{"id":4732,"date":"2014-04-07T09:08:46","date_gmt":"2014-04-07T12:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=4732"},"modified":"2014-04-07T09:08:46","modified_gmt":"2014-04-07T12:08:46","slug":"barco-solar-e-meio-sustentavel-de-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/barco-solar-e-meio-sustentavel-de-transporte\/","title":{"rendered":"Barco solar \u00e9 meio sustent\u00e1vel de transporte"},"content":{"rendered":"<p>O an\u00fancio feito na semana passada, 1\u00ba, pelo governo do estado da Bahia sobre a revitaliza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo de passageiros na regi\u00e3o metropolitana de Salvador abre espa\u00e7o para a reflex\u00e3o sobre as alternativas tecnol\u00f3gicas que podem ser utilizadas nos sistemas de propuls\u00e3o, ou motores, que ir\u00e3o movimentar estes barcos.<\/p>\n<p>Considerando que a maioria da frota baiana utiliza motores de combust\u00e3o movidos a \u00f3leo diesel, gostaria de fazer algumas considera\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao uso de tecnologias baseadas em combust\u00edveis f\u00f3sseis. Estudos apontam um grau de contamina\u00e7\u00e3o acima do normal na Ba\u00eda de Todos os Santos, sendo que elementos org\u00e2nicos (hidrocarbonetos) e metais diversos est\u00e3o entre os contaminantes encontrados. Este tipo de res\u00edduo \u00e9 devido a descargas de efluentes industriais e dom\u00e9sticos, extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, processos de gera\u00e7\u00e3o de energia, emiss\u00e3o veicular e atividades portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com o aumento de embarca\u00e7\u00f5es circulando na \u00e1rea, o grau de contamina\u00e7\u00e3o na Ba\u00eda de Todos os Santos pode sofrer uma eleva\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica. No caso de algumas embarca\u00e7\u00f5es do tipo ferry boat, alguns motores mais modernos usam um sistema bicombust\u00edvel que utiliza 70% de g\u00e1s natural e 30% de \u00f3leo diesel, o que permite uma diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel nas emiss\u00f5es. Como os barcos mais novos ficam mais r\u00e1pidos, naturalmente far\u00e3o um n\u00famero maior de viagens, aumentando a emiss\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\n<p><b>Redu\u00e7\u00e3o de danos<\/b><\/p>\n<p>Portanto \u00e9 preciso intensificar ainda mais a redu\u00e7\u00e3o de danos e considera\u00e7\u00f5es deste tipo devem ser feitas pelos gestores p\u00fablicos nas an\u00e1lises de riscos relacionadas \u00e0 expans\u00e3o do sistema de transportes mar\u00edtimo. Ignorar estas quest\u00f5es pode contribuir para a produ\u00e7\u00e3o de mais um passivo ambiental para a popula\u00e7\u00e3o da grande Salvador.<\/p>\n<p>Segundo uma nota t\u00e9cnica de maio de 2012 da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica, vinculada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia, a irradia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual no pa\u00eds varia entre 1.200 e 2.400 kWh\/m2 valores que s\u00e3o significativamente superiores \u00e0 maioria dos pa\u00edses europeus, os quais exploram em maior escala do que o Brasil este tipo de matriz energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>O estudo aponta ainda que a regi\u00e3o Nordeste apresenta os maiores valores de irradia\u00e7\u00e3o solar global, com a maior m\u00e9dia e a menor variabilidade anual entre as regi\u00f5es geogr\u00e1ficas com valores m\u00e1ximos na regi\u00e3o central do estado da Bahia (6,5 kWh\/m\u00b2\/dia). Estes dados s\u00e3o importantes para balizar uma escolha tecnol\u00f3gica, pois j\u00e1 que temos um dos maiores potenciais de insola\u00e7\u00e3o do mundo, a utiliza\u00e7\u00e3o de motores el\u00e9tricos movidos a energia solar seria a alternativa mais coerente para a frota de Salvador e de diversos munic\u00edpios do estado que s\u00e3o banhados pelo mar e por bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Estes motores s\u00e3o alimentados por pain\u00e9is fotovoltaicos que podem ser colocados em cima e nas laterais dos barcos, os quais contam com um banco de baterias para armazenar o excedente de energia nas horas de maior incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o utilizando depois em per\u00edodos chuvosos ou com muitas nuvens.<\/p>\n<p>Este tipo de tecnologia j\u00e1 \u00e9 utilizada para transporte hidrovi\u00e1rio de passageiros em v\u00e1rias partes do mundo e n\u00e3o produz emiss\u00e3o de poluentes, economizam com o gasto de combust\u00edveis e por serem motores bastante silenciosos, ajudam a diminuir o estresse dos animais no entorno de rios e mares.<\/p>\n<p>Desde 2009, uma competi\u00e7\u00e3o de barcos movidos a energia solar \u00e9 organizada em \u00e2mbito nacional pelo Polo N\u00e1utico da UFRJ, o Desafio Solar Brasil (DSB). As equipes que participam da competi\u00e7\u00e3o s\u00e3o oriundas de escolas da rede de educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e universidades.<\/p>\n<p>Apesar do pouco tempo de realiza\u00e7\u00e3o desta competi\u00e7\u00e3o, a mesma j\u00e1 produziu bons frutos, como por exemplo o Barco Solar Amaz\u00f4nia, que foi desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e visa fazer o transporte de estudantes em regi\u00f5es ribeirinhas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A ideia de constru\u00e7\u00e3o do barco surgiu a partir das participa\u00e7\u00f5es de equipes desta universidade no DSB e o projeto, especialmente pensado para as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e geogr\u00e1ficas da regi\u00e3o, foi financiado pelo MCTI e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). O modelo \u00e9 experimental, mas a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 exportar a ideia para outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fonte: A Tarde.com.br\/Ant\u00f4nio Arapiraca\/F\u00edsico e professor do CEFET\/MG com gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em F\u00edsica pela UFBA e doutorado em F\u00edsica pela UFMG\/ Ag\u00eancia Cultura e Ci\u00eancia\/Ufba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O an\u00fancio feito na semana passada, 1\u00ba, pelo governo do estado da Bahia sobre a revitaliza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo de passageiros na regi\u00e3o metropolitana de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3200,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-4732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4733,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4732\/revisions\/4733"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3200"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}