{"id":4346,"date":"2014-03-20T08:57:22","date_gmt":"2014-03-20T11:57:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=4346"},"modified":"2014-03-20T10:03:56","modified_gmt":"2014-03-20T13:03:56","slug":"submarinos-exaurem-verbas-da-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/submarinos-exaurem-verbas-da-marinha\/","title":{"rendered":"Submarinos exaurem verbas da Marinha"},"content":{"rendered":"<p>Fontes ligadas \u00e0 Marinha do Brasil informaram \u00e0 coluna que quatro corvetas em \u00f3timo estado \u2013 incorporadas entre 1989 e 1994 \u2013 pertencentes \u00e0 classe Inha\u00fama (Inha\u00fama, Jaceguai, J\u00falio de Noronha e Frontin), est\u00e3o fora de opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, devido \u00e0 falta de recursos da For\u00e7a Armada para fazer a sua manuten\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as. Essas unidades foram constru\u00eddas no Brasil, com projeto desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval com consultoria t\u00e9cnica da empresa alem\u00e3 Marine Technik atrav\u00e9s de contrato assinado em outubro de 1981.\u00a0<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca a Marinha mantinha estreito relacionamento com a Alemanha que, atrav\u00e9s da empresa Ferrostal, financiava a constru\u00e7\u00e3o dos submarinos da classe Tupi e tamb\u00e9m abriu financiamento para as corvetas, inclusive para a compra de equipamentos e armas, mesmo que em empresas n\u00e3o alem\u00e3s. Nesta mesma \u00e9poca estava em andamento, em parceria com os alem\u00e3es, o projeto do Submarino Nacional. Este relacionamento inclu\u00eda o projeto do Snac I, que seria o primeiro submarino de projeto nacional e seria um modelo para o futuro Snac II, que seria com propuls\u00e3o nuclear. A Marinha chegou a preparar uma equipe de cerