{"id":46857,"date":"2023-08-10T02:08:52","date_gmt":"2023-08-10T05:08:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=46857"},"modified":"2023-08-10T02:08:52","modified_gmt":"2023-08-10T05:08:52","slug":"o-acordo-de-transporte-fluvial-pela-hidrovia-paraguai-parana-versus-a-taxacao-promovida-pela-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/o-acordo-de-transporte-fluvial-pela-hidrovia-paraguai-parana-versus-a-taxacao-promovida-pela-argentina\/","title":{"rendered":"O acordo de transporte fluvial pela hidrovia Paraguai-Paran\u00e1 versus a taxa\u00e7\u00e3o promovida pela Argentina"},"content":{"rendered":"<p>Salta aos olhos e chama a aten\u00e7\u00e3o da comunidade mar\u00edtima o incidente criado pelo governo argentino ao taxar embarca\u00e7\u00f5es que empreendem navega\u00e7\u00e3o no trecho Santa F\u00e9 &#8211; Conflu\u00eancia (hidrovia Paraguai-Paran\u00e1). A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Desenvolvimento da Navega\u00e7\u00e3o Interior (Abani) encaminhou \u00e0s autoridades brasileiras um pedido de provid\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pelo governo argentino.<\/p>\n<p>A empresa brasileira de navega\u00e7\u00e3o Hidrovias do Brasil, no \u00faltimo dia 04\/08, efetuou pagamento para liberar as embarca\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o (indevidamente) embargadas. A empresa brasileira arcou com o valor, mas n\u00e3o deixou de protestar contra o pagamento e, seguramente, levar\u00e1 a contenda \u00e0s inst\u00e2ncias pertinentes, inclusive buscando as medidas judiciais necess\u00e1rias para frear as ilegalidades perpetradas pelas autoridades argentinas.<\/p>\n<p>Com a devida v\u00eania \u00e0 na\u00e7\u00e3o coirm\u00e3, o protesto da EBN tem fundamento, dado que claramente vilipendiado o Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai-Paran\u00e1. A taxa\u00e7\u00e3o envidada pelo governo argentino malfere pilares fundamentais do indigitado acordo, sobretudo a liberdade de navega\u00e7\u00e3o e veda\u00e7\u00e3o \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de qualquer gravame ou tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"beacon_e6f0368a58\"><\/div>\n<p>Art. 4\u00ba &#8211; Os pa\u00edses signat\u00e1rios reconhecem-se reciprocamente a liberdade de navega\u00e7\u00e3o em toda a Hidrovia das embarca\u00e7\u00f5es de suas respectivas bandeiras, bem como a navega\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es de terceiras bandeiras.<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba &#8211; Sem pr\u00e9vio acordo dos pa\u00edses signat\u00e1rios, n\u00e3o se poder\u00e1 estabelecer nenhum imposto, gravame, tributo ou direito sobre o transporte, as embarca\u00e7\u00f5es ou suas cargas, baseado unicamente no fato da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios da ampla liberdade de navega\u00e7\u00e3o e da veda\u00e7\u00e3o a qualquer tributa\u00e7\u00e3o ou gravame entre as na\u00e7\u00f5es signat\u00e1rias s\u00e3o expl\u00edcitos no diploma internacional e n\u00e3o deixam qualquer frincha para d\u00favida. A norma vige entre os pa\u00edses aderentes ao acordo e, no que concerne \u00e0 Rep\u00fablica Argentina, foi internalizada pela Ley 24.385\/1994:<\/p>\n<p>Articulo 1\u00ba \u2014 Apru\u00e9base el acuerdo de transporte fluvial por la hidrovia Paraguay-Parana (Puerto de Caceres-Puerto de Nueva Palmira) suscripto entre la Republica Argentina, la Republica de Bolivia, la Republica Federativa del Brasil, la Republica del Paraguay y la Republica Oriental del Uruguay, en el Valle de Las Le\u00f1as, Departamento de Malargue, Provincia de Mendoza, el 26 de junio de 1992, que consta de quince (15) cap\u00edtulos, treinta y seis (36) art\u00edculos y seis (6) Protocolos Adicionales, cuya fotocopia autenticada forma parte de la presente ley.<\/p>\n<p>No Brasil, o normativo ingressou no ordenamento jur\u00eddico por meio do Decreto n\u00ba 2.716\/1998.<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba O Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai-Paran\u00e1 (Porto de C\u00e1ceres\/Porto de Nova Palmira), bem como seus Protocolos Adicionais, entre Brasil, Argentina, Bol\u00edvia, Paraguai e Uruguai, apensos por c\u00f3pia ao presente Decreto, ser\u00e3o executados e cumpridos t\u00e3o inteiramente como neles se cont\u00e9m.<\/p>\n<p>O caminho trilhado pelas autoridades argentinas exigindo US$ 1,47 por tonelada macula o disposto na norma, tendo o cond\u00e3o de n\u00e3o apenas desarmonizar as rela\u00e7\u00f5es entre as na\u00e7\u00f5es envolvidas no pacto internacional, mas tamb\u00e9m impingir inseguran\u00e7a \u00e0queles que investem nas empresas que operam na regi\u00e3o ocasionando preju\u00edzo imensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito do pr\u00f3prio acordo, e sem preju\u00edzo de outras medidas para ceifar a flagrante ilegalidade imposta pelo governo argentino, cumpre o r\u00e1pido acionamento do mecanismo de solu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias previsto no artigo 26 do diploma em tela, determinando que \u201cas controv\u00e9rsias que surgirem por motivo da interpreta\u00e7\u00e3o, aplica\u00e7\u00e3o ou descumprimento das disposi\u00e7\u00f5es do presente acordo (&#8230;) ser\u00e3o submetidas ao procedimento do Protocolo sobre Solu\u00e7\u00e3o de Controv\u00e9rsias (&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salta aos olhos e chama a aten\u00e7\u00e3o da comunidade mar\u00edtima o incidente criado pelo governo argentino ao taxar embarca\u00e7\u00f5es que empreendem navega\u00e7\u00e3o no trecho Santa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":46858,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-46857","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46857"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46857\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46859,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46857\/revisions\/46859"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}