{"id":46798,"date":"2023-08-07T09:37:07","date_gmt":"2023-08-07T12:37:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=46798"},"modified":"2023-08-07T09:37:07","modified_gmt":"2023-08-07T12:37:07","slug":"como-os-oceanos-podem-ser-recuperados-apos-todo-o-estrago-causado-pela-acao-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/como-os-oceanos-podem-ser-recuperados-apos-todo-o-estrago-causado-pela-acao-humana\/","title":{"rendered":"Como os oceanos podem ser recuperados ap\u00f3s todo o estrago causado pela a\u00e7\u00e3o humana"},"content":{"rendered":"<p>O professor de ci\u00eancias marinhas Stephen Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, observava o azul do mar profundo com a misteriosa sensa\u00e7\u00e3o de que algo estava errado.<\/p>\n<p>Palumbi participava de uma expedi\u00e7\u00e3o no ver\u00e3o de 2016, mergulhando no Pac\u00edfico Central para verificar o estado de um obscuro trecho de recife.<\/p>\n<p>O que ele e seus colegas pesquisadores encontraram foi um mundo esquecido, com surpreendente abund\u00e2ncia de vida marinha. Havia cardumes de peixes-papagaio nadando, jardins de corais em crescimento, peixes-napole\u00e3o do tamanho de beb\u00eas rinocerontes&#8230; e tubar\u00f5es \u2013 muitos tubar\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas havia tamb\u00e9m uma atmosfera incomum \u2013 estranhas indica\u00e7\u00f5es espalhadas de que aquele era um lugar diferente.<\/p>\n<p>\u201cSempre que voc\u00ea se virava, havia algo estranho acontecendo\u201d, relembra Palumbi. Como uma rachadura misteriosa no recife. Pequenas fissuras irregulares n\u00e3o s\u00e3o incomuns, mas aquela era uma linha reta perfeita \u2013 um fosso harmonioso com pelo menos 1,5 km de comprimento.<\/p>\n<p>E houve tamb\u00e9m um incidente com a navega\u00e7\u00e3o. Mais cedo, a equipe de pesquisa estava a bordo do barco de mergulho, perto de lan\u00e7ar \u00e2ncora na lagoa, a v\u00e1rios quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da terra mais pr\u00f3xima. Foi quando o sistema de navega\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a alertar que, segundo seus c\u00e1lculos, eles haviam encalhado \u2013 o que n\u00e3o era verdade.<\/p>\n<p>Palumbi estava mergulhando em um dos lugares mais radioativos do planeta: o Atol de Bikini, nas ilhas Marshall. Cerca de sete d\u00e9cadas antes, aquele anel de ilhas \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, o arqu\u00e9tipo do para\u00edso tropical \u2013 serviu de local de testes para a bomba at\u00f4mica.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 1940 e 50, os Estados Unidos passaram 12 anos detonando nas suas \u00e1guas tranquilas e no atol vizinho 67 bombas nucleares, equivalentes a 210 megatons de TNT \u2013 mais de 7 mil vezes a pot\u00eancia empregada em Hiroshima, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O sistema de navega\u00e7\u00e3o de Palumbi ficou desorientado porque algumas ilhas, ainda registradas nos mapas mais antigos, foram completamente vaporizadas pelas explos\u00f5es.<\/p>\n<p>Este passado obscuro deixou um legado devastador para os habitantes de Bikini. Eles n\u00e3o conseguiram voltar para casa desde aquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Mas o experimento tamb\u00e9m criou acidentalmente um santu\u00e1rio \u2013 um local onde a vida selvagem \u00e9 protegida pela pr\u00f3pria toxicidade da regi\u00e3o. E, h\u00e1 quase 70 anos, ningu\u00e9m pesca naquele local.<\/p>\n<p>Em terra, a maior parte da humanidade n\u00e3o depende mais de ca\u00e7ar e coletar h\u00e1 mil\u00eanios. Para o norte-americano m\u00e9dio, por exemplo, atirar em um tatu para o jantar seria algo bastante incomum.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 o caso dos oceanos. \u00c0 medida que a nossa popula\u00e7\u00e3o aumenta, cresce tamb\u00e9m a quantidade de alimentos marinhos que consumimos.<\/p>\n<p>Atualmente, os peixes e frutos do mar representam uma parte significativa da alimenta\u00e7\u00e3o de tr\u00eas bilh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. Mas esse almo\u00e7o gr\u00e1tis trouxe consequ\u00eancias radicais.