{"id":45577,"date":"2023-05-25T07:10:25","date_gmt":"2023-05-25T10:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=45577"},"modified":"2023-05-25T07:10:25","modified_gmt":"2023-05-25T10:10:25","slug":"navalshore-amazonia-comeca-com-debates-sobre-problemas-e-solucoes-para-o-setor-naval-fluvial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navalshore-amazonia-comeca-com-debates-sobre-problemas-e-solucoes-para-o-setor-naval-fluvial\/","title":{"rendered":"Navalshore Amaz\u00f4nia come\u00e7a com debates sobre problemas e solu\u00e7\u00f5es para o setor naval fluvial"},"content":{"rendered":"<p>A Navalshore Amaz\u00f4nia come\u00e7ou nesta quarta-feira (24) com uma s\u00e9rie de apresenta\u00e7\u00f5es e debates entre representantes de empresas, entidades empresariais e poder p\u00fablico. No centro dos debates, a necessidade de diminuir a burocracia no financiamento de institui\u00e7\u00f5es financeiras para o setor naval, em especial para o Norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A analista de infraestrutura e representante do Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos, Laura Moutta Calado, abriu sua participa\u00e7\u00e3o no painel &#8220;Financiamento \u00e0 constru\u00e7\u00e3o naval fluvial&#8221; explicando para empres\u00e1rios e representantes do setor como funciona a din\u00e2mica de financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Criado em 2004, o FMM \u00e9 um fundo de natureza cont\u00e1bil, que visa destinar recursos para o desenvolvimento da Marinha Mercante e da ind\u00fastria de constru\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o naval brasileiras.<\/p>\n<p>Ao abordar a atua\u00e7\u00e3o do FMM, Lara trouxe uma situa\u00e7\u00e3o inusitada: o fundo possui recursos sobrando e ao mesmo tempo poucos projetos em execu\u00e7\u00e3o. Isso porque como parte dos recursos s\u00e3o controlados por bancos, o risco financeiro e as exig\u00eancias fazem com que parte dos investimentos demore a ser aprovado. Al\u00e9m disso, o Conselho Diretor do FMM, respons\u00e1vel pelas decis\u00f5es e composto por sindicatos, bancos e representantes de sindicatos da sociedade civil tamb\u00e9m precisa avaliar, para evitar conflitos de interesses.<\/p>\n<p>De acordo com a analista, apenas 34% dos recursos s\u00e3o utilizados. &#8220;Atualmente, h\u00e1 apenas 11 obras do Fundo da Marinha Mercante, sendo que h\u00e1 269 obras aprovadas&#8221;, explicou Laura Calado. Apesar dos problemas burocr\u00e1ticos, ela ressaltou que o objetivo do fundo \u00e9 o desenvolvimento do setor e parabenizou os representantes do setor na Regi\u00e3o Norte pelo evento. &#8220;Esse congresso \u00e9 uma conquista para voc\u00eas, meus parab\u00e9ns&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Investimento e financiamento<\/strong><\/p>\n<p>A burocracia na an\u00e1lise dos projetos para adquirir financiamento federal foi um dos fatores apontados como um dos maiores entraves para o setor naval no estado por Humberto Soares da Silva, pelo Diretor do estaleiro CHP Constru\u00e7\u00f5es Navais e associado do Sindicato da Ind\u00fastria Naval, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval).<\/p>\n<p>&#8220;Os juros cobrados para o pagamento de seguros tamb\u00e9m desestimula o setor&#8221;, lamentou. Al\u00e9m disso, o diretor reclamou ainda sobre a quantidade de garantias que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias exigem. Em alguns casos, as condi\u00e7\u00f5es para adquirir um financiamento s\u00e3o consideradas irreais.<\/p>\n<p>Ele lembrou ainda que o setor privado, em especial os bancos, perceberam as oportunidades do setor e se interessaram. Para se ter uma ideia, a participa\u00e7\u00e3o dos portos do chamado Arco Norte nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras cresceram 400% nos \u00faltimos 11 anos. &#8220;Mas embora o mercado esteja em alta e haja demanda, as condi\u00e7\u00f5es oferecidas pelos bancos n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3ria. A Taxa Selic a 13% tamb\u00e9m atrapalha&#8221;, reclamou.