{"id":4605,"date":"2014-03-31T08:53:49","date_gmt":"2014-03-31T11:53:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=4605"},"modified":"2014-03-31T08:54:04","modified_gmt":"2014-03-31T11:54:04","slug":"petrobras-cria-barreiras-para-travar-acao-do-tcu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-cria-barreiras-para-travar-acao-do-tcu\/","title":{"rendered":"Petrobras cria barreiras para travar a\u00e7\u00e3o do TCU"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a Petrobras tem travado uma batalha com o TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o), que apontou em v\u00e1rias auditorias manobras jur\u00eddicas, sonega\u00e7\u00e3o e atraso de informa\u00e7\u00f5es por parte da estatal.<\/p>\n<p>A Petrobras \u00e9 a maior empresa do pa\u00eds, cujo plano de investimentos prev\u00ea gastos de quase R$ 100 bilh\u00f5es por ano. S\u00e3o os contratos de obras bilion\u00e1rias que est\u00e3o no radar do TCU.<\/p>\n<p>A auditoria da pol\u00eamica compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, \u00e9 um dos casos. O autor da den\u00fancia que originou as apura\u00e7\u00f5es, o procurador do TCU Marinus Marsico, pediu documentos para fazer a an\u00e1lise da compra em 2012.<\/p>\n<p>Segundo ele, a Petrobras deixou de encaminhar v\u00e1rios atos que foram solicitados. &#8220;N\u00e3o foi bacana o que eles fizeram&#8221;, afirmou o procurador sobre a empresa.<\/p>\n<p>As obras das refinarias s\u00e3o o principal foco de problemas entre a Petrobras e o \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na unidade de Abreu e Lima, no Estado de Pernambuco, onde o TCU aponta -apenas nos cinco principais contratos da obra- suspeitas de irregularidades que alcan\u00e7am R$ 1,6 bilh\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o diz que a Petrobras obstruiu a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Empreiteiras pediram um aditivo \u00e0 Petrobras no valor R$ 600 milh\u00f5es para continuar uma das obras da refinaria, cujo contrato original era de R$ 3,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O TCU solicitou \u00e0 companhia as justificativas das empresas para tal pedido, com a inten\u00e7\u00e3o de analis\u00e1-los antes que o contrato sofresse o aumento dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Alegando que os documentos n\u00e3o estavam prontos e que os daria apenas ap\u00f3s sua pr\u00f3pria an\u00e1lise, a Petrobras se recusou a envi\u00e1-los ao \u00f3rg\u00e3o. O resultado \u00e9 que o TCU acabou apontando sobrepre\u00e7o somente depois de assinado o aditivo.<\/p>\n<p>A demora na entrega dos pedidos tamb\u00e9m era algo comum na companhia. Na fiscaliza\u00e7\u00e3o das obras de um terminal no Esp\u00edrito Santo, a Petrobras demorou 840 dias para encaminhar ao \u00f3rg\u00e3o de controle os documentos -dois anos e tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Outro subterfugio j\u00e1 identificado foi a empresa se recusar a dar dados de algumas de suas subsidi\u00e1rias em que ela tem 49% das a\u00e7\u00f5es, alegando que elas n\u00e3o seriam empresas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><b>HIST\u00d3RICO<\/b><\/p>\n<p>A briga entre a Petrobras e o TCU era mais tensa na gest\u00e3o anterior. Agentes envolvidos com as negocia\u00e7\u00f5es dizem que na gest\u00e3o Gra\u00e7a Foster a empresa tem tido uma postura de maior colabora\u00e7\u00e3o e parceria com os \u00f3rg\u00e3os de controle, aceitando at\u00e9 algumas mudan\u00e7as propostas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas a principal rusga do passado ainda n\u00e3o est\u00e1 resolvida. Em 2010, a Petrobras conseguiu no STF (Supremo Tribunal Federal) uma liminar para n\u00e3o cumprir uma determina\u00e7\u00e3o do TCU para que a empresa seguisse a Lei de Licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O TCU alegava que n\u00e3o h\u00e1 uma lei que ampare uma decis\u00e3o da companhia de fazer um tipo de procedimento licitat\u00f3rio pr\u00f3prio, mais simplificado, por ser uma empresa de mercado.<\/p>\n<p>A estatal afirma que um decreto ampara a decis\u00e3o. O Supremo ainda n\u00e3o julgou o m\u00e9rito da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Mas a liminar teve um efeito no \u00f3rg\u00e3o de controle que passou, desde ent\u00e3o, a auditar a Petrobras conforme os par\u00e2metros que a companhia utiliza nas concorr\u00eancias, nem sempre os mesmos da Lei de Licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo usando os par\u00e2metros da empresa, irregularidades continuaram sendo apontadas.<\/p>\n<p>O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 a chamada verba da chuva. A empresa decidiu pagar \u00e0s empreiteiras uma verba espec\u00edfica pelos dias parados por causa da chuva em suas obras de grande porte.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o do TCU apontou que, mesmo com a obra parada, a estatal estava pagando por itens como uso de combust\u00edvel, o que levava a empresa a ganhar mais quando n\u00e3o trabalhava.<\/p>\n<p>Resultado: nas obras do Comperj, no Rio de Janeiro, a terraplanagem ficou parada por mais dias que os chuvosos na regi\u00e3o. Nessa obra, o \u00f3rg\u00e3o de controle apontou um superfaturamento de R$ 76 milh\u00f5es apenas nesse item. A empresa recorreu da decis\u00e3o, mas teve recurso negado no ano passado.<\/p>\n<p>Em nota, a Petrobras informou que o atendimento aos \u00f3rg\u00e3os de controle &#8220;est\u00e1 em processo de cont\u00ednua melhoria, sendo o fortalecimento do di\u00e1logo institucional materializado, dentre outros exemplos, pela cria\u00e7\u00e3o de Grupos de Trabalho e Acordos de Coopera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a Petrobras tem travado uma batalha com o TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o), que apontou em v\u00e1rias auditorias manobras jur\u00eddicas, sonega\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[868,58,257],"class_list":["post-4605","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-empreteiras","tag-petrobras","tag-tcu"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4605"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4606,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4605\/revisions\/4606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}