{"id":43540,"date":"2023-01-25T12:39:47","date_gmt":"2023-01-25T15:39:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=43540"},"modified":"2023-01-25T12:39:47","modified_gmt":"2023-01-25T15:39:47","slug":"navegacao-o-seguro-parametrico-na-mitigacao-dos-riscos-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navegacao-o-seguro-parametrico-na-mitigacao-dos-riscos-climaticos\/","title":{"rendered":"Navega\u00e7\u00e3o: O seguro param\u00e9trico na mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos clim\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<p>A grave estiagem que ocorreu no Norte do Brasil at\u00e9 in\u00edcio de dezembro foi a pior em d\u00e9cadas: o Rio Amazonas e seus principais afluentes atingiram n\u00edveis cr\u00edticos no per\u00edodo. Como a regi\u00e3o concentra rotas de navega\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gicas, o cen\u00e1rio sinalizou a imin\u00eancia de uma crise de abastecimento. No caso do Rio Amazonas, tivemos um impacto direto no transporte de cargas do polo industrial de Manaus.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Rio Madeira, um dos principais afluentes, \u00e9 o maior corredor de exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os do estado de Rond\u00f4nia e escoa parte da produ\u00e7\u00e3o do Centro Oeste. Geralmente, a hidrovia do Madeira permite a navega\u00e7\u00e3o de grandes comboios com at\u00e9 18 mil toneladas, mesmo em tempos de estiagem. Por\u00e9m, devido \u00e0 falta de chuvas que ocorreu no per\u00edodo, o n\u00edvel do rio baixou de forma acentuada desde 2021 chegando a n\u00fameros hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, em maio de 2022, o n\u00edvel de 11 metros j\u00e1 era considerado cr\u00edtico. Em setembro, a cota foi reduzida a 1,94 metro e em outubro subiu para apenas 3,10 metros. De acordo com a Defesa Civil, em alguns pontos foi poss\u00edvel ver bancos de areia e pedregais no meio das \u00e1guas.<\/p>\n<p><strong>Desafios para embarca\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, as embarca\u00e7\u00f5es ficaram limitadas e seguindo com cargas reduzidas quase pela metade. O tempo de viagem tamb\u00e9m aumentou: o percurso de um dia, por exemplo, agora dura por volta de 3 dias. J\u00e1 a navega\u00e7\u00e3o noturna ficou proibida devido \u00e0 ocorr\u00eancia de bancos de areia, que poderia causar acidentes e encalhar embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o em cadeia<\/strong><\/p>\n<p>O impacto de uma estiagem do Rio Amazonas na cadeia de abastecimento brasileira vai al\u00e9m das fronteiras regionais. A hidrovia integra uma log\u00edstica intermodal por meio do servi\u00e7o de cabotagem, cuja rota cruza toda a costa brasileira, tendo como destino Buenos Aires, na Argentina.<\/p>\n<p>Por isso, na pr\u00e1tica um problema como este afeta toda a rota de alimentos e bens de consumo, no sentido Northbound com destino \u00e0s regi\u00f5es Norte e Nordeste, partindo do Sul e Sudeste. Al\u00e9m disso, situa\u00e7\u00f5es como essa pode impactar diretamente a produ\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus por falta de insumos.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancia de fen\u00f4menos extremos<\/strong><\/p>\n<p>As varia\u00e7\u00f5es de n\u00edvel do Rio Amazonas e seus afluentes sempre foram uma particularidade da regi\u00e3o. Em junho do ano passado, a situa\u00e7\u00e3o era totalmente oposta: o Rio Negro, por exemplo, passava por uma cheia e a orla de Manaus alcan\u00e7ou a marca de 29,75 metros. No in\u00edcio de outubro deste ano, o n\u00edvel caiu para 13,56 metros, o pior \u00edndice em 100 anos. Em novembro, recuperou-se para 17,65 metros.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Rio Madeira, o recorde de estiagem foi registrado em 2005, quando o n\u00edvel chegou a 1,36 metro. Em contraponto, na cheia de 2014 o rio transbordou, inundou a BR-364 e engoliu comunidades ribeirinhas e bairros da capital, destruindo im\u00f3veis e empresas.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, n\u00e3o podemos negar que esses fen\u00f4menos v\u00eam apresentando contornos mais extremos e frequentes, o\u00a0Inmet\u00a0(Instituto Nacional de Meteorologia) indica o menor volume de chuvas do Amazonas nos \u00faltimos 15 anos. Trata-se de uma consequ\u00eancia direta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que alteram os padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o de chuvas a amea\u00e7am as atividades produtivas.<\/p>\n<p><strong>As estrat\u00e9gias de mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos de estiagens<\/strong><\/p>\n<p>Em um contexto de clima cada vez mais inst\u00e1vel, o\u00a0seguro param\u00e9trico\u00a0pode ser uma ferramenta interessante para mitigar a volatilidade da receita e impactos no fluxo de caixa gerados por eventos inesperados.<\/p>\n<p>Essa modalidade de seguro \u00e9 constru\u00edda em torno de um \u00edndice mensur\u00e1vel baseado em par\u00e2metros predefinidos (da\u00ed vem o nome), sem a necessidade de danos f\u00edsicos para ser acionado.<\/p>\n<p>Por exemplo: para os produtores que escoam sua produ\u00e7\u00e3o pelo Madeira, os efeitos diretos da diminui\u00e7\u00e3o do n\u00edvel da \u00e1gua podem ser inexistentes, mas os impactos financeiros da perda de receita associada podem ser cr\u00edticos para o resultado da companhia.<\/p>\n<p>Neste caso, podemos construir uma cobertura param\u00e9trica baseada no n\u00edvel do rio, de maneira que o impacto financeiro gerado pela falta de navegabilidade \u00e9 suavizado pela indeniza\u00e7\u00e3o do seguro.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um seguro de abrang\u00eancia ampla, capaz de atender diversas situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao clima como: excesso ou falta de chuva, vento, sol, temperatura, entre outros. Vale como solu\u00e7\u00e3o para riscos clim\u00e1ticos que possam ser atrelados a um \u00edndice, independentemente do setor, por exemplo, log\u00edstica, agroneg\u00f3cio, infraestrutura e energia.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Apolice<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grave estiagem que ocorreu no Norte do Brasil at\u00e9 in\u00edcio de dezembro foi a pior em d\u00e9cadas: o Rio Amazonas e seus principais afluentes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43541,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-43540","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43540"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43540\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43542,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43540\/revisions\/43542"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}