<\/p>\n<p>Silva mencionou ainda outros pequenos entraves t\u00e9cnicos, como a falta de informa\u00e7\u00f5es dadas a pequenos empres\u00e1rios do setor no Amazonas. Humberto lembrou ainda que o transporte naval possui vantagens ambientais, sendo um dos modais de menor impacto poluente. &#8220;As empresas que adotarem esse modelo ou participarem ter\u00e3o facilidade na obten\u00e7\u00e3o de selo verde de sustentabilidade&#8221;, sugeriu.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades do setor local<\/strong><\/p>\n<p>Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) tamb\u00e9m refor\u00e7ou as cr\u00edticas contra os entraves para a obten\u00e7\u00e3o de financiamento para o setor naval do Amazonas. Ele reclamou do comportamento dos bancos, que por exemplo exigem capital de garantia de 130% do valor de um eventual empr\u00e9stimo. Marcus lembrou ainda que poucas empresas da regi\u00e3o possuem preparo cont\u00e1bil pra adquirir esse financiamento.<\/p>\n<p>Para ter acesso a cr\u00e9dito atualmente, o empres\u00e1rio precisa ter uma s\u00e9rie de requisitos apresentados para a aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito por bancos privados, como capital social, movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria mensal, documentos cont\u00e1beis e as chamadas Opera\u00e7\u00f5es em SER. Dentre as garantias necess\u00e1rias est\u00e3o carta fian\u00e7a, garantia hipotec\u00e1ria, aval e documentos da embarca\u00e7\u00e3o. &#8220;Mas infelizmente n\u00e3o \u00e9 todo estaleiro que tem documenta\u00e7\u00e3o ou capital para esse tipo de pedida&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma dificuldade que atrapalha a cria\u00e7\u00e3o de novos projetos. Isso porque atualmente h\u00e1 uma diferen\u00e7a de documenta\u00e7\u00e3o entre uma embarca\u00e7\u00e3o pronta e outra no projeto, o que pode tornar ainda mais burocr\u00e1tica a obten\u00e7\u00e3o de financiamento. &#8220;As exig\u00eancias s\u00e3o muito grandes. S\u00e3o coisas simples, mas que muitas empresas simplesmente n\u00e3o t\u00eam&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>Outra reclama\u00e7\u00e3o feita por Evangelista \u00e9 a emiss\u00e3o de licen\u00e7as ambientais feitas pelo Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas (IPAAM). &#8220;O \u00f3rg\u00e3o precisa se atualizar. O empres\u00e1rio precisa da licen\u00e7a para ontem&#8221;, afirmou o dirigente.<\/p>\n<p><strong>Iniciativas de fomento<\/strong><\/p>\n<p>Ainda durante o painel, representantes de outras entidades apresentaram modelos de atua\u00e7\u00e3o que podem beneficiar o setor. Kallil Iangle Maia, gerente substituto da Regional Norte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), citou v\u00e1rios projetos criados na regi\u00e3o Norte com financiamento da Finep, como o primeiro empurrador auxiliar el\u00e9trico do mundo em Bel\u00e9m, no Par\u00e1. &#8220;A fun\u00e7\u00e3o da Finep \u00e9 trazer inova\u00e7\u00e3o para o Brasil&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O superintendente executivo do Atacado dos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rond\u00f4nia da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Bruno Cabral, falou sobre as solu\u00e7\u00f5es oferecidas pela institui\u00e7\u00e3o para os representantes do setor. Atualmente, a Caixa atua em v\u00e1rias linhas de apoio ao segmento de infraestrutura, variando de linhas de cr\u00e9dito a financiamento, como o Finisa e o FMM.<\/p>\n<p>Sobre o problema da formaliza\u00e7\u00e3o abordado em outras palestras, Bruno explicou que a Caixa possui formas de acompanhamento no dia a dia para os clientes. Segundo o superintendente, a regi\u00e3o possui uma ampla camada de oportunidades. &#8220;S\u00e3o mais de 60 mil quil\u00f4metros de rios naveg\u00e1veis, h\u00e1 um potencial enorme a ser explorado&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Navalshore Amaz\u00f4nia come\u00e7ou nesta quarta-feira (24) com uma s\u00e9rie de apresenta\u00e7\u00f5es e debates entre representantes de empresas, entidades empresariais e poder p\u00fablico. 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