{"id":46137,"date":"2023-06-29T08:13:17","date_gmt":"2023-06-29T11:13:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=46137"},"modified":"2023-06-29T08:13:17","modified_gmt":"2023-06-29T11:13:17","slug":"pesquisa-sobre-bioincrustacao-alerta-sobre-danos-causados-ao-meio-ambiente-e-aumento-do-efeito-estufa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pesquisa-sobre-bioincrustacao-alerta-sobre-danos-causados-ao-meio-ambiente-e-aumento-do-efeito-estufa\/","title":{"rendered":"Pesquisa sobre bioincrusta\u00e7\u00e3o alerta sobre danos causados ao meio ambiente e aumento do efeito estufa"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) desenvolve, desde a d\u00e9cada de 1980, uma pesquisa pioneira sobre a ocorr\u00eancia de bioincrusta\u00e7\u00e3o em superf\u00edcies submersas. Este fen\u00f4meno ocorre quando h\u00e1 o ac\u00famulo de organismos aqu\u00e1ticos, tanto microsc\u00f3picos quanto macrosc\u00f3picos, em estruturas que ficam o tempo todo abaixo da linha d\u00b4\u00e1gua, como navios, plataformas de petr\u00f3leo e p\u00ederes.<\/p>\n<p>Conforme afirma o Chefe do Departamento de Biotecnologia Marinha e Coordenador do Curso de Biotecnologia Marinha no IEAPM, Doutor Ricardo Coutinho, a bioincrusta\u00e7\u00e3o \u00e9 algo custoso e danoso ao nosso planeta. \u201cO aumento do casco dos navios por conta dos organismos grandes como cracas, algas, mexilh\u00f5es, os quais produzem uma posterior resist\u00eancia na \u00e1gua e ao movimento do navio, faz com que haja maior consumo de combust\u00edvel para navegar, aumentando a emiss\u00e3o de gases poluentes na atmosfera, em especial o g\u00e1s carb\u00f4nico, propiciando o aumento do efeito estufa, sendo esse o grande impacto ambiental causado pela bioincrusta\u00e7\u00e3o em n\u00edvel global\u201d, ressalta.<\/p>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p>Para tentar amenizar os efeitos causados, o instituto realiza pesquisas com tintas anti-incrustantes, com o intuito de avaliar sua efici\u00eancia na preven\u00e7\u00e3o da bioincrustra\u00e7\u00e3o. Esses testes s\u00e3o feitos em condi\u00e7\u00f5es controladas em dois locais espec\u00edficos: na ilha de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, sendo este considerado um ambiente oce\u00e2nico de grande qualidade da \u00e1gua; e na Ba\u00eda de Guanabara, tamb\u00e9m no Rio de Janeiro, simulando um ambiente denominado pelos pesquisadores como \u201ceutrofizados\u201d, ou seja, com uma grande produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de microrganismos.<\/p>\n<p>\u201cEsses dois pontos s\u00e3o as nossas refer\u00eancias, ent\u00e3o n\u00f3s fazemos os testes das tintas anti-incrustantes para avaliar a efici\u00eancia delas no controle da bioincrusta\u00e7\u00e3o. Esses testes s\u00e3o feitos desde 1987 e, portanto, n\u00f3s temos um hist\u00f3rico de efici\u00eancia ao longo de d\u00e9cadas, o que \u00e9 muito importante para toda nova tinta que \u00e9 lan\u00e7ada no mercado, pois, dessa forma, podemos avaliar a efici\u00eancia comparando com os resultados anteriores\u201d, declara Coutinho.<\/p>\n<p>No IEAPM tamb\u00e9m s\u00e3o realizados testes de novas tintas por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de compostos extra\u00eddos de organismos marinhos, que s\u00e3o menos t\u00f3xicos do que os biocidas usados nas tintas comerciais. Com esses estudos, busca-se ter uma tinta que cause menos dano ao meio ambiente. Por muitos anos, os navios foram pintados com tintas \u00e0 base de um composto qu\u00edmico chamado \u201ctributil\u201d, que, ap\u00f3s pesquisas, foi banido e proibido, em 2003, pela Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional, por ser nocivo ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a busca de uma alternativa com uso de produtos naturais \u00e9 um dos grandes objetivos a serem alcan\u00e7ados, n\u00e3o s\u00f3 para melhorias ambientais, mas tamb\u00e9m por quest\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica. \u201cN\u00f3s tentamos desenvolver, com a utiliza\u00e7\u00e3o desses compostos org\u00e2nicos, outros aspectos relacionados tamb\u00e9m \u00e0 sa\u00fade humana, assim, temos compostos que podem ser utilizados na farmacologia, na luta contra o c\u00e2ncer, anti-HIV, ou seja, uma gama de aplica\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas que podemos usar al\u00e9m dessa linha de pesquisa\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Efeitos causados<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtecenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/sites\/default\/files\/bioincrustracaoa_foto2_0.