{"id":45725,"date":"2023-06-02T07:56:02","date_gmt":"2023-06-02T10:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=45725"},"modified":"2023-06-02T07:56:02","modified_gmt":"2023-06-02T10:56:02","slug":"perspectiva-e-de-avancos-no-apoio-maritimo-mas-com-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/perspectiva-e-de-avancos-no-apoio-maritimo-mas-com-desafios\/","title":{"rendered":"Perspectiva \u00e9 de avan\u00e7os no apoio mar\u00edtimo, mas com desafios"},"content":{"rendered":"<p>Duas grandes empresas do segmento de apoio mar\u00edtimo apostam num aquecimento ainda maior dos neg\u00f3cios a partir da poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de conte\u00fado local, j\u00e1 sinalizada pelo governo. Mas, para isso, barreiras ainda devem ser vencidas, na opini\u00e3o dos seus executivos. A norte-americana Edison Chouest Offshore e a norueguesa DOF Subsea retratam um cen\u00e1rio de contrata\u00e7\u00f5es em alta no mundo todo. Ainda assim, o setor de \u00f3leo e g\u00e1s do Brasil permanece sendo uma aposta.<\/p>\n<p>A Edison Chouest constr\u00f3i e opera barcos de apoio contratados por empresas petrol\u00edferas. Por isso, em seu caso, o conte\u00fado local tem um peso especial. Uma embarca\u00e7\u00e3o constru\u00edda no pa\u00eds, com o uso de equipamentos e servi\u00e7os nacionais e que conte tamb\u00e9m com uma tripula\u00e7\u00e3o brasileira pode chegar a um \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o de 65%.<\/p>\n<p>Esse perfil de ativo \u00e9 bem visto pelo mercado, j\u00e1 vale pontos numa licita\u00e7\u00e3o e tende a valer ainda mais a partir da ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de conte\u00fado local, j\u00e1 que as operadoras de \u00f3leo e g\u00e1s v\u00e3o ter compromissos m\u00ednimos de aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil. Al\u00e9m disso, atualmente, existe um d\u00e9ficit no n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es de apoio dispon\u00edveis no mercado, o que s\u00f3 deve ampliar o apetite de investidores daqui para frente.<\/p>\n<p>De olho nisso, a Edison Chouest programa, por conta pr\u00f3pria, a constru\u00e7\u00e3o de seis embarca\u00e7\u00f5es, antes mesmo de ter assinado contratos com petrol\u00edferas. \u201cEstamos com apetite para constru\u00e7\u00e3o. O ideal \u00e9 que as empresas entendam que h\u00e1 a necessidade de renova\u00e7\u00e3o da frota e que lancem editais para novas licita\u00e7\u00f5es\u201d, disse Ricardo Chagas, vice-presidente executivo para a Am\u00e9rica Latina. \u201cEstamos sendo otimistas e precisamos ser, ap\u00f3s uma fase sens\u00edvel\u201d, complementou.<\/p>\n<p>Contra o mercado interno pesa o custo Brasil, que chega a gerar um diferencial de pre\u00e7o de 40% em rela\u00e7\u00e3o aos competidores chineses, no caso dos PSVs (Platform Supply Vessel). Chagas acredita, no entanto, que o pa\u00eds saia na frente no quesito qualidade t\u00e9cnica. \u201cMas cada empresa (contratante) tem a sua tomada de decis\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>A Transpetro, subsidi\u00e1ria de log\u00edstica e transporte da Petrobras, j\u00e1 anunciou que pretende retomar a constru\u00e7\u00e3o de navios petroleiros no Brasil, o que se configura como uma pol\u00edtica de conte\u00fado local definida particularmente pela Petrobras. Nesse caso, o dinheiro vir\u00e1 do Fundo de Marinha Mercante (FMM), que ser\u00e1 gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). A replica\u00e7\u00e3o desse modelo de neg\u00f3cio no segmento de barcos de apoio representaria acesso a dinheiro com juros mais baixos, o que facilita o investimento.<\/p>\n<p>No entanto, para Elias Abibe, diretor Comercial da DOF, o Brasil esbarra em alguns desafios para que seja adotada, de fato, uma pol\u00edtica de conte\u00fado local nos moldes da de governos petistas passados. Uma delas \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o imposta pela Lei das Estatais do prazo de validade de cada contrato assinado pela Petrobras, de cinco anos, sem perspectiva de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, quando uma empresa fechava um contrato de oito anos de afretamento de embarca\u00e7\u00f5es, j\u00e1 era subentendido que haveria renova\u00e7\u00e3o, o que justificava os pre\u00e7os apresentados nas licita\u00e7\u00f5es. Agora, o prazo \u00e9 estipulado em, no m\u00e1ximo, cinco anos, dificultando o investimento. A expectativa do mercado \u00e9, portanto, sobre quais ferramentas o governo vai utilizar para driblar esse empecilho na hora de definir sua pol\u00edtica de desenvolvimento local a partir da ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s, de acordo com o executivo da DOF.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o, segundo Abibe, \u00e9 a tecnologia que ser\u00e1 usada na hora de construir as embarca\u00e7\u00f5es, porque, frente \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com a \u00e1rea ambiental e ao desenvolvimento de novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas em curto espa\u00e7o de tempo, a engenharia definida hoje pode ficar ultrapassada em seguida.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um momento interessante do setor. H\u00e1 um tempo n\u00e3o se constr\u00f3i em volumes significativos. Vamos precisar de um plano mais amplo\u201d, disse Abibe.<\/p>\n<p>Fonte: Petr\u00f3leo Hoje<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas grandes empresas do segmento de apoio mar\u00edtimo apostam num aquecimento ainda maior dos neg\u00f3cios a partir da poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de conte\u00fado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":45726,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-45725","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45725"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45725\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45727,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45725\/revisions\/45727"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}