<\/p>\n<p>Em menos de um s\u00e9culo, ecossistemas antes florescentes ficaram desertos. Um dos peixes favoritos dos seres humanos, o atum, est\u00e1 perto da extin\u00e7\u00e3o. E, na Terra Nova, no Canad\u00e1, a pesca de bacalhau entrou em colapso, com seu volume hist\u00f3rico anual reduzido em at\u00e9 810 mil toneladas.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os seres humanos transformaram completamente os oceanos do planeta, reduzindo a biomassa total dos peixes em cerca de 100 milh\u00f5es de toneladas desde os tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos. Acredita-se que 90% dos estoques de peixe do planeta j\u00e1 tenham sido consumidos.<\/p>\n<p><strong>Mas existe um movimento crescente para mudar esta situa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Em 2023, as Na\u00e7\u00f5es Unidas assinaram um acordo hist\u00f3rico: o Tratado do Alto Mar, que pretende proteger a vida marinha em \u00e1reas de mar aberto que n\u00e3o s\u00e3o controladas por nenhum pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esta vasta por\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie da Terra representa mais de dois ter\u00e7os dos oceanos do planeta. Segundo o tratado, ela ir\u00e1 deixar de ser uma \u00e1rea comum acess\u00edvel para qualquer pessoa \u2013 ou, pelo menos, esta \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a humanidade n\u00e3o pretende deixar completamente de pescar. Mas qual seria a apar\u00eancia dos mares se decid\u00edssemos nos abster permanentemente da pesca?<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma quest\u00e3o simples que pode oferecer uma ideia surpreendente do profundo impacto que causamos atualmente sobre os oceanos \u2013 o maior ecossistema do planeta. E tamb\u00e9m revela o que podemos fazer para ajudar na sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A volta da riqueza da vida marinha<\/strong><br \/>\nDepois dos experimentos no Atol de Bikini, as ilhas passaram d\u00e9cadas como um local de fantasmas. Nenhum ser humano morou ali desde os anos 1950, exceto pelos seus cuidadores.<\/p>\n<p>Por isso, quando Palumbi entrou de barco na lagoa central do atol em 2016, com sua colega Elora L\u00f3pez-Nandam \u2013 atualmente, pesquisadora em p\u00f3s-doutorado da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos \u2013 eles n\u00e3o tinham ideia do que iriam encontrar.<\/p>\n<p>Afinal, at\u00e9 os cocos espalhados pelas praias locais s\u00e3o radioativos.<\/p>\n<p>Os dois pesquisadores mergulharam na cratera Bravo, uma bacia com 1,5 km de largura e 75 metros de profundidade no norte do arquip\u00e9lago. Ali, a coluna d\u2019\u00e1gua apresenta radioatividade relativamente baixa, em n\u00edveis compar\u00e1veis aos encontrados na maior parte do planeta.<\/p>\n<p>Mas, no sedimento no fundo do mar, a hist\u00f3ria \u00e9 outra. At\u00e9 hoje, existe ali alta concentra\u00e7\u00e3o de plut\u00f4nio, amer\u00edcio e bismuto radioativo \u2013 maior do que em qualquer outro local nas ilhas Marshall.<\/p>\n<p>Naquele local, na manh\u00e3 de 1\u00ba de mar\u00e7o de 1954, os Estados Unidos realizaram o maior teste termonuclear da sua hist\u00f3ria. E, mais de seis d\u00e9cadas depois, Palumbi e L\u00f3pez-Nandam ficaram surpresos com o que viram.<\/p>\n<p>O centro da cratera \u00e9 relativamente est\u00e9ril at\u00e9 hoje, apenas com uma espessa camada de lodo. Mas, nas extremidades, eles encontraram um ref\u00fagio escondido, com cardumes de pequenos peixes coloridos nadando em volta de corais com o tamanho de pequenos carros. Ali, os tubar\u00f5es-galhas-pretas e tubar\u00f5es-cinzentos-dos-recifes s\u00e3o onipresentes, com sua caracter\u00edstica forma de torpedo.<\/p>\n<p>O recife estava repleto de vida, mesmo lutando contra os efeitos da radia\u00e7\u00e3o \u2013 que se acredita ter criado uma popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es mutantes sem a segunda barbatana dorsal. E os peixes eram gigantes \u2013 pelo menos, em compara\u00e7\u00e3o com os que voc\u00ea encontraria em lugares pilhados regularmente pelo ser humano em busca de alimento.