{"id":47114,"date":"2023-08-25T09:03:09","date_gmt":"2023-08-25T12:03:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=47114"},"modified":"2023-08-25T09:03:09","modified_gmt":"2023-08-25T12:03:09","slug":"reducao-das-emissoes-foi-tema-do-segundo-dia-da-navalshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/reducao-das-emissoes-foi-tema-do-segundo-dia-da-navalshore\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es foi tema do segundo dia da Navalshore"},"content":{"rendered":"<p>O desafio imposto ao setor do transporte mar\u00edtimo, de reduzir drasticamente as emiss\u00f5es de gases poluentes para atingir as metas definidas pelo IMO (International Maritime Organization), foi tema do F\u00f3rum Reino Unido &amp; Brasil: Tecnologias para Descarboniza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima e E\u00f3lica Offshore, evento que comp\u00f4s a programa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sobre a ind\u00fastria naval no segundo dia da 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Navalshore &#8211; Feira e Confer\u00eancia da Ind\u00fastria Mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Com curadoria do British Consulate-General Rio de Janeiro, o f\u00f3rum promoveu o debate entre empresas que participam do evento e que est\u00e3o dedicadas ao desenvolvimento de tecnologia que viabilizem a descarboniza\u00e7\u00e3o, melhorando a efici\u00eancia e performance das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO caminho para o setor mar\u00edtimo n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil, porque as regulamenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o duras e exigem agilidade da ind\u00fastria naval para se adaptarem. As solu\u00e7\u00f5es devem ser plurais e colaborativas\u201d, avaliou o gerente geral de Desenvolvimento de Neg\u00f3cios de Descarboniza\u00e7\u00e3o &#8211; Americas da W\u00e4rtsil\u00e4, empresa de origem finlandesa que desenvolve solu\u00e7\u00f5es para as ind\u00fastrias mar\u00edtimas e offshore, Lucas Correa. A empresa participa com outros grandes players como Ra\u00edzen, CBO, Norsul, Ocyan e Hidrovias do Brasil, do Path To NetZero, iniciativa em prol da descarboniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria mar\u00edtima e offshore no Brasil.<\/p>\n<p>Correa detalhou dois dos focos de aten\u00e7\u00e3o da empresa no desenvolvimento de Energy Savings Technologies (Tecnologias para Economia de Energia, em tradu\u00e7\u00e3o livre): o sistema de lubrifica\u00e7\u00e3o a ar, pelo qual compressores injetam bolhas de ar no casco do navio que melhoram a performance da embarca\u00e7\u00e3o, com benef\u00edcios tais como redu\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel e CO2. &#8220;O sistema \u00e9 muito interessante porque \u00e9 poss\u00edvel implementar de forma f\u00e1cil em uma embarca\u00e7\u00e3o que j\u00e1 esteja operando. Alguns armadores conseguem at\u00e9 10% de savings. A VALE, no seu programa Eco Shipping, apostou nesta solu\u00e7\u00e3o. MSC, Grimaldi tamb\u00e9m aderiram&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>A outra solu\u00e7\u00e3o mencionada por Correa s\u00e3o os Rotar Sails, rotores que funcionam por interm\u00e9dio de uma diferen\u00e7a de press\u00e3o do vento, o efeito magno, que promove um ganho de efici\u00eancia da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 o gerente de Projetos Navais, da Belov: Engenharia Portu\u00e1ria, Subaqu\u00e1tica e Offshore, Marcos Campos Parahyba, contou sobre os projetos de constru\u00e7\u00e3o de navios h\u00edbridos e como a eletrifica\u00e7\u00e3o no transporte mar\u00edtimo j\u00e1 \u00e9 uma realidade no Brasil. A empresa entregou recentemente duas embarca\u00e7\u00f5es h\u00edbridas para a companhia Hidrovias do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cA hibridiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho para a eletrifica\u00e7\u00e3o da propuls\u00e3o mar\u00edtima e permite a flexibilidade de trabalhar em v\u00e1rios perfis operacionais. Diesel el\u00e9trico, totalmente el\u00e9trico ou h\u00edbrido. Existem muitos desafios, como a capilaridade do abastecimento, a baixa densidade energ\u00e9tica, o descarte de baterias (vida \u00fatil de 10 anos e reaproveitamento) e o alto custo de implementa\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 como superar essas quest\u00f5es com o ganho de escala \u00e0 medida que a op\u00e7\u00e3o el\u00e9trica ou h\u00edbrida passar a ser aceita pelo mercado\u201d, acredita ele.