{"id":43486,"date":"2023-01-23T02:20:38","date_gmt":"2023-01-23T05:20:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=43486"},"modified":"2023-01-23T02:21:28","modified_gmt":"2023-01-23T05:21:28","slug":"pesquisadores-da-ufpr-encontram-rochas-formadas-por-plastico-na-ilha-da-trindade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pesquisadores-da-ufpr-encontram-rochas-formadas-por-plastico-na-ilha-da-trindade\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFPR encontram rochas formadas por pl\u00e1stico na Ilha da Trindade"},"content":{"rendered":"<p>Um artigo publicado por cientistas da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e de outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras no peri\u00f3dico Marine Pollution Bulletin, da plataforma ScienceDirect (Elsevier), aponta a gera\u00e7\u00e3o de novas rochas na Ilha da Trindade, no Esp\u00edrito Santo, a partir da polui\u00e7\u00e3o marinha. As rochas seriam formadas por pl\u00e1stico, segundo o estudo, e comprovam que o homem est\u00e1 atuando como agente geol\u00f3gico no planeta.<\/p>\n<p>O estudo relata a ocorr\u00eancia de rochas id\u00eanticas \u00e0s naturais, mas compostas por pl\u00e1stico no Parcel das Tartarugas, regi\u00e3o da Ilha da Trindade \u2013 ilha vulc\u00e2nica localizada a 1.140 quil\u00f4metros de Vit\u00f3ria (Esp\u00edrito Santo) e administrada pela Marinha do Brasil. O local \u00e9 uma importante reserva marinha do Atl\u00e2ntico Sul e uma Unidade de Monumento Natural Brasileiro. As rochas constitu\u00eddas por pl\u00e1stico foram identificadas pr\u00f3ximo \u00e0 maior regi\u00e3o de ninhos da tartaruga-verde (Chelonia mydas) e de recifes de carac\u00f3is marinhos do Brasil.<\/p>\n<p>Pertencente \u00e0 chamada Amaz\u00f4nia Azul \u2013 \u00e1rea com riquezas naturais e minerais abundantes que apenas o Brasil pode explorar economicamente \u2013, a ilha \u00e9 habitat natural de aves marinhas e alberga um ecossistema fr\u00e1gil e \u00fanico que inclui esp\u00e9cies end\u00eamicas de peixes e diferentes conjuntos recifais.<\/p>\n<p>A descoberta de Fernanda Avelar Santos, doutoranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geologia da UFPR, aconteceu durante atividades de mapeamento geol\u00f3gico na Ilha.<\/p>\n<p>\u201cIdentificamos quatro tipos de formas de detritos pl\u00e1sticos, distintos em composi\u00e7\u00e3o e apar\u00eancia. Os dep\u00f3sitos pl\u00e1sticos na plataforma litor\u00e2nea recobriam rochas vulc\u00e2nicas; sedimentos da atual praia compostos por cascalhos e areias; e rochas praiais com superf\u00edcie irregular devido \u00e0 eros\u00e3o hidrodin\u00e2mica\u201d, descreve a pesquisadora.<\/p>\n<p>Os plastiglomerados, an\u00e1logos \u00e0s rochas sedimentares, foram relatados pela primeira vez no Hava\u00ed, em 2014. Outro material identificado na ilha brasileira foi o plastistone, similar \u00e0s rochas \u00edgneas e com composi\u00e7\u00e3o predominantemente pl\u00e1stica. O elemento foi encontrado recobrindo rochas vulc\u00e2nicas existentes na regi\u00e3o, que registram o \u00faltimo epis\u00f3dio de vulcanismo ativo no Brasil. \u201cAl\u00e9m disso, observamos piropl\u00e1sticos, descritos pela primeira vez na costa da Inglaterra\u201d, revela Fernanda.<\/p>\n<p>Os materiais retratados no artigo foram visualizados em campo em 2019 e possuem, no m\u00e1ximo, duas d\u00e9cadas de exist\u00eancia. Amostras coletadas passaram por an\u00e1lises laboratoriais que permitiram reconhecer diferentes formas de detritos pl\u00e1sticos. A autora explica que o fen\u00f4meno local-\u00fanico ocorre acima de dois tipos diferentes de substratos \u2013 que estabelecem a liga\u00e7\u00e3o entre o substrato geol\u00f3gico e as formas pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Fonte: UFPR e RicMais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um artigo publicado por cientistas da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e de outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras no peri\u00f3dico Marine Pollution Bulletin, da plataforma ScienceDirect (Elsevier),&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":43487,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-43486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43488,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43486\/revisions\/43488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}