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a consequ\u00eancia mais \u00f3bvia do poss\u00edvel abandono da atividade pesqueira: haveria mais peixes e eles seriam muito maiores do que os normalmente encontrados hoje em dia.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/strong><br \/>\nEm mar\u00e7o de 2006, o ent\u00e3o presidente americano George W. Bush estava vendo televis\u00e3o na Casa Branca.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a popular conta que, naquele dia, Bush estava assistindo a um document\u00e1rio do canal p\u00fablico PBS sobre as ilhas de Sotavento do Hava\u00ed, um arquip\u00e9lago remoto no Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Aparentemente, ele ficou t\u00e3o encantado com o local que come\u00e7ou imediatamente a procurar formas de proteger as ilhas. E, com a ajuda de uma obscura lei de um s\u00e9culo antes, Bush criou o Monumento Nacional Marinho Papah\u0101naumoku\u0101kea, que hoje \u00e9 a maior \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o marinha do mundo.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das outras \u00e1reas protegidas do oceano, com vastas extens\u00f5es que ainda permitem a pesca \u2013 j\u00e1 que as zonas de proibi\u00e7\u00e3o representam apenas 20% desta categoria \u2013, a nova reserva proibiu totalmente a atividade pesqueira. E o impacto foi quase imediato.<\/p>\n<p>Segundo o professor, a vida marinha em geral aumentou e a recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida foi das esp\u00e9cies que, antes, eram as mais consumidas.<\/p>\n<p>Surpreendentemente, a albacora-laje e a albacora-bandolim, duas esp\u00e9cies de atum, foram algumas das primeiras a reagir. Embora se tratem de superpredadores, cujos adultos t\u00eam, em m\u00e9dia, pelo menos 1,80 metro de comprimento, elas se desenvolvem rapidamente.<\/p>\n<p><strong>Santu\u00e1rio por acaso<\/strong><br \/>\nComo aconteceu no Atol de Bikini, houve outros casos not\u00e1veis que surgiram como completos acidentes.<\/p>\n<p>Por seis anos ap\u00f3s o in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, a pesca desapareceu quase por completo no Mar do Norte, na Europa.<\/p>\n<p>As traineiras de pesca, com seu formato grande e resistente e conv\u00e9s claro e aberto, foram transformadas com relativa facilidade em ca\u00e7a-minas \u2013 navios de guerra que vasculhavam os oceanos em busca de minas e as descartavam.<br \/>\nPor isso e com o perigo representado pelas minas, navios de guerra e bombardeios sobre as frotas civis, muito poucos navios de pesca permaneceram ativos no per\u00edodo em que durou a guerra. Os peixes do Mar do Norte se aproveitaram completamente da situa\u00e7\u00e3o e seus n\u00fameros explodiram.<\/p>\n<p>Os primeiros a se beneficiarem foram os indiv\u00edduos mais velhos. Normalmente, muitos deles teriam sido pescados, mas eles conseguiram sobreviver nas novas condi\u00e7\u00f5es e, eventualmente, reproduzir-se.<\/p>\n<p>Surgiram assim mais filhotes e, consequentemente, a popula\u00e7\u00e3o aumentou na gera\u00e7\u00e3o seguinte \u2013 e assim por diante, em um processo compar\u00e1vel com uma ola mexicana.<\/p>\n<p>Tragicamente, quando as opera\u00e7\u00f5es regulares de pesca foram retomadas, acredita-se que a abund\u00e2ncia de peixes no p\u00f3s-guerra tenha contribu\u00eddo para uma expans\u00e3o s\u00fabita da atividade pesqueira, gerando uma explora\u00e7\u00e3o sem precedentes.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que alguns danos nunca ser\u00e3o revertidos, independentemente do grau de seriedade com que a humanidade concretize sua imagin\u00e1ria proibi\u00e7\u00e3o da pesca.