{"id":45597,"date":"2023-05-26T10:16:41","date_gmt":"2023-05-26T13:16:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=45597"},"modified":"2023-05-26T10:16:41","modified_gmt":"2023-05-26T13:16:41","slug":"painel-o-futuro-da-navegacao-na-amazonia-tendencias-e-oportunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/painel-o-futuro-da-navegacao-na-amazonia-tendencias-e-oportunidades\/","title":{"rendered":"Painel: O futuro da navega\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia \u2013 Tend\u00eancias e Oportunidades"},"content":{"rendered":"<p>O segundo dia de confer\u00eancia da Navalshore Amaz\u00f4nia aconteceu nesta quinta-feira (25) e teve como principal tem\u00e1tica os desafios log\u00edsticos da regi\u00e3o. Os expositores foram un\u00e2nimes em afirmar que as caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas dos rios s\u00e3o vistos como um enorme desafio, mas tamb\u00e9m oferecem muitas oportunidades.<\/p>\n<p>Carlos Padovezi, diretor do Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), listou como principais desafios para o setor naval na Amaz\u00f4nia a sustentabilidade, transporte de passageiros, conviv\u00eancia entre grande n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es no fluxo dos rios, al\u00e9m do transporte de cargas por comboio de barca\u00e7a.<\/p>\n<p>Para ele, o transporte precisa ser feito respeitando o meio ambiente e as necessidades b\u00e1sicas dos indiv\u00edduos e das sociedades, com seguran\u00e7a e de maneira consistente. O grande problema s\u00e3o os custos operacionais, a acessibilidade e uso de recursos naturais. &#8220;A gente precisa buscar o equil\u00edbrio de forma sustent\u00e1vel&#8221;, afirma Padovezi.<\/p>\n<p>O diretor falou ainda sobre os desafios que as caracter\u00edsticas da regi\u00e3o oferecem, como por exemplo a velocidade das embarca\u00e7\u00f5es no Amazonas. &#8220;Quanto maior a velocidade, maior o risco para a navega\u00e7\u00e3o&#8221;, explica. Ainda segundo Padovezi, o conforto e a seguran\u00e7a dos passageiros ainda s\u00e3o outros grandes desafios.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de aumento de tr\u00e1fego nos rios da Amaz\u00f4nia \u00e9 outro desafio que o futuro pr\u00f3ximo trar\u00e1 para o setor. A quest\u00e3o da seguran\u00e7a, segundo o diretor do IPT, precisa receber aten\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n<p>O treinamento de tripula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 visto como uma necessidade. De acordo com o diretor do IPT, o fator humano acaba sendo a causa de acidentes nos rios em cerca de 70% a 80% dos casos. &#8220;Da\u00ed a necessidade constante de treinamento, treinamento e treinamento para reduzir o risco e aumentar a seguran\u00e7a&#8221;, sugeriu.<\/p>\n<p>Padovezi falou ainda do enorme potencial da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica para o transporte de grandes comboios de cargas. Para ele, o mercado local possui campo para muita expans\u00e3o, desde que o n\u00edvel de seguran\u00e7a seja satisfat\u00f3rio. Ao finalizar, ele defendeu ainda a exist\u00eancia de subs\u00eddio para o transporte regional de passageiros e uma aten\u00e7\u00e3o ao processo de ocupa\u00e7\u00e3o das margens das hidrovias em trechos cr\u00edticos da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia de ponta no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Naval, N\u00e1utica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), Irani Bertolini, iniciou sua apresenta\u00e7\u00e3o falando do cen\u00e1rio atual das embarca\u00e7\u00f5es no Amazonas, explicando como a tecnologia hoje faz parte do processo.<\/p>\n<p>Para ele, o crescimento e desenvolvimento desse setor nesse quesito \u00e9 motivo de orgulho. &#8220;Hoje a estrutura de estaleiros do Amazonas \u00e9 de fazer inveja a qualquer parte do Brasil ou da Am\u00e9rica Latina&#8221;, orgulha-se.<\/p>\n<p>Apesar de muitos avan\u00e7os nos \u00faltimos anos, Bertolini afirma que h\u00e1 espa\u00e7o para inova\u00e7\u00f5es ainda mais importantes, como a utiliza\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural nas embarca\u00e7\u00f5es. Para o presidente do Sindnaval, al\u00e9m do menor potencial de polui\u00e7\u00e3o desse modelo, ele resolveria o problema da pirataria nos rios, onde criminosos buscam roubar combust\u00edveis derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o presidente do Sindnaval, o futuro da navega\u00e7\u00e3o fluvial ser\u00e1 a presen\u00e7a de barcos aut\u00f4nomos. &#8220;Com a navega\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, o problema da seguran\u00e7a se resolve. Isso ser\u00e1 o futuro&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Precisamos ser ouvidos&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Navega\u00e7\u00e3o Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Oziel Mustafa Neto, falou sobre as vantagens que a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica oferece para a navega\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos uma vasta hidrovia que nos foi presenteada por Deus&#8221;, celebrou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de vantagem, Mustafa lembrou que a atividade representa uma necessidade e um desafio, visto que quinto-sexto dos munic\u00edpios do Amazonas s\u00f3 possuem liga\u00e7\u00e3o por rios e 70% do transporte escolar tamb\u00e9m \u00e9 feito dessa forma.