{"id":47159,"date":"2023-08-29T08:57:16","date_gmt":"2023-08-29T11:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=47159"},"modified":"2023-08-29T08:57:16","modified_gmt":"2023-08-29T11:57:16","slug":"fortalecer-producao-nacional-e-premissa-de-projetos-da-mb-diz-diretor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/fortalecer-producao-nacional-e-premissa-de-projetos-da-mb-diz-diretor\/","title":{"rendered":"Fortalecer produ\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 premissa de projetos da MB, diz diretor"},"content":{"rendered":"<p>Os programas de obten\u00e7\u00e3o de meios navais da Marinha do Brasil t\u00eam a orienta\u00e7\u00e3o de fortalecer a estrutura produtiva nacional. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor de gest\u00e3o de programas da Marinha do Brasil, vice-almirante Celso Mizutani Koga. Ele contou que o almirantado estabeleceu como premissa dos projetos tentar privilegiar a produ\u00e7\u00e3o nacional, a constru\u00e7\u00e3o em estaleiros no Brasil e aumentar os \u00edndices de conte\u00fado local. Koga citou o programa de fragatas classe Tamandar\u00e9 (PFCT), em andamento, que prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de quatro unidades no estaleiro Brasil Sul, em Itaja\u00ed (SC). O projeto prev\u00ea 30% de conte\u00fado local para a primeira fragata e 40% a partir das demais unidades.<\/p>\n<p>Ele disse que a for\u00e7a naval gostaria de alcan\u00e7ar \u00edndices de 60% a 70%, mas reconheceu que h\u00e1 desafios ligados \u00e0 transfer\u00eancia de tecnologia e \u00e0 atual capacidade da ind\u00fastria brasileira. A primeira fragata (F 200 Tamandar\u00e9) teve batimento de quilha em mar\u00e7o deste ano e est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o e testes. A previs\u00e3o \u00e9 que o navio militar seja lan\u00e7ado em 2024 e entregue at\u00e9 o final de 2025. As demais est\u00e3o previstas para 2027 (F 201 Jer\u00f4nimo de Albuquerque), 2028 (F 202 Cunha Moreira) e 2029 (F 203 Mariz e Barros).<\/p>\n<p>A principal dificuldade da ind\u00fastria brasileira para aumentar a participa\u00e7\u00e3o local nos projetos, no curto prazo, est\u00e1 relacionada \u00e0 parte de sensores e armamentos. &#8220;A maior dificuldade para aumentar o \u00edndice de conte\u00fado local \u00e9 o desenvolvimento desse tipo de sensores e armamentos, mas temos confian\u00e7a de que podemos melhorar bastante esse conte\u00fado local&#8221;, disse Koga, durante painel da 17\u00aa Navalshore, na semana passada.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, segundo o diretor, \u00e9 que a base industrial de defesa \u00e9 incipiente, mas vem melhorando bastante, com investimentos em pesquisa em \u00e1reas como drones e radares, por exemplo. &#8220;Essa tem sido uma preocupa\u00e7\u00e3o. Apesar da alta complexidade, da resist\u00eancia \u00e0 transfer\u00eancia de tecnologia, \u00e9 sempre importante aumentar o \u00edndice de conte\u00fado local&#8221;, analisou. Koga destacou que existem 39 empresas envolvidas com o PFCT que est\u00e3o localizadas principalmente nas regi\u00f5es Sul e Sudeste.<\/p>\n<p>Outra espera da ind\u00fastria naval e da base industrial de defesa \u00e9 o programa de obten\u00e7\u00e3o de navios patrulha (Pronapa), que prev\u00ea o modelo NPaOc-BR, de 1.800 toneladas, e o NPa 500-BR (500 toneladas), semelhantes aos navios das classes Amazonas e Maca\u00e9, respectivamente. Koga explicou que o NPa 500 ser\u00e1 um navio um pouco maior que o da classe Maca\u00e9 e ter\u00e1 maior deslocamento, maior autonomia e outros avan\u00e7os nas caracter\u00edsticas do navio.<\/p>\n<p>O navio-patrulha de 500 toneladas faz parte do programa de constru\u00e7\u00e3o naval de longo prazo (PCNLP) desenvolvido pela Marinha e pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e inclu\u00eddo no novo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), do governo federal. H\u00e1 ainda avalia\u00e7\u00f5es sobre a adapta\u00e7\u00e3o do NPa 500MB em NCMM, para atuar como navio-m\u00e3e em opera\u00e7\u00f5es de contramedidas de minagem. O detalhamento ser\u00e1 feito pelo centro de projeto de sistemas navais.<\/p>\n<p>O diretor acrescentou que o NPa\u00a0<em>Mangaratiba<\/em>\u00a0segue em constru\u00e7\u00e3o no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ). \u201cEstamos prevendo a instala\u00e7\u00e3o de sistemas de comando e controle\u00a0<em>[SisC2Geo (SCT)]<\/em>\u00a0desenvolvidos pelo instituto de pesquisas da Marinha do Brasil (IPqM) no\u00a0<em>Mangaratiba<\/em>. Temos quantidade de sensores e armamentos a serem adquiridos para o NPa 500 que ser\u00e3o licitados. Estamos aguardando os valores or\u00e7amentados nos pr\u00f3ximos anos, para dar in\u00edcio ao programa de obten\u00e7\u00e3o dos navios-patrulha\u201d, afirmou Koga.<\/p>\n<p><strong>PAC<br \/>\n<\/strong>O novo PAC tem listados R$ 53 bilh\u00f5es para a ind\u00fastria de defesa, sendo R$ 27,8 bilh\u00f5es entre 2023 e 2026 e outros R$ 25 bilh\u00f5es ap\u00f3s esse per\u00edodo. Desse montante, 6 projetos s\u00e3o relativos \u00e0 pesquisa, desenvolvimento e aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de grande porte para a Marinha, que somam R$ 20,6 bilh\u00f5es. Entre os projetos da for\u00e7a naval, destaque para o Prosub, com a constru\u00e7\u00e3o de 3 das 4 unidades de propuls\u00e3o convencional diesel-el\u00e9trica restantes, e a constru\u00e7\u00e3o do submarino de propuls\u00e3o nuclear, bem como o programa nuclear da Marinha, que prev\u00ea combust\u00edvel para este submarino e demais aplica\u00e7\u00f5es. O programa tamb\u00e9m incluiu a constru\u00e7\u00e3o das 4 fragatas classe Tamandar\u00e9 (PFCT) e de 11 navios-patrulha (Pronapa).<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os programas de obten\u00e7\u00e3o de meios navais da Marinha do Brasil t\u00eam a orienta\u00e7\u00e3o de fortalecer a estrutura produtiva nacional. 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