{"id":46826,"date":"2023-08-09T00:26:34","date_gmt":"2023-08-09T03:26:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=46826"},"modified":"2023-08-09T00:26:34","modified_gmt":"2023-08-09T03:26:34","slug":"maua-aposta-no-subsea-e-na-oferta-de-servicos-para-offshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/maua-aposta-no-subsea-e-na-oferta-de-servicos-para-offshore\/","title":{"rendered":"Mau\u00e1 aposta no subsea e na oferta de servi\u00e7os para offshore"},"content":{"rendered":"<p>O Estaleiro Mau\u00e1 (RJ) acredita em futuras oportunidades para constru\u00e7\u00e3o de estruturas subsea e no aumento da procura das instala\u00e7\u00f5es em Niter\u00f3i para uso como base de apoio log\u00edstico e offshore. As principais demandas atualmente s\u00e3o reparos e upgrade de embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo e plataformas. O diretor comercial do Mau\u00e1, Arialdo F\u00e9lix, destacou que, recentemente, o estaleiro se qualificou com uma s\u00e9rie de empresas para servi\u00e7os de estruturas subsea e que houve a libera\u00e7\u00e3o do ber\u00e7o 1.1 para ampliar a capacidade de atraca\u00e7\u00e3o do complexo industrial e portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Uma oportunidade identificada no mercado subsea \u00e9 a montagem de sistemas manifolds na \u00e1rea coberta do estaleiro. F\u00e9lix tamb\u00e9m disse que a demanda dos armadores de apoio mar\u00edtimo por docagem \u00e9 cont\u00ednua. A dire\u00e7\u00e3o do Mau\u00e1 observa um volume crescente de embarca\u00e7\u00f5es que estavam ociosas sendo colocadas novamente em opera\u00e7\u00e3o. \u201cSentimos que o mercado de PSVs (transporte de suprimentos) e AHTS (manuseio de \u00e2ncoras) est\u00e1 de novo colocando a frota em opera\u00e7\u00e3o. Muitos em\u00a0<em>lay up<\/em> come\u00e7ando a se preparar para contratos que est\u00e3o vindo\u201d, contou F\u00e9lix.<\/p>\n<p>O diretor acrescentou que o complexo conta com retro\u00e1rea e cais para receber embarca\u00e7\u00f5es, desde PLSVs (lan\u00e7amento de linhas) at\u00e9 FPSOs. F\u00e9lix mencionou que empresas como a Wilson Sons Ultratug, Subsea7, TechnipFMC, Maersk, Chouest e CBO realizaram modifica\u00e7\u00f5es em embarca\u00e7\u00f5es\u00a0do estaleiro de Niter\u00f3i ou utilizaram as instala\u00e7\u00f5es como base de apoio. O diretor salientou que o Mau\u00e1 atingiu um expertise nesse que \u00e9 um servi\u00e7o bastante especializado e que n\u00e3o \u00e9 simples, mesmo para grupos verticalizados, que possuem estaleiros, muitas vezes, mais voltados para reparos emergenciais e constru\u00e7\u00f5es. \u201cO Mau\u00e1 se tornou refer\u00eancia em modifica\u00e7\u00e3o e upgrade no mercado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O estaleiro conta com um efetivo de aproximadamente 1.000 pessoas. F\u00e9lix disse que a quantidade de profissionais \u00e9 suficiente para atender \u00e0 demanda atual. Al\u00e9m dos reparos, o Mau\u00e1 recebe demandas log\u00edsticas. Mas, no momento, n\u00e3o tem em carteira projetos de constru\u00e7\u00e3o, nem de integra\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulos. O diretor garante que o estaleiro est\u00e1 preparado para qualquer tipo de segmento da ind\u00fastria, seja constru\u00e7\u00e3o naval, base de apoio, reparo ou upgrade.<\/p>\n<p>\u201cO Mau\u00e1 j\u00e1 construiu embarca\u00e7\u00f5es ao longo da sua hist\u00f3ria. Durante um momento ficou muito mais voltado para offshore, mas n\u00e3o perdeu a caracter\u00edstica de tamb\u00e9m poder fazer constru\u00e7\u00e3o naval. Temos capacidade at\u00e9 de demanda emergencial. A velocidade de resposta \u00e9 grande\u201d, afirmou. O diretor destacou que o estaleiro tem uma localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para o recebimento de embarca\u00e7\u00f5es, pr\u00f3xima da entrada da Ba\u00eda de Guanabara e sem problemas de calado a\u00e9reo porque fica antes da Ponte Rio-Niter\u00f3i, al\u00e9m de estar instalado no ber\u00e7o da ind\u00fastria naval brasileira, com capacidade de m\u00e3o de obra no local e acesso a empresas do setor em Niter\u00f3i.