<\/p>\n<p>Os caminhos para superar os desafios, segundo ele, envolvem uma profunda compreens\u00e3o sobre o perfil operacional da embarca\u00e7\u00e3o e da empresa, a implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para abastecimento e a capacita\u00e7\u00e3o de pessoal. \u201cAl\u00e9m disso, precisamos de baterias mais eficientes, mais leves e compactas. De 2008 para c\u00e1, uma bateria de \u00edon\/l\u00edtio melhorou enormemente, mas quando pensamos em densidade energ\u00e9tica ainda estamos muito abaixo do etanol\u201d, avalia, acrescentando que o hibridismo no transporte mar\u00edtimo \u00e9 ideal para a navega\u00e7\u00e3o em curta dist\u00e2ncias (ferry boats), opera\u00e7\u00e3o com ciclos curtos (tur\u00edstica, esporte e de recreio) e \u00e9 ideal para embarca\u00e7\u00f5es com varia\u00e7\u00f5es de pot\u00eancia (empurradores, rebocadores).<\/p>\n<p>O consultor s\u00eanior da Transpetro, Diego Chaves Savelli, acrescentou que \u00e9 preciso encontrar solu\u00e7\u00f5es que possam ser incorporadas \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es em servi\u00e7o, evitando a docagem. \u201cPara as embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, buscam-se tecnologias com baixo Capex, que demandem menor complexidade de instala\u00e7\u00f5es, com instala\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o, e redu\u00e7\u00f5es marginais de consumo\/ emiss\u00f5es. \u201cN\u00e3o existe bala de prata para atingir as metas da IMO. \u00c9 o conjunto de interven\u00e7\u00f5es e a somat\u00f3ria de pequenos resultados\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Neg\u00f3cios &#8211; A tem\u00e1tica da sustentabilidade e da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases poluentes \u00e9 estrat\u00e9gica e, entre as mais de 90 empresas que participam do evento, as solu\u00e7\u00f5es expostas envolvem toda a cadeia da ind\u00fastria naval e s\u00e3o foco de interesse dos visitantes da Navalshore. &#8220;O volume e a qualifica\u00e7\u00e3o da visita\u00e7\u00e3o, tanto no primeiro dia como hoje, tem surpreendido as empresas expositoras&#8221;, revela o diretor da Navalshore, Marcos Godoy Perez. &#8220;\u00c9 evidente que toda a cadeia da ind\u00fastria naval est\u00e1 comprometida com o desenvolvimento de tecnologias que minimizem o impacto do transporte mar\u00edtimo no meio ambiente e por isso organizamos este grande encontro do setor, que viabiliza o desenvolvimento tecnol\u00f3gico de todo o mercado&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A Navalshore tem os patroc\u00ednios Master da Transpetro e Platina da Internacional AkzoNobel e, nesta edi\u00e7\u00e3o, reuniu um grupo de mais de 90 marcas expositoras. Confira algumas das novidades que as empresas trouxeram:<\/p>\n<p>Barcos n\u00e3o tripulados &#8211; Um dos servi\u00e7os oferecidos pela TideWise, empresa 100% nacional que participa da Navalshore \u00e9 a caracteriza\u00e7\u00e3o de ambientes marinhos, portu\u00e1rios ou fluviais, com o emprego de sistemas rob\u00f3ticos inteligentes. Uma das solu\u00e7\u00f5es, o USV Tupan conta com a integra\u00e7\u00e3o de sensores como o LiDAR e sistemas de ecobat\u00edmetros multifeixe que permitem coletar dados robustos acima e abaixo da linha d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<p>O USV \u00e9 equipado com sistemas rob\u00f3ticos e drones a\u00e9reos e subaqu\u00e1ticos que possibilitam realizar uma ampla inspe\u00e7\u00e3o mar\u00edtima controlada da central de comando no escrit\u00f3rio da empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Realizamos servi\u00e7os com uma embarca\u00e7\u00e3o de apenas cinco metros, ao inv\u00e9s das embarca\u00e7\u00f5es de 30 a 40m utilizadas normalmente e que consomem mais combust\u00edvel. Nosso USV utiliza dois motores el\u00e9tricos e um motor a diesel para alimentar as baterias el\u00e9tricas do barco. Isso resulta em servi\u00e7os mais leves e sustent\u00e1veis&#8221;, explicou o CFO da empresa, Rafael Franco.