{"id":43971,"date":"2023-02-09T07:17:51","date_gmt":"2023-02-09T10:17:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=43971"},"modified":"2023-02-09T07:17:51","modified_gmt":"2023-02-09T10:17:51","slug":"a-construcao-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/a-construcao-naval\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o naval"},"content":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o naval fornece navios e estruturas flutuantes de diversos tipos aos operadores de servi\u00e7os mar\u00edtimos, principalmente de transporte de cargas e produ\u00e7\u00e3o de energia. O total do transporte transoce\u00e2nico, na frota mundial de cerca de 11 mil navios, segundo a UNCTAD, soma cerca de 11 bilh\u00f5es de toneladas com um valor estimado em US$ 18 trilh\u00f5es, em 2021, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/statista.com.\/\">https:\/\/statista.com.<\/a>\u00a0O volume transportado por navios dever\u00e1 crescer cerca de 2% ao ano, at\u00e9 2027. Cerca de 21% da frota mundial tem de 15 a mais de 20 anos de idade, chegando ao limite da sua vide \u00fatil, prazo que o esfor\u00e7o pela descarboniza\u00e7\u00e3o vem tornando ainda menor. A Clarksons registra que mais de 50% das novas encomendas de navios, em 2022, foram projetados para uso de LNG e combust\u00edvel tradicional.<\/p>\n<p>A Wood Mackenzie, especializada em intelig\u00eancia comercial, avalia que o investimento em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s aumente para cerca de US$ 470 bilh\u00f5es em 2023, em acentuada recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Cerca de metade do aumento reflete maiores pre\u00e7os nos fornecimentos, especialmente nos ativos para produ\u00e7\u00e3o offshore. Essas informa\u00e7\u00f5es tra\u00e7am um panorama favor\u00e1vel para a constru\u00e7\u00e3o naval mundial. A expans\u00e3o prevista nos volumes transportados sinaliza o aumento da constru\u00e7\u00e3o de navios petroleiros, que representam cerca de 21% da frota mundial, e a continuada expans\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de navios gaseiros para LNG, segmento de maior expans\u00e3o. Tamb\u00e9m em expans\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de plataformas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo offshore sinaliza a contrata\u00e7\u00e3o de navios de apoio mar\u00edtimo, de constru\u00e7\u00e3o submarina e assentamento de dutos, com perspectivas para expans\u00e3o dessas frotas.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio, Ind\u00fastria e Energia da Cor\u00e9ia do Sul avalia que as encomendas globais de constru\u00e7\u00e3o naval totalizaram 42,04 milh\u00f5es de CGT, em 2022.<\/p>\n<p>Uma queda de 22% na compara\u00e7\u00e3o com 2021. Os estaleiros da China lideram no total da tonelagem constru\u00edda, mas a Cor\u00e9ia do Sul lidera em navios com mais tecnologia como grandes transportadores de GNL, navios porta-cont\u00eaineres e petroleiros.<br \/>\nAs novas encomendas, de 20,79 milh\u00f5es de CGT, foram 58% para estaleiros sul-coreanos.<\/p>\n<p>O provedor de servi\u00e7os mar\u00edtimos e offshore Drydocks World Dubai, com sede nos Emirados \u00c1rabes Unidos, do grupo DP World, e a Aker Solutions, da Noruega, formaram uma nova joint venture, para moderniza\u00e7\u00e3o do FPSO &#8220;Petrojarl Knarr&#8221;. A plataforma ser\u00e1 destinada ao campo de petr\u00f3leo e g\u00e1s Rosebank, da Equinor, na costa da Esc\u00f3cia. A imprensa especializada internacional demonstra o avan\u00e7o do mercado de constru\u00e7\u00e3o para o offshore, indicando a diversifica\u00e7\u00e3o dos investimentos de grandes produtores de petr\u00f3leo a esse segmento. Al\u00e9m de novos players, h\u00e1 consolida\u00e7\u00e3o de tradicionais fornecedores, como \u00e9 o caso da Sembcorp Marine, de Cingapura, que pede aos acionistas para votar sua proposta de aquisi\u00e7\u00e3o de US $ 3,4 bilh\u00f5es da compatriota Keppel Offshore &amp; Marine. Reconhece que enfrentaria cen\u00e1rio ainda mais competitivo, onde muitos players offshore buscaram consolida\u00e7\u00e3o ou foram desafiados pelos fundamentos radicalmente alterados dos neg\u00f3cios e das necessidades dos clientes.<\/p>\n<p>No Brasil, a libera\u00e7\u00e3o de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) totalizou R$ 623 milh\u00f5es em 2022, at\u00e9 30 de novembro, compreendendo a constru\u00e7\u00e3o de um estaleiro e de um dique flutuante, al\u00e9m de 54 constru\u00e7\u00f5es de embarca\u00e7\u00f5es, 50 reparos e 10 convers\u00f5es, totalizando 116 obras. A maior parte das libera\u00e7\u00f5es se concentrou em obras de estaleiros das regi\u00f5es Sul e Sudeste: R$ 212,4 milh\u00f5es em Santa Catarina; R$ 192,2 milh\u00f5es no Rio de Janeiro; e R$ 49,7 milh\u00f5es em S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m de R$ 29,7 milh\u00f5es no Par\u00e1, R$ 26 milh\u00f5es no Cear\u00e1, R$ 11,4 milh\u00f5es no Amazonas e R$ 1,7 milh\u00e3o na Bahia.