<\/p>\n<p>Como resultado da trag\u00e9dia da pesca excessiva, muitas esp\u00e9cies marinhas j\u00e1 desapareceram dos oceanos para sempre. E, mesmo para as esp\u00e9cies remanescentes, existem muitas outras barreiras que impedem sua total recupera\u00e7\u00e3o, desde a perda de habitat at\u00e9 extin\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Mas o efeito mais surpreendente de uma poss\u00edvel morat\u00f3ria global da pesca talvez seja observado com os tubar\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Explos\u00e3o de predadores<\/strong><br \/>\nApoiado em um pedestal em um canto do Museu de Zoologia de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a, encontra-se um grande tubar\u00e3o-branco com apar\u00eancia um tanto estranha.<\/p>\n<p>Com seu focinho inusitado, voltado para cima, e mand\u00edbulas confusas formando um sorriso t\u00edmido, ele cont\u00e9m tudo o que resta de um animal capturado em 1956. A maior parte do corpo \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o \u2013 uma interpreta\u00e7\u00e3o um tanto art\u00edstica do tubar\u00e3o real, apenas com seus dentes e barbatanas.<\/p>\n<p>Com 5,90 metros de comprimento, o tubar\u00e3o do museu de Lausanne tem quase o tamanho de uma lancha. Mas o que chama especificamente a aten\u00e7\u00e3o sobre o gigante \u00e9 o local onde ele foi encontrado.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi na \u00c1frica do Sul, nem na Austr\u00e1lia, na Fl\u00f3rida, nem em outras \u00e1guas normalmente infestadas de tubar\u00f5es. O animal foi capturado perto de S\u00e8te, no sudeste da Fran\u00e7a. Trata-se de um dos \u00faltimos tubar\u00f5es-brancos da Europa.<\/p>\n<p>De fato, acredita-se que o Mar Mediterr\u00e2neo tenha sido infestado de tubar\u00f5es no passado. Tubar\u00f5es-martelo, azuis, brancos e tubar\u00f5es-raposa viveram ao lado de uma antiga popula\u00e7\u00e3o de grandes tubar\u00f5es-brancos que viveram na regi\u00e3o por 450 mil anos.<\/p>\n<p>Em 2010, a pesquisadora Chrysoula Gubili, do Instituto de Pesquisas da Pesca da Gr\u00e9cia, concluiu que os tubar\u00f5es podem ter chegado ali originalmente quando uma f\u00eamea solit\u00e1ria tomou um caminho errado.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios inesperados<\/strong><br \/>\nA proibi\u00e7\u00e3o da pesca tamb\u00e9m traria outras consequ\u00eancias surpreendentes para os oceanos do planeta. Uma delas \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Todos os anos, milh\u00f5es de animais s\u00e3o mortos de fome, afogados, enredados e envenenados por sacos pl\u00e1sticos, cotonetes, canudinhos, cigarros e embalagens de alimentos.<\/p>\n<p>Todo esse material aumenta a contamina\u00e7\u00e3o da cadeia alimentar com micropl\u00e1sticos. E a imensa maioria dos pl\u00e1sticos grandes encontrados nos oceanos n\u00e3o \u00e9 lixo comum. Eles v\u00eam da atividade pesqueira.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o Giro Subtropical do Pac\u00edfico Norte \u2013 um imenso sistema de correntes oce\u00e2nicas em circula\u00e7\u00e3o que abriga alguns dos animais oce\u00e2nicos mais encantadores que existem, como baleias, tubar\u00f5es, tartarugas-marinhas e peixes.<\/p>\n<p><strong>A busca pelo equil\u00edbrio<\/strong><br \/>\nPalumbi destaca rapidamente que um mundo sem pesca tamb\u00e9m traria dificuldades consider\u00e1veis, em especial para as pessoas que dependem atualmente dos oceanos para obter renda e alimentos b\u00e1sicos, ou como fonte de prote\u00edna.<\/p>\n<p>\u201cSe estiv\u00e9ssemos falando apenas das frotas de pesca industrial mecanizada nos oceanos, \u00e9 uma coisa. Mas precisamos realmente nos lembrar de que existem tamb\u00e9m pelo menos centenas de milh\u00f5es de pessoas que dependem da pesca de subsist\u00eancia, em escala muito pequena\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>Fonte: BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor de ci\u00eancias marinhas Stephen Palumbi, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, observava o azul do mar profundo com a misteriosa sensa\u00e7\u00e3o de que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":46799,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-46798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46798"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46800,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46798\/revisions\/46800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}