{"id":44382,"date":"2023-03-13T07:23:15","date_gmt":"2023-03-13T10:23:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=44382"},"modified":"2023-03-13T07:23:15","modified_gmt":"2023-03-13T10:23:15","slug":"navio-de-pesquisas-da-marinha-que-pode-redefinir-as-fronteiras-do-brasil-atraca-em-belem-pa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navio-de-pesquisas-da-marinha-que-pode-redefinir-as-fronteiras-do-brasil-atraca-em-belem-pa\/","title":{"rendered":"Navio de pesquisas da Marinha que pode redefinir as fronteiras do Brasil atraca em Bel\u00e9m (PA)"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\">O Navio Hidroceanogr\u00e1fico (NHo) &#8220;Cruzeiro do Sul&#8221;, operado pela Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil, atracou, nesta sexta-feira (10), no Porto de Bel\u00e9m (PA). Esta \u00e9 uma parada estrat\u00e9gica para o Navio, que realiza pesquisas em apoio ao Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), programa de Estado que tem o prop\u00f3sito de determinar a \u00e1rea mar\u00edtima, al\u00e9m do limite de 200 milhas n\u00e1uticas, na qual o Brasil pode exercer direitos de soberania para a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais do leito e do subsolo marinho.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nesta comiss\u00e3o, o Navio tem como tarefas coletar dados de batimetria (medi\u00e7\u00e3o de profundidade de massas de \u00e1gua) e de s\u00edsmica rasa (caracteriza\u00e7\u00e3o de fei\u00e7\u00f5es de fundo e sub-fundo marinho), a fim de refor\u00e7ar a identifica\u00e7\u00e3o da base do talude (regi\u00e3o oce\u00e2nica de inclina\u00e7\u00e3o acentuada), em especial nas regi\u00f5es do Mega Deslizamento Par\u00e1-Maranh\u00e3o e na Cadeia Norte Brasileira.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u201cNessa etapa, n\u00f3s fizemos, em cerca de 1.600 milhas n\u00e1uticas [aproximadamente 2.900 quil\u00f4metros], esse trabalho de coleta de dados de batimetria, utilizando o ecobat\u00edmetro multifeixe EM-122, e de s\u00edsmica rasa, utilizando o perfilador de sub-fundo SBP-120, de modo a contribuir com a identifica\u00e7\u00e3o da base do talude, de forma a auxiliar os pleitos do LEPLAC junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Limites da Plataforma Continental, na ONU. O Navio fez esses trabalhos na margem equatorial brasileira, basicamente na regi\u00e3o oce\u00e2nica adjacente aos estados do Cear\u00e1, Maranh\u00e3o e Par\u00e1\u201d, explica o Comandante do NHo &#8220;Cruzeiro do Sul&#8221;, Capit\u00e3o de Fragata Claudio Luiz Pereira Batista.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar define que a plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das \u00e1reas submarinas que se estendem al\u00e9m do seu mar territorial, em toda a extens\u00e3o do prolongamento natural do seu territ\u00f3rio terrestre, at\u00e9 o bordo exterior da margem continental, ou at\u00e9 uma dist\u00e2ncia de 200 milhas mar\u00edtimas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A ONU permite que os pa\u00edses ampliem seus limites mar\u00edtimos, desde que apresentem estudos que comprovem a extens\u00e3o da sua plataforma continental. A regra consiste em determinar, a partir da defini\u00e7\u00e3o da profundidade do mar e da espessura de sedimento, at\u00e9 onde existe o prolongamento natural da massa continental submersa.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u201cAssim como os Bandeirantes, antigamente, fizeram a expans\u00e3o para o oeste, em busca de riquezas, e definiram as fronteiras a oeste do Brasil, n\u00f3s estamos em uma fase de determina\u00e7\u00e3o do limite exterior da nossa \u00faltima fronteira, a leste do Brasil, al\u00e9m das 200 milhas n\u00e1uticas. Isso vai ser um legado para as gera\u00e7\u00f5es futuras, j\u00e1 que o Brasil vai ter a oportunidade do direito \u00e0 soberania e explora\u00e7\u00e3o das riquezas minerais do leito e do solo e subsolo marinhos\u201d, explica o Comandante Claudio.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Rota<\/strong><br \/>\nO \u201cCruzeiro do Sul\u201d suspendeu no dia 6 de fevereiro, do P\u00eder Paulo Irineu Roxo Freitas, localizado na Base de Hidrografia da Marinha em Niter\u00f3i (RJ). A primeira parada foi no Porto de Fortaleza (CE), onde a embarca\u00e7\u00e3o permaneceu entre 17 e 22 de fevereiro. O Navio Hidroceanogr\u00e1fico permanece na capital paraense at\u00e9 o dia 14 de mar\u00e7o, quando partir\u00e1 para nova escala em Fortaleza, Natal (RN), at\u00e9 o retorno \u00e0 Base, em Niter\u00f3i, no dia 20 de abril.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Navio Hidroceanogr\u00e1fico &#8220;Cruzeiro do Sul&#8221;<\/strong><br \/>\nCom tripula\u00e7\u00e3o de 66 militares, composta por 11 Oficiais e 55 Pra\u00e7as, o Navio tem a capacidade de receber 16 pesquisadores, os quais contribuem para o desenvolvimento das atividades de pesquisa no mar.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O \u201cCruzeiro do Sul\u201d tem 65,7m de comprimento, boca (largura) de 11m e calado (toda a parte da embarca\u00e7\u00e3o que fica submersa) de 6,5m. Desloca-se \u00e0 velocidade m\u00e1xima de 9 n\u00f3s (16,6 km\/h). A embarca\u00e7\u00e3o \u00e9 equipada com dois guinchos oceanogr\u00e1ficos para \u00e1guas profundas, dois ecobat\u00edmetros, al\u00e9m de esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Navio Hidroceanogr\u00e1fico (NHo) &#8220;Cruzeiro do Sul&#8221;, operado pela Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil, atracou, nesta sexta-feira (10), no Porto de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":44383,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-44382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44382"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44384,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44382\/revisions\/44384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}