{"id":47954,"date":"2023-10-18T07:00:20","date_gmt":"2023-10-18T10:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=47954"},"modified":"2023-10-17T11:57:13","modified_gmt":"2023-10-17T14:57:13","slug":"europa-anuncia-construcao-de-ambicioso-projeto-do-maior-parque-eolico-offshore-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/europa-anuncia-construcao-de-ambicioso-projeto-do-maior-parque-eolico-offshore-do-mundo\/","title":{"rendered":"Europa anuncia constru\u00e7\u00e3o de ambicioso projeto do maior parque e\u00f3lico offshore do mundo"},"content":{"rendered":"<p>Em meio a crescente necessidade global de fontes de energia renov\u00e1veis, a Europa est\u00e1 dando um salto gigantesco na dire\u00e7\u00e3o certa, liderando a revolu\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica offshore. Com o lan\u00e7amento do maior parque e\u00f3lico offshore do mundo, o continente est\u00e1 definindo padr\u00f5es para o futuro da energia verde. Localizado na costa nordeste da Inglaterra, no cora\u00e7\u00e3o do Mar do Norte, o Dogger Bank promete fornecer eletricidade a at\u00e9 6 milh\u00f5es de casas anualmente quando estiver totalmente operacional.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-1\">\n<h2><strong>Dogger Bank em funcionamento<\/strong><\/h2>\n<p>O Reino Unido, um l\u00edder indiscut\u00edvel no setor de energia e\u00f3lica offshore, deu as boas-vindas ao Dogger Bank, anunciado como o maior parque e\u00f3lico offshore do mundo. Localizado no Mar do Norte, perto da costa nordeste da Inglaterra, o projeto est\u00e1 sendo constru\u00eddo em fases e, quando totalmente operacional, ter\u00e1 uma capacidade impressionante de 3,6 gigawatts.<\/p>\n<p>A magnitude deste projeto \u00e9 tamanha que poder\u00e1 abastecer at\u00e9 6 milh\u00f5es de resid\u00eancias anualmente. Uma quarta fase do projeto, Dogger Bank D, j\u00e1 est\u00e1 em discuss\u00e3o na Europa. O projeto \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o entre tr\u00eas gigantes do setor: SSE Renewables,\u00a0Equinor\u00a0e V\u00e5rgr\u00f8nn.<\/p>\n<h2><strong>Turbinas gigantes para o maior parque e\u00f3lico offshore do mundo<\/strong><\/h2>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o do maior parque e\u00f3lico offshore do mundo \u00e9 a turbina Haliade-X da GE Vernova. Com suas p\u00e1s massivas medindo 107 metros, essas turbinas representam a fronteira da inova\u00e7\u00e3o. A ideia central \u00e9 simples, mas poderosa, gerar mais eletricidade usando menos turbinas. O marco foi alcan\u00e7ado no dia 7 de outubro, quando a primeira turbina come\u00e7ou a girar, fornecendo energia \u00e0 rede nacional do Reino Unido.<\/p>\n<h2><strong>Europa como epicentro da energia e\u00f3lica offshore<\/strong><\/h2>\n<p>O Reino Unido, com seu\u00a0setor e\u00f3lico\u00a0bem estabelecido e geografia favor\u00e1vel, tornou-se um \u00edm\u00e3 para empresas de energia e\u00f3lica. Projetos como o Hornsea 2, uma instala\u00e7\u00e3o de 165 turbinas com capacidade de mais de 1,3 GW, j\u00e1 marcaram presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses europeus tamb\u00e9m est\u00e3o se movendo rapidamente para fortalecer sua capacidade e\u00f3lica offshore. A Dinamarca e a Alemanha, por exemplo, s\u00e3o l\u00edderes na \u00e1rea. No entanto, pa\u00edses como Let\u00f4nia e It\u00e1lia est\u00e3o buscando acelerar seus esfor\u00e7os e precisam do apoio da Uni\u00e3o Europeia para estimular o crescimento.<\/p>\n<p>Reconhecendo isso, a Presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um pacote europeu de energia e\u00f3lica, visando acelerar licen\u00e7as, melhorar os sistemas de leil\u00f5es e focar em financiamento e cadeias de abastecimento est\u00e1veis.<\/p>\n<h2><strong>A Noruega e as turbinas flutuantes<\/strong><\/h2>\n<p>Enquanto a maioria dos parques e\u00f3licos offshore na Europa s\u00e3o fixados no mar, a Noruega est\u00e1 explorando novas fronteiras com as turbinas flutuantes. O parque e\u00f3lico flutuante Hywind Tampen, planejado a cerca de 145 quil\u00f4metros da costa do Mar do Norte, poder\u00e1 ser um divisor de \u00e1guas, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel instalar turbinas em \u00e1guas profundas.<\/p>\n<h2><strong>Diferen\u00e7a entre um parque e\u00f3lico offshore e onshore<\/strong><\/h2>\n<p>Os\u00a0parques e\u00f3licos, tanto onshore (em terra) quanto offshore (no mar), s\u00e3o pilares essenciais na transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia renov\u00e1veis. Cada tipo, no entanto, possui suas particularidades, benef\u00edcios e desafios.<\/p>\n<h3><strong>Parque e\u00f3lico onshore<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Benef\u00edcios: S\u00e3o mais f\u00e1ceis e r\u00e1pidos de serem constru\u00eddos devido \u00e0 acessibilidade do terreno, costumam ser mais baratos em termos de instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Desafios: Os locais adequados em terra podem estar distantes dos centros de consumo, necessitando de extensas redes de transmiss\u00e3o. Tamb\u00e9m podem enfrentar resist\u00eancia de comunidades locais devido a preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e sonoras.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>Parque e\u00f3lico offshore<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Benef\u00edcios: Costumam ter ventos mais consistentes e fortes, levando a uma maior produ\u00e7\u00e3o de energia, est\u00e3o localizados mais pr\u00f3ximos de grandes centros urbanos, reduzindo custos de transmiss\u00e3o, os desafios est\u00e9ticos e sonoros s\u00e3o minimizados, j\u00e1 que est\u00e3o longe da vista e audi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Desafios: A instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais complexas e caras, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas adversas, tamb\u00e9m enfrentam desafios t\u00e9cnicos relacionados \u00e0 corros\u00e3o e log\u00edstica.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"code-block code-block-5\">\u00a0Fonte: Petrosolg\u00e1s<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a crescente necessidade global de fontes de energia renov\u00e1veis, a Europa est\u00e1 dando um salto gigantesco na dire\u00e7\u00e3o certa, liderando a revolu\u00e7\u00e3o da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":47956,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-47954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47957,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47954\/revisions\/47957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}