<\/p>\n<p>Economia azul &#8211; Criado em 2019, o Cluster Tecnol\u00f3gico Naval do Rio de Janeiro \u00e9 uma iniciativa das empresas EMGEPRON, NUCLEP, AMAZUL e CONDOR. A associa\u00e7\u00e3o participa da 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Navalshore, com 12 empresas em seus tr\u00eas estandes. O secret\u00e1rio executivo do cluster, Jo\u00e3o Lessa, afirmou que a presen\u00e7a no evento \u00e9 fundamental para a estrat\u00e9gia de impulsionamento de neg\u00f3cios locais no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Tivemos um aumento no n\u00famero de associados desde a nossa participa\u00e7\u00e3o na Navalshore, no ano passado, que se reflete no crescimento do nosso espa\u00e7o na feira. Tamb\u00e9m estamos acompanhando atentamente as confer\u00eancias, especialmente as que abordam o descomissionamento a curto e m\u00e9dio prazos, de suma import\u00e2ncia para o setor&#8221;, disse o executivo.<\/p>\n<p>O Cluster &#8211; que saltou de quatro empresas em 2021 para 84 em 20203 &#8211; tem como foco a promo\u00e7\u00e3o do mercado interno, capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e tecnologia, valoriza\u00e7\u00e3o do mercado local e encadeamento produtivo entre pequenas, m\u00e9dias e grandes empresas. Al\u00e9m disso, busca-se mobilizar as sete cidades no entorno da Ba\u00eda de Guanabara (Rio, Niter\u00f3i, Mag\u00e9, Duque de Caxias, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Guapimirim e Itabora\u00ed), com o Estado do Rio e a Uni\u00e3o, para criar mecanismos e possibilitar a\u00e7\u00f5es em prol do desenvolvimento da ind\u00fastria mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Import\u00e2ncia institucional &#8211; Considerado um dos mais modernos estaleiros do pa\u00eds, o Estaleiro Rio Maguari \u00e9, j\u00e1 h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, refer\u00eancia em constru\u00e7\u00e3o naval na Amaz\u00f4nia e tem profundas liga\u00e7\u00f5es com o desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o. Por isso, seu diretor comercial, F\u00e1bio Vasconcellos, considera a participa\u00e7\u00e3o da empresa no Navalshore como de grande import\u00e2ncia estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Localizado no distrito de Icoaraci, em Bel\u00e9m, a empresa atua com alto \u00edndice de automa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de estruturas met\u00e1licas e caldeirarias navais, destacando-se como moderno estaleiro da Amaz\u00f4nia. Al\u00e9m disso, atua na fabrica\u00e7\u00e3o de balsas e empurradores.<\/p>\n<p>Vasconcelos, que tamb\u00e9m \u00e9 vice-presidente do SINAVAL e diretor da ABANI(Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento da Navega\u00e7\u00e3o Interior), afirmou que acompanha de perto as pol\u00edticas p\u00fablicas para melhorias nas hidrovias, a seguran\u00e7a p\u00fablica nos rios, bem como abrir novas frentes de fomento e de aprimoramento da m\u00e3o de obra do setor.<\/p>\n<p>Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; O 5G e a intelig\u00eancia artificial (IA) tamb\u00e9m est\u00e3o ganhando grande espa\u00e7o entre as tecnologias de ponta para os equipamentos de telecomunica\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. A Mareste apresenta alguns desses equipamentos em seu estande na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o da feira Navalshore.<\/p>\n<p>Os sistemas de telecomunica\u00e7\u00e3o via sat\u00e9lite de baixo custo e alta performance e o sistema integrado de telemetria o IoT (internet das coisas) para navega\u00e7\u00e3o chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos visitantes. Dados como rota\u00e7\u00e3o dos motores propulsores, temperatura do motor, press\u00e3o do \u00f3leo, velocidade da embarca\u00e7\u00e3o s\u00e3o coletados em tempo real e transmitidos para processamento em um sistema de IA.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desafio imposto ao setor do transporte mar\u00edtimo, de reduzir drasticamente as emiss\u00f5es de gases poluentes para atingir as metas definidas pelo IMO (International Maritime&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":47115,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-47114","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47114"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47116,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47114\/revisions\/47116"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}