-reviver-encomendas-nos-estaleiros-da-industria-naval-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-anuncia-planos-para-reviver-encomendas-nos-estaleiros-da-industria-naval-brasileira\/","title":{"rendered":"Petrobras anuncia planos para reviver encomendas nos estaleiros da ind\u00fastria naval brasileira"},"content":{"rendered":"<p>A Petrobras planeja reviver a ind\u00fastria naval brasileira com uma s\u00e9rie de encomendas ambiciosas, incluindo navios, equipamentos de plataforma e o desmantelamento de plataformas antigas. Apesar dos desafios e debates internos sobre o ritmo das encomendas e a prefer\u00eancia entre produ\u00e7\u00e3o local e afretamento, a Petrobras visa fortalecer os estaleiros nacionais, impulsionando empregos e a economia, enquanto enfrenta a complexidade de sua miss\u00e3o.<\/p>\n<h2>Petrobras tem em vista superar desafios da ind\u00fastria naval brasileira nos pr\u00f3ximos anos<\/h2>\n<p>A Petrobras, sob a lideran\u00e7a do presidente Jean Paul Prates, est\u00e1 determinada a revigorar os estaleiros nacionais com uma s\u00e9rie de encomendas significativas.\u00a0No entanto, a velocidade dessas encomendas permanece uma quest\u00e3o em aberto, enquanto o governo examina medidas para remover obst\u00e1culos e garantir que as compras aconte\u00e7am localmente, sem a necessidade de mudan\u00e7as legais.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica no setor de estaleiros est\u00e1 longe de ser consensual, mesmo na pr\u00f3pria Petrobras, onde o debate interno sobre o ritmo das licita\u00e7\u00f5es \u00e9 uma realidade.\u00a0Os desafios enfrentados pela ind\u00fastria naval brasileira s\u00e3o muitos. Um deles \u00e9 a competi\u00e7\u00e3o entre a constru\u00e7\u00e3o local e o afretamento de navios.\u00a0A mentalidade de que o afretamento \u00e9 mais competitivo ainda prevalece, tornando essencial um esfor\u00e7o adicional para incentivar a produ\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p>No entanto, a Petrobras tem se comprometido a mudar esse cen\u00e1rio sob a lideran\u00e7a de Prates.\u00a0Em menos de um ano de administra\u00e7\u00e3o, a Petrobras anunciou planos para encomendar uma variedade de embarca\u00e7\u00f5es, equipamentos de plataforma e at\u00e9 mesmo o desmantelamento de plataformas antigas.<\/p>\n<p>Essas encomendas t\u00eam a ambi\u00e7\u00e3o de reerguer a ind\u00fastria naval, mas as li\u00e7\u00f5es do passado n\u00e3o podem ser ignoradas, quando obras inacabadas e pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial causaram preju\u00edzos \u00e0 sociedade.\u00a0Parte das encomendas divulgadas pela Petrobras n\u00e3o requer apoio federal.<\/p>\n<p>O diretor de Engenharia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Carlos Travassos, respons\u00e1vel pelas compras da empresa, estima que apenas as plataformas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo j\u00e1 aprovadas pela Petrobras resultariam em uma demanda de m\u00f3dulos superior \u00e0 registrada no \u00faltimo ciclo.\u00a0Assim, o otimismo paira sobre os estaleiros nacionais, que esperam processar 70 mil toneladas de a\u00e7o para a produ\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulos at\u00e9 2025, um aumento significativo em rela\u00e7\u00e3o ao pico de 60 mil atingido em 2014.<\/p>\n<h2>Companhia brasileira de petr\u00f3leo e g\u00e1s mira nas embarca\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 ind\u00fastria naval<\/h2>\n<p>A Petrobras tamb\u00e9m tem planos de contratar 38 embarca\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar, uma oportunidade que pode mobilizar estaleiros de menor porte.\u00a0Enquanto as regras atuais de conte\u00fado local j\u00e1 garantem a demanda no pa\u00eds em um dos casos, a lei brasileira d\u00e1 prefer\u00eancia \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de barcos de bandeira brasileira quando h\u00e1 competi\u00e7\u00e3o com estrangeiros.<\/p>\n<p>A\u00a0petroleira\u00a0iniciou um processo de desmantelamento de plataformas antigas, com a meta de vender 26 unidades at\u00e9 2027.\u00a0A primeira licita\u00e7\u00e3o foi conquistada pela sider\u00fargica Gerdau, que contratou o Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para o servi\u00e7o.\u00a0Nesse contexto, o foco \u00e9 o desmonte das plataformas, para reutilizar o a\u00e7o como sucata na produ\u00e7\u00e3o de vergalh\u00f5es e outros produtos similares, uma iniciativa que deve gerar empregos e impulsionar a economia local.<\/p>\n<p>Um dos pilares do plano de retomada da ind\u00fastria naval \u00e9 a encomenda de 25 navios pela Transpetro, no entanto, esta iniciativa permanece sujeita a debate tanto na estatal quanto no governo.\u00a0Com contratos avaliados em R$ 12,5 bilh\u00f5es, as licita\u00e7\u00f5es est\u00e3o programadas para iniciar em 2024.\u00a0A Transpetro j\u00e1 recebeu manifesta\u00e7\u00f5es de interesse de 16 estaleiros, incluindo alguns dos gigantes constru\u00eddos durante o governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, como o Rio Grande e o EAS (Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul) em Ipojuca (PE).<\/p>\n<p>No entanto, o presidente Prates enfatiza que a Petrobras n\u00e3o deve incluir todos os navios na pr\u00f3xima vers\u00e3o de seu plano quinquenal, que ser\u00e1 anunciado at\u00e9 o final deste ano.\u00a0A empresa continua a estudar a viabilidade dessas encomendas, reconhecendo que o desafio de revitalizar a ind\u00fastria naval brasileira \u00e9 um projeto complexo.<\/p>\n<p>Fonte: Petrosolgas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras planeja reviver a ind\u00fastria naval brasileira com uma s\u00e9rie de encomendas ambiciosas, incluindo navios, equipamentos de plataforma e o desmantelamento de plataformas 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