{"id":46052,"date":"2023-06-23T10:04:13","date_gmt":"2023-06-23T13:04:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=46052"},"modified":"2023-06-23T10:04:13","modified_gmt":"2023-06-23T13:04:13","slug":"guia-orienta-portos-sobre-impactos-e-riscos-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/guia-orienta-portos-sobre-impactos-e-riscos-climaticos\/","title":{"rendered":"GUIA ORIENTA PORTOS SOBRE IMPACTOS E RISCOS CLIM\u00c1TICOS"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) aprovou, nesta quarta-feira (21), a 3\u00aa etapa do estudo de impactos e riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos portos brasileiros, em parceria com a ag\u00eancia de fomento alem\u00e3 GIZ. A Antaq disponibilizou o guia metodol\u00f3gico para portos interessados em verificar os apontamentos do estudo e realizarem as suas pr\u00f3prias an\u00e1lises de impacto clim\u00e1tico e implementarem a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. O trabalho apresenta um relat\u00f3rio com recomenda\u00e7\u00f5es gerais de medida de adapta\u00e7\u00e3o ao clima e divulga\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>No eixo 1, apresentado em dezembro de 2021, foi elaborado um ranking de 21 portos p\u00fablicos brasileiros que apontou tempestades, vendavais e o aumento do n\u00edvel do mar como principais pontos de an\u00e1lise. O eixo 2 selecionou os portos de Aratu (BA), Rio Grande (RS) e Santos (SP) para o aprofundamento dos levantamentos, que resultaram no guia metodol\u00f3gico na etapa seguinte para ser replicado aos demais portos brasileiros. O objetivo \u00e9 possibilitar aos interessados a realiza\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias an\u00e1lises de impacto clim\u00e1tico e o desenvolvimento de estrat\u00e9gias para mitig\u00e1-los.<\/p>\n<p>A diretora-relatora, Fl\u00e1via Takafashi, destacou que o guia consiste numa ferramenta, com potencial de mudar a realidade dos portos brasileiros, por meio de adapta\u00e7\u00f5es \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ela lembrou outras iniciativas da ag\u00eancia, como a recente aprova\u00e7\u00e3o de regras relacionadas a temas como produtos perigosos e retirada de res\u00edduos, al\u00e9m do evento Cooperaportos, do \u00cdndice de Desempenho Ambiental (IDA) e do Pr\u00eamio Antaq. \u201cIdentificamos amea\u00e7as espec\u00edficas de cada um e entregamos uma ferramenta f\u00e1cil de ser implementada que d\u00e1 o passo a passo para a obten\u00e7\u00e3o de dados\u201d, salientou em seu voto<br \/>\ndurante a reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria da diretoria colegiada que analisou a \u00faltima etapa do estudo.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o, o gerente da superintend\u00eancia de desenvolvimento, estudos e sustentabilidade da Antaq, Jos\u00e9 Neto, disse que o estudo cumpriu a fun\u00e7\u00e3o de jogar luz ao tema, que j\u00e1 vem sendo incorporado por algumas instala\u00e7\u00f5es e dever\u00e1 ser replicado pelos demais portos. Neto destacou que a ag\u00eancia perseguiu a melhoria da coleta de dados, que foi uma das dificuldades encontradas durante os levantamentos. A Antaq ressaltou que o tema ser\u00e1 inserido no planejamento das autoridades portu\u00e1rias e no plano mestre dos portos, conduzido pela Infra S\/A. Neto acrescentou que a adapta\u00e7\u00e3o e os riscos do clima ser\u00e3o refletidos nos novos indicadores de riscos do IDA, que passa por revis\u00e3o. O estudo tamb\u00e9m vai influenciar medidas de adapta\u00e7\u00e3o nos EVTEAs de arrendamentos portu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Pablo Borges, representante da GIZ (Deutsche Gesellschaft f\u00fcr Internationale Zusammenarbeit), acrescentou que os estudos mostraram que a mudan\u00e7a do clima j\u00e1 afeta os portos hoje em dia e representam problema consider\u00e1vel, com tend\u00eancia de piorar, com maior frequ\u00eancia desse tipo de evento. O trabalho, segundo Borges, identificou que faltam refer\u00eancias e uma legisla\u00e7\u00e3o que obrigue ou oriente estudos.<\/p>\n<p>Outro aspecto citado \u00e9 a falta de detalhamento para apoiar portos e tomadores de decis\u00e3o a fazerem estudos, bem como a demanda por capacidade t\u00e9cnica. Borges explicou que a falta de dados durante a etapa de coleta foi suprida com entrevistas a t\u00e9cnicos dos portos e com consultas ao m\u00e1ximo de fontes de dados e informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. A GIZ considera importante identificar e envolver os atores relevantes, estabelecendo pap\u00e9is adequados.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia alem\u00e3 entende que a fundamenta\u00e7\u00e3o dos riscos envolve conhecimento t\u00e9cnico, que ajuda a estimar e a comunicar as incertezas, utilizando uma classifica\u00e7\u00e3o de severidade e probabilidade pr\u00e9-existente, ajustando a classifica\u00e7\u00e3o conforme a realidade de cada porto. Um dos objetivos \u00e9 que as medidas de adapta\u00e7\u00e3o propiciem levantamento de novas ideias, e considerem, sempre que poss\u00edvel, solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza. \u201cEsperamos que o guia, li\u00e7\u00f5es e cat\u00e1logos apoiem os portos a iniciar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 mudan\u00e7a do clima\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) aprovou, nesta quarta-feira (21), a 3\u00aa etapa do estudo de impactos e riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos portos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":46053,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-46052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46054,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46052\/revisions\/46054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}