{"id":43495,"date":"2023-01-23T02:27:50","date_gmt":"2023-01-23T05:27:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=43495"},"modified":"2023-01-23T02:27:50","modified_gmt":"2023-01-23T05:27:50","slug":"marinha-ve-risco-de-naufragio-e-afasta-porta-avioes-sao-paulo-da-costa-de-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-ve-risco-de-naufragio-e-afasta-porta-avioes-sao-paulo-da-costa-de-pe\/","title":{"rendered":"Marinha v\u00ea risco de naufr\u00e1gio e afasta porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo da costa de PE"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s inspe\u00e7\u00e3o em que verificou &#8220;severa degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de flutuabilidade&#8221;, a Marinha determinou o afastamento da costa do porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo, que est\u00e1\u00a0impedido de atracar em portos brasileiros. A for\u00e7a decidiu ainda assumir a opera\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O porta-avi\u00f5es foi vendido em 2021 para desmanche em um estaleiro turco, mas acabou\u00a0sendo proibido de entrar na Turquia\u00a0ap\u00f3s den\u00fancias de que carrega grande quantidade de amianto, produto t\u00f3xico que causa doen\u00e7as como c\u00e2ncer e asbestose, uma doen\u00e7a ocupacional que ataca os pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi transportado de volta ao Brasil, mas foi impedido de atracar no Rio de Janeiro e em Pernambuco e estava fundeado cerca de 46 quil\u00f4metros em frente ao litoral pernambucano, sob protestos da agente mar\u00edtima MSK, parceira do estaleiro turco S\u00f6k Denizcilik and Ticaret na compra.<\/p>\n<p>As duas empresas querem renunciar do bem em favor da Uni\u00e3o, alegando que n\u00e3o t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es financeiras de apoiar o navio, que deixou o Brasil no dia 4 de agosto de 2022 para uma viagem de 30 dias que se arrasta at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Nesta sexta-feira (20), a Marinha informou que fez uma inspe\u00e7\u00e3o no navio e concluiu que as compradoras da embarca\u00e7\u00e3o n\u00e3o adotaram provid\u00eancias exigidas para preservar a seguran\u00e7a do casco.<\/p>\n<p>Alegando riscos ambientais e ao tr\u00e1fego aquavi\u00e1rio na regi\u00e3o, determinou o afastamento do S\u00e3o Paulo para \u00e1guas mais profundas e mobilizou duas embarca\u00e7\u00f5es para acompanhar o navio: a fragata Uni\u00e3o e o navio de apoio mar\u00edtimo Purus.<\/p>\n<p>Definiu ainda que &#8220;dadas as condi\u00e7\u00f5es em que o casco se encontra, n\u00e3o autorizar\u00e1 a aproxima\u00e7\u00e3o deste de \u00e1guas interiores ou terminais portu\u00e1rios, em face do elevado risco que representa, com possibilidade de encalhe, afundamento ou interdi\u00e7\u00e3o do canal de acesso a porto nacional&#8221;.<\/p>\n<div class=\"c-news__body\" data-share-text=\"\" data-news-content-text=\"\" data-disable-copy=\"\" data-continue-reading=\"\" data-continue-reading-hide-others=\".js-continue-reading-hidden\" data-age-rating=\"\">\n<p>Ainda na sexta, a Marinha informou que o rebocador que vinha transportando o porta-avi\u00f5es &#8220;apresentou restri\u00e7\u00f5es log\u00edsticas&#8221; e a opera\u00e7\u00e3o foi assumida pelo Purus. &#8220;Cabe ressaltar que a S\u00f6k n\u00e3o deixou de ter responsabilidade pelo bem&#8221;, frisou.<\/p>\n<p>Especializadas em desmanche de navios, MSK e S\u00f6k compraram o porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo por R$ 10,5 milh\u00f5es em leil\u00e3o realizado pela Marinha.<\/p>\n<p>Era\u00a0o maior navio de guerra brasileiro, com 31 mil toneladas, 266 metros de comprimento e capacidade para at\u00e9 40 aeronaves. Seu armamento era composto por tr\u00eas lan\u00e7adores duplos de m\u00edsseis e metralhadoras de grosso calibre.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos uma situa\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel&#8221;, diz o advogado da MSK, Zilan Costa e Silva. &#8220;A empresa tomou todos os cuidados, contratou o maior rebocador do mundo, fez previs\u00e3o de viagem de 30 dias&#8230; E o rebocador ficou conectado ao navio todo esse tempo.&#8221;<\/p>\n<p>Ele reclama que a empresa n\u00e3o obteve autoriza\u00e7\u00e3o nem para levar o navio para outro pa\u00eds nem para atracar no Brasil. &#8220;Isso \u00e9 uma pena de morte&#8221;, compara, dizendo que as perdas financeiras nesse processo ainda est\u00e3o sendo calculadas.<\/p>\n<p>A exporta\u00e7\u00e3o do porta-avi\u00f5es chegou a ser proibida por liminar judicial emitida no mesmo dia em que deixou o pa\u00eds. Mas, ao ser notificada da liminar, a Marinha informou que o pedido n\u00e3o poderia ser acatado porque a embarca\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava em \u00e1guas internacionais.<\/p>\n<p>Invent\u00e1rio feito antes da partida contabilizou pouco menos de dez toneladas de amianto a bordo, resultado questionado pela ONG Shipbreaking Platform com base no desmanche de um navio-irm\u00e3o do S\u00e3o Paulo, chamado Clemenceau, que teria encontrado 760 toneladas do material.<\/p>\n<p>As compradoras s\u00e3o acusadas ainda de desrespeitar artigos da conven\u00e7\u00e3o de Basileia sobre exporta\u00e7\u00e3o de res\u00edduos t\u00f3xicos. Elas negam que o S\u00e3o Paulo carregue esse volume de amianto e dizem que seguiram as regras.<\/p>\n<p>Em comunicados anteriores, a Marinha diz que o S\u00e3o Paulo j\u00e1 havia\u00a0passado por um processo de\u00a0desamiantiza\u00e7\u00e3o\u00a0na d\u00e9cada de 1990, com a retirada de cerca de 55 toneladas do material, e que n\u00e3o oferece riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>O advogado da MSK acrescenta que a embarca\u00e7\u00e3o passou por duas inspe\u00e7\u00f5es e classifica como &#8220;fake news&#8221; as den\u00fancias. &#8220;Ningu\u00e9m em s\u00e3 consci\u00eancia poderia imaginar que entidades internacionais fossem levantar n\u00fameros irreais sobre a quantidade de amianto&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"c-news__stars u-no-print js-continue-reading-hidden\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s inspe\u00e7\u00e3o em que verificou &#8220;severa degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de flutuabilidade&#8221;, a Marinha determinou o afastamento da costa do porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo, que est\u00e1\u00a0impedido de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43496,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-43495","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43495"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43495\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43497,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43495\/revisions\/43497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}