{"id":47495,"date":"2023-09-18T07:28:46","date_gmt":"2023-09-18T10:28:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=47495"},"modified":"2023-09-18T07:28:46","modified_gmt":"2023-09-18T10:28:46","slug":"submarino-tamoio-s-31-o-primeiro-a-ser-construido-no-brasil-acaba-de-ser-desativado-pela-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/submarino-tamoio-s-31-o-primeiro-a-ser-construido-no-brasil-acaba-de-ser-desativado-pela-marinha\/","title":{"rendered":"Submarino \u2018Tamoio\u2019 (S-31), o primeiro a ser constru\u00eddo no Brasil, acaba de ser desativado pela Marinha"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil est\u00e1 dando\u00a0adeus aos seus submarinos mais antigos, da classe Tupi. Depois dos Tapaj\u00f3s e do Timbira, chegou a vez do Submarino \u2018Tamoio\u2019 (S-31), o terceiro a ser descomissionado. O modelo ser\u00e1 desativado, desarmado e ficar\u00e1 sob a guarda do\u00a0Comando da\u00a0 For\u00e7a de Submarinos\u00a0at\u00e9 a destina\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que a Marinha comece o processo de venda do casco, o que deve ser iniciado com abertura de licita\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante destacar que o Submarino \u2018Tamoio\u2019 (S-31) foi incorporado em 1994, pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, com base em projetos da Alemanha.<\/p>\n<p>O modelo atua com 4 motores a diesel e quatro geradores el\u00e9tricos. Desta forma, possu\u00eda capacidade para descer a uma\u00a0profundidade de 250 metros e transportar 33 tripulantes por at\u00e9 50 dias submerso. Na superf\u00edcie, o submarino alcan\u00e7ava a velocidade m\u00e1xima de 20,4 km\/h. Debaixo d\u2019\u00e1gua, a velocidade m\u00e1xima \u00e9 um pouco maior, de 39,8 km\/h.<\/p>\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<p>O Submarino \u2018Tamoio\u2019 \u2013 S31 marcou uma realiza\u00e7\u00e3o nacional nos anos 90,\u00a0a incorpora\u00e7\u00e3o do primeiro submarino desenvolvido no Brasil, pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro\u00a0(AMRJ). O Tamoio da Marinha do Brasil tamb\u00e9m ser\u00e1 sempre lembrado pela grande fa\u00e7anha de ter afundado o porta-avi\u00f5es espanhol Pr\u00edncipe de Ast\u00farias, durante a\u00a0Opera\u00e7\u00e3o Linked Seas em 1997\u00a0com a OTAN, ao largo de Portugal, entrando na bolha de prote\u00e7\u00e3o de navios escola e aeronaves.<\/p>\n<p>O Submarino \u2018Tamoio\u2019 S-31 foi o terceiro navio e segundo submarino a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao povo ind\u00edgena Tamoio. O modelo teve sua quilha batida em 15 de julho de 1986, sendo lan\u00e7ado ao mar em 18 de novembro de 1996 no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) tendo como madrinha a Sra. Tatiana de Faro Orlando, neta do primeiro Comandante do primeiro Submarino Tamoyo. A cerim\u00f4nia, na \u00e9poca, foi presidida pelo Presidente da Rep\u00fablica Itamar Franco.<\/p>\n<h2 id=\"h-marinha-do-brasil-esta-renovando-sua-frota-com-navios-franceses\" class=\"wp-block-heading\">Marinha do Brasil est\u00e1 renovando sua frota com navios franceses<\/h2>\n<p>O primeiro Comandante do Submarino \u2018Tamoio\u2019 S-31 foi o Capit\u00e3o de Fragata Fl\u00e1vio de Moraes Leme e seu atual Comandante \u00e9 o Capit\u00e3o de Fragata Marcio Claudio Bomfim Oliveira. Atualmente, a Marinha est\u00e1 renovando sua frota com os navios franceses da Classe Scorpene, que est\u00e3o sendo desenvolvidos na NUCLEP e no Complexo Naval de Itagua\u00ed, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Dois dos quatro submarinos encomendados, o Humait\u00e1, que j\u00e1 foi incorporado, e o Riachuelo, que termina a fase de teste de mergulho, est\u00e3o prontos. Outros dois est\u00e3o ainda sendo desenvolvidos: o Tonelero e Angostura. Em seguida, ser\u00e1 a vez do primeiro submarino nuclear Brasileiro, que receber\u00e1 o nome de Almirante \u00c1lvaro Alberto.<\/p>\n<h2 id=\"h-qual-a-vida-util-de-um-submarino\" class=\"wp-block-heading\">Qual a vida \u00fatil de um submarino?<\/h2>\n<p>A quantidade e profundidade dos mergulhos de um submarino ao longo do tempo tamb\u00e9m t\u00eam uma influ\u00eancia importante sobre sua vida \u00fatil, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fadiga do casco resistente. A fadiga do casco acontece devido ao ciclo de carga repetitiva que o submarino experimenta durante os mergulhos e ressurg\u00eancias.<\/p>\n<p>Submarinos s\u00e3o desenvolvidos para operar em v\u00e1rias profundidades. Mergulhos mais profundos submetem o casco a press\u00f5es maiores.\u00a0Quanto maior a profundidade, maior o estresse sobre o casco.\u00a0Isso pode levar a uma fadiga mais r\u00e1pida dos materiais do casco.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mergulhos que um submarino faz ao longo de sua vida \u00fatil desempenha um papel essencial. Cada mergulho e ressurg\u00eancia coloca o casco sob estresse, mesmo que n\u00e3o seja t\u00e3o intenso quanto um mergulho profundo. Desta forma, submarinos que realizem um grande n\u00famero de mergulhos est\u00e3o sujeitos a uma fadiga mais r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Fonte: Click Petr\u00f3leo e G\u00e1s<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil est\u00e1 dando\u00a0adeus aos seus submarinos mais antigos, da classe Tupi. 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