<\/p>\n<p>Mas, de acordo com o vice-presidente do Sindarma, h\u00e1 diversos entraves que impedem a expans\u00e3o da atividade. Dentre elas, a burocracia, as muitas exig\u00eancias, custos elevados, pirataria, infraestrutura deficit\u00e1ria e problemas no compartilhamento de \u00e1guas.<\/p>\n<p>Mustafa lembrou que muitos munic\u00edpios do interior n\u00e3o possuem terminais adequados, fazendo com que a popula\u00e7\u00e3o desembarque no meio de cargas, o que aumenta os custos, os riscos de seguran\u00e7a e a pr\u00f3pria burocracia. &#8220;Quem trabalha na \u00e1rea tem sido muito pouco consultado na hora de elaborar os crit\u00e9rios para exercer o of\u00edcio&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>O vice-presidente do Sindarma pediu ainda que seja efetivado um servi\u00e7o de seguran\u00e7a para as hidrovias, principalmente diante da a\u00e7\u00e3o dos piratas dos rios, tal qual \u00e9 feito pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). &#8220;Precisamos de patrulhamento constante, permanente e perene&#8221;, pediu.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, Mustafa afirmou que o setor tem muitos pontos positivos, mas avalia que ainda est\u00e1 longe do ideal e \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o para resolver o presente. &#8220;O agora \u00e9 o que vai ditar o futuro. Conhecer o que o navegador do Amazonas precisa \u00e9 o que vai ditar esse futuro. Precisamos ser ouvidos&#8221;, apelou.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia s\u00f3 cresce<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Renato Fialho, superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), trouxe uma s\u00e9rie de dados sobre o cen\u00e1rio aquavi\u00e1rio brasileiro. Em 2022, foram 1,209 bilh\u00e3o de toneladas movimentadas na regi\u00e3o, uma queda de 0,4% no setor em rela\u00e7\u00e3o a 2021.<\/p>\n<p>Fialho aproveitou para explicar que atualmente o Brasil n\u00e3o possui hidrovias, segundo o conceito propriamente dito. &#8220;Apesar de usarmos esse termo [hidrovias], o fato \u00e9 que elas n\u00e3o existem atualmente no nosso pa\u00eds. Existem vias naveg\u00e1veis e vias navegadas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com o superintendente, o modelo de gest\u00e3o estatal das vias naveg\u00e1veis demonstrou-se inadequado. As amarras da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica est\u00e3o dificultando os investimentos no setor hidrovi\u00e1rio no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 consenso dentro da Antaq que o pa\u00eds precisa de um novo modelo&#8221;, avalia Fialho. Uma das alternativas seria a estrutura\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica semelhante ao do BR do Mar, que seria conhecida como BR dos Rios. Nesse caso, seria poss\u00edvel a cobran\u00e7a de uma tarifa para manuten\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, em forma possivelmente de ped\u00e1gio.<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o da Marinha na seguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>O capit\u00e3o de Corveta F\u00e1bio Luiz Cavalcanti da Silva, Chefe da Seguran\u00e7a do Tr\u00e1fego Aquavi\u00e1rio &#8211; 9\u00ba Distrito Naval da Marinha do Brasil salientou que o isolamento da regi\u00e3o faz com que a navega\u00e7\u00e3o seja fundamental para conectar as diversas microrregi\u00f5es da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Silva lembrou ainda que, ao contr\u00e1rio de outras cidades e estados do pa\u00eds, a navega\u00e7\u00e3o faz parte do cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 para situa\u00e7\u00f5es comuns do cotidiano. &#8220;Quando cheguei aqui, imaginei que, tal qual na minha cidade, o Rio de Janeiro, s\u00f3 possu\u00eda embarca\u00e7\u00f5es quem tinha algum poder aquisitivo ou interesse esportivo na atividade. Aqui n\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia, a navega\u00e7\u00e3o \u00e9 usada no dia a dia, em diversas situa\u00e7\u00f5es&#8221;, revelou.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o da Capitania dos Portos e da Marinha foi lembrada ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o diante de situa\u00e7\u00f5es de perigo, como a navega\u00e7\u00e3o no Rio Madeira, onde a quantidade de sedimentos na \u00e1gua chega a comprometer a navega\u00e7\u00e3o em diversos trechos. \u00c9 fun\u00e7\u00e3o desse setor das for\u00e7as armadas, a seguran\u00e7a de todos que trafegam nos rios da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo dia de confer\u00eancia da Navalshore Amaz\u00f4nia aconteceu nesta quinta-feira (25) e teve como principal tem\u00e1tica os desafios log\u00edsticos da regi\u00e3o. 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