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira<\/strong><\/p>\n<p>Criado em 1971, com o nome de \u201cProjeto Cabo Frio\u201d, e instalado efetivamente em Arraial do Cabo (RJ), em 1974, tinha, dentre os seus prop\u00f3sitos, ser uma universidade do mar, onde estudantes das diferentes profiss\u00f5es adquiririam conhecimentos oceanogr\u00e1ficos necess\u00e1rios a eles, visando \u00e0 materializa\u00e7\u00e3o da ideia do Almirante Paulo Moreira, de conscientizar a juventude sobre a import\u00e2ncia do oceano para a vida e para o futuro.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1984, foi criado o Instituto Nacional de Estudos do Mar (INEM), que, aproveitando os trabalhos realizados, os pesquisadores e as instala\u00e7\u00f5es do projeto, destinava-se a assegurar e racionalizar os estudos necess\u00e1rios ao conhecimento e \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do oceano e das \u00e1guas interiores nacionais. Por\u00e9m, somente em mar\u00e7o de 1985, em homenagem ao seu idealizador, o instituto recebeu sua denomina\u00e7\u00e3o atual, o qual visa planejar e executar as atividades de pesquisa e desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico nas \u00e1reas de oceanografia, meteorologia, hidrografia, geologia e geof\u00edsica marinhas, instrumenta\u00e7\u00e3o oceanogr\u00e1fica, ac\u00fastica submarina e de engenharia costeira e oce\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional<\/strong><br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional estabeleceu, em 2018, um projeto para implantar diretrizes internacionais para reduzir ou controlar a bioincrusta\u00e7\u00e3o em diferentes estruturas submersas, principalmente em navios, a fim de minimizar, tamb\u00e9m, os preju\u00edzos econ\u00f4micos e ambientais. O projeto teve, ainda, o intuito de reduzir a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies invasoras em novos ambientes marinhos.<\/p>\n<p>O Doutor Ricardo Coutinho e sua equipe s\u00e3o os coordenadores nacionais de implementa\u00e7\u00e3o desse projeto. Por meio deles s\u00e3o realizados cursos associados ao controle da bioincrusta\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios setores, como ind\u00fastria naval e universidades. Tamb\u00e9m s\u00e3o produzidos levantamentos dos impactos causados pelas esp\u00e9cies invasoras em diferentes atividades do setor naval e todos os crit\u00e9rios est\u00e3o de acordo com a comunidade internacional.<\/p>\n<p>O professor enxerga grandes possibilidades de pesquisas e estudos futuros sobre o tema, pois a regi\u00e3o de Arraial do Cabo possui uma grande biodiversidade. \u201cAqui temos a presen\u00e7a de \u00e1gua muito fria, com esp\u00e9cies \u00fanicas para as caracter\u00edsticas dessa temperatura; \u00e1guas com tend\u00eancias tropicais; e tamb\u00e9m ambientes com \u00e1guas mais quentes. Isso faz de Arraial do Cabo uma das maiores biodiversidades da costa brasileira, com um enorme potencial biotecnol\u00f3gico a ser explorado, sendo, inclusive, uma das raz\u00f5es da exist\u00eancia do pr\u00f3prio Instituto aqui nessa regi\u00e3o\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) desenvolve, desde a d\u00e9cada de 1980, uma pesquisa pioneira sobre a ocorr\u00eancia de bioincrusta\u00e7\u00e3o em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":46138,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-46137","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46137"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46139,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46137\/revisions\/46139"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}