<\/p>\n<p><strong>Descomissionamento<\/strong><br \/>\nF\u00e9lix disse que o Estaleiro Mau\u00e1 tamb\u00e9m tem condi\u00e7\u00e3o de atender demandas futuras de descomissionamento, pois conta com calado para embarca\u00e7\u00f5es de grande porte e certifica\u00e7\u00f5es (ISO 9001 e 14.001). O estaleiro est\u00e1 em processo de obten\u00e7\u00e3o da ISO 37.001. \u201cEstamos nos preparando para qualquer demanda que aparecer, a n\u00e3o ser que tenha restri\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Ele explicou que na recente concorr\u00eancia para o descomissionamento da P-32, prevista para ser feita em Rio Grande (RS), as especifica\u00e7\u00f5es para essa FPSO acabaram limitando a poucos diques no Brasil com capacidade de fazer esse servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Ele ponderou que o Mau\u00e1 tem estrutura e vem conversando com parceiros a fim de receber outras embarca\u00e7\u00f5es ou plataformas, dependendo das restri\u00e7\u00f5es. F\u00e9lix explicou que, para reparos, h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es para recebimento de embarca\u00e7\u00f5es de longo curso, mas que tem havido consultas sobre reparos para alguns navios de cabotagem no dique seco, cujo limite \u00e9 de 22,5 metros de boca. \u201cNo passado, n\u00e3o v\u00edamos. Mas hoje vemos clientes n\u00e3o s\u00f3 da \u00e1rea offshore tamb\u00e9m nos procurando\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Navalshore 2023<\/strong><br \/>\nPara o diretor comercial do Estaleiro Mau\u00e1, a Navalshore 2023 ser\u00e1 diferente da edi\u00e7\u00e3o do ano passado, que foi a primeira ap\u00f3s o per\u00edodo de pandemia. Ele acredita que ser\u00e1 um evento em que os participantes devem dialogar mais sobre projetos e neg\u00f3cios. &#8220;Essa feira ser\u00e1 mais para falar mais sobre neg\u00f3cios do que a \u00faltima, que foi de reencontro. Agora \u00e9 arrega\u00e7ar as mangas, uma feira para olhar para o futuro (&#8230;) A feira do ano passado tinha muita gente em busca de oportunidades e, ao longo desse ano, muitas pessoas se recolocaram. Vai ter menos gente buscando emprego e mais gente buscando neg\u00f3cios. \u00c9 a percep\u00e7\u00e3o que tenho\u201d, comentou.<\/p>\n<p>F\u00e9lix avalia ainda que a participa\u00e7\u00e3o recorde de brasileiros na feira OTC Houston, em maio deste ano nos Estados Unidos, j\u00e1 foi uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o Brasil estava voltando ao cen\u00e1rio offshore a n\u00edvel internacional. O Estaleiro Mau\u00e1 j\u00e1 percebe a necessidade de mais m\u00e3o de obra qualificada, por conta do gap dos \u00faltimos anos, fez com que muitos trabalhadores desempregados procurassem empregos em outras atividades por falta de oportunidade na ind\u00fastria naval.<\/p>\n<p>O diretor relatou que a demanda por forma\u00e7\u00e3o \u00e9 grande porque existem empresas buscando profissionais prontos no mercado e que, quando um estaleiro tem qualquer demanda relevante, precisa de 500 a 1.000 pessoas, em m\u00e9dia. \u201cSempre tivemos no Mau\u00e1 escola de soldadores, estagi\u00e1rios (&#8230;) e, hoje, estamos com um programa forte de incentivo a novos talentos. Estamos tendo que preparar a m\u00e3o de obra\u201d.<\/p>\n<p>Ele salientou que a demanda da ind\u00fastria naval arrasta muitos outros segmentos e que cada emprego na ind\u00fastria naval gera mais 4 ou 5 indiretos. F\u00e9lix acredita que o setor, como um todo, tem capacidade de atender o que vier pela frente. \u201cNossa ind\u00fastria tem capacidade para atender o que vem por a\u00ed. N\u00e3o precisa ningu\u00e9m ter medo que n\u00e3o vamos\u00a0<em>[constru\u00e7\u00e3o naval]<\/em>\u00a0conseguir atender. J\u00e1 passamos por momentos similares\u201d, ressaltou F\u00e9lix.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estaleiro Mau\u00e1 (RJ) acredita em futuras oportunidades para constru\u00e7\u00e3o de estruturas subsea e no aumento da procura das instala\u00e7\u00f5es em Niter\u00f3i para uso como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":46827,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-46826","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46826"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46828,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46826\/revisions\/46828"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}