{"id":43611,"date":"2023-01-30T09:04:39","date_gmt":"2023-01-30T12:04:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=43611"},"modified":"2023-01-30T09:04:39","modified_gmt":"2023-01-30T12:04:39","slug":"marinha-detecta-possibilidade-de-porta-avioes-afundar-em-aguas-brasileiras-por-isso-volta-atras-e-ordena-afastamento-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-detecta-possibilidade-de-porta-avioes-afundar-em-aguas-brasileiras-por-isso-volta-atras-e-ordena-afastamento-da-costa\/","title":{"rendered":"Marinha detecta possibilidade de porta-avi\u00f5es afundar em \u00e1guas brasileiras, por isso volta atr\u00e1s e ordena afastamento da costa"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha brasileira tomou provid\u00eancias pr\u00e1ticas quanto ao seu ex-porta-avi\u00f5es (NAe S\u00e3o Paulo) que est\u00e1 proibido de atracar nos portos e estaleiros do pa\u00eds devido o amianto e o merc\u00fario que o casco carrega. Ela determinou o afastamento da embarca\u00e7\u00e3o da costa pernambucana. Esta semana o navio foi visto se movimentando para \u00e1guas internacionais, mas at\u00e9 ent\u00e3o os militares n\u00e3o haviam emitido nenhum comunicado, o que\u00a0causou espanto e mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>A empresas MSK Maritime Services &amp; Trading e a S\u00d6K, respons\u00e1veis pela embarca\u00e7\u00e3o e que depois\u00a0renunciaram a propriedade por n\u00e3o ter permiss\u00e3o de atracar nos portos brasileiros, se disseram surpresas com a movimenta\u00e7\u00e3o do ex-porta-avi\u00f5es, apesar de terem afirmado que o casco estava seguro mesmo com a ren\u00fancia.<\/p>\n<p>A Marinha realizou uma per\u00edcia no casco contaminado do navio militar e constatou que h\u00e1 uma \u201csevera degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de flutuabilidade e estabilidade\u201d. Os militares constataram ainda que a embarca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o possui cobertura do Seguro P&amp;I (de Prote\u00e7\u00e3o e Indeniza\u00e7\u00e3o), nem contrato para atraca\u00e7\u00e3o e reparo firmado com empresa ou estaleiro capazes de executar os servi\u00e7os, que deveriam ser de responsabilidade da S\u00d6K.<\/p>\n<p>O ex-porta-avi\u00f5es e seu rebocador deve ser afastado para uma regi\u00e3o com maior profundidade. A fragata \u201cUni\u00e3o\u201d e o navio de Apoio Oce\u00e2nico \u201cPurus\u201d acompanham o reboque. Em nota divulgada, a Marinha diz que \u201cdadas as condi\u00e7\u00f5es em que o casco se encontra, n\u00e3o autorizar\u00e1 a aproxima\u00e7\u00e3o deste de \u00e1guas interiores ou terminais portu\u00e1rios, em face do elevado risco que representa, com possibilidade de encalhe, afundamento ou interdi\u00e7\u00e3o do canal de acesso a porto nacional, com preju\u00edzos de ordem log\u00edstica, operacional e econ\u00f4mica ao Estado brasileiro\u201d.\u00a0<a class=\"external\" href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/sites\/default\/files\/nota_oficial_-_casco_ex-nae_sao_paulo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Veja a nota na \u00edntegra aqui.<\/a><\/p>\n<p>A decis\u00e3o da Marinha em afastar seu ex-porta-avi\u00f5es da costa brasileira \u00e9 uma medida que busca a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, sendo que ela mesma foi quem contribuiu para o in\u00edcio do imbr\u00f3glio. Acontece que quando a embarca\u00e7\u00e3o foi proibida de chegar ao seu destino \u2013 um estaleiro na Turquia \u2013 ap\u00f3s o Greenpeace detectar os materiais cancer\u00edgenos em seu casco, em outubro,ela ordenou que a atraca\u00e7\u00e3o fosse no porto brasileiro de Suape, em Pernambuco.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, ela chegou a dizer em nota que o amianto atualmente existente no ex-NAe S\u00e3o Paulo n\u00e3o oferecia riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>O governo local reagiu \u00e0 ordem, entrando com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a Federal para que a atraca\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorresse l\u00e1, devido ao risco sanit\u00e1rio, ambiental e \u00e0 opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria. O caso ganhou repercuss\u00e3o. Depois, nenhum outro porto ou estaleiro aceitou receber o ex-porta-avi\u00f5es at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o fosse resolvida. A embarca\u00e7\u00e3o, que passou a ser chamada de navio-fantasma, ficou em alto mar (a 46 quil\u00f4metros da costa pernambucana) at\u00e9 ser rebocada nesta nova medida da Marinha.<\/p>\n<p>O porta-avi\u00f5es, que j\u00e1 foi o maior navio de guerra do hemisf\u00e9rio sul, j\u00e1 n\u00e3o pertence \u00e0s For\u00e7as Armadas do Brasil desde 2020. Ele foi vendido \u00e0 S\u00d6K. A embarca\u00e7\u00e3o iria para o desmanche verde este ano. Enquanto pertenceu ao Brasil, a embarca\u00e7\u00e3o sempre causou pol\u00eamicas e grandes preju\u00edzos.<\/p>\n<p>Fonte: Click Petr\u00f3leo e G\u00e1s<\/p>\n<div id=\"quads-ad3\" class=\"quads-location quads-ad3\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha brasileira tomou provid\u00eancias pr\u00e1ticas quanto ao seu ex-porta-avi\u00f5es (NAe S\u00e3o Paulo) que est\u00e1 proibido de atracar nos portos e estaleiros do pa\u00eds devido&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43612,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-43611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43613,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43611\/revisions\/43613"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}