<\/p>\n<p>Entre esses projetos, merecem destaque os do Grupo Edison Choueste (estaleiro Navship e empresas de apoio mar\u00edtimo Alfanave e Bram): constru\u00e7\u00e3o de dique flutuante no estaleiro em Santa Catarina; constru\u00e7\u00e3o de dois ROVS e reparos em seis navios de apoio. O Navship vai construir estaleiro de reparos no Porto do A\u00e7u, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no Rio de Janeiro, onde j\u00e1 \u00e9 operadora da base de apoio offshore C-Port. A CBO, em Niteroi, far\u00e1 servi\u00e7os em 20 navios de apoio de sua frota no estaleiro Alian\u00e7a. Em 2022, foram aprovados 43 novos projetos pelo Fundo da Marinha Mercante para 227 obras de constru\u00e7\u00e3o, reparo, convers\u00e3o ou moderniza\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, com investimento total de R$ 5,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A vitalidade na expans\u00e3o e reativa\u00e7\u00e3o de estaleiros tamb\u00e9m pode ser observada na expans\u00e3o da Modec, no Rio de Janeiro, que dever\u00e1 contratar o estaleiro EBR, no Rio Grande do Sul, para trabalho de engenharia da planta de processo do topside do FPSO &#8220;P\u00e3o de A\u00e7\u00facar&#8221; e mais a fabrica\u00e7\u00e3o de seis m\u00f3dulos de processo. O casco do FPSO, m\u00f3dulos de processo e a estrutura de habita\u00e7\u00e3o ser\u00e3o constru\u00eddos no estaleiro Dalian, da China. Este \u00e9 um exemplo da sinergia da Modec, do Jap\u00e3o, com o EBR, que tem entre seus acionistas a Toyo japonesa. A mesma sinergia tamb\u00e9m dever\u00e1 ocorrer com a Keppel, na fus\u00e3o com a Sembcorp, dinamizando os estaleiros KeppelFels (RJ) e Jurong Aracruz (ES) na constru\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulos e comissionamento de FPSOs destinados ao Brasil, nas licita\u00e7\u00f5es conquistadas pelas empresas de Cingapura.<\/p>\n<p>Grandes estaleiros brasileiros avan\u00e7am em seus processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial. O Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (PE) vende \u00e1reas para serem utilizadas como terminais portu\u00e1rios e realiza reparos de navios e docagens obrigat\u00f3rias. O Estaleiro Rio Grande\/Ecovix (RS) realiza reparos e opera como terminal portu\u00e1rio. O Estaleiro Enseada (BA) recebeu permiss\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o integral do terminal de uso privado e pode movimentar gran\u00e9is s\u00f3lidos e carga geral. O plano de neg\u00f3cios da empresa diversifica atividades para fabricar itens para projetos e\u00f3licos, como torres, funda\u00e7\u00f5es e flutuadores. O Estaleiro Mau\u00e1 (RJ) opera no reparo, como terminal portu\u00e1rio e base de apoio offshore.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o de notici\u00e1rio internacional demonstra que as atividades de reparos e constru\u00e7\u00e3o naval de m\u00e9dio porte t\u00eam merecido investimentos e avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. A revista Portos e Navios noticiou sobre o projeto Smart European Shipbuilding, financiado pela Uni\u00e3o Europeia. A miss\u00e3o \u00e9 reduzir o tempo de engenharia, montagem e constru\u00e7\u00e3o nos estaleiros da UE, acelerando processos por meio da tecnologia para criar uma estrutura para constru\u00e7\u00e3o naval baseada em dados. Empresas como a Cadmatic, Contact Software e Sard participam na integra\u00e7\u00e3o de sistemas. Os estaleiros escolhidos para abrigar o projeto, Ulstein Group (Noruega) e Astilleros Gondan (Espanha), s\u00e3o de porte m\u00e9dio especializados na constru\u00e7\u00e3o de navios de apoio offshore.<\/p>\n<p>A unidade de neg\u00f3cios navais da ST Engineering (Cingapura) adquiriu, por US$ 95 milh\u00f5es, da Keppel FELS, o estaleiro Gul, especializado no reparo naval, uma atividade de grande lucratividade. O plano \u00e9 adotar a digitaliza\u00e7\u00e3o dos processos e ampliar a atua\u00e7\u00e3o para segmentos como fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulos e sistemas renov\u00e1veis de energia offshore.<\/p>\n<p>\u00c9 oportuno observar esta realidade. Os segmentos de reparos e a constru\u00e7\u00e3o naval de m\u00e9dio porte n\u00e3o t\u00eam o reconhecimento que merecem no Brasil, mesmo sendo os mais din\u00e2micos na constru\u00e7\u00e3o naval local.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o naval fornece navios e estruturas flutuantes de diversos tipos aos operadores de servi\u00e7os mar\u00edtimos, principalmente de transporte de cargas e produ\u00e7\u00e3o de energia&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43972,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-43971","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43971","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43971"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43971\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43973,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43971\/revisions\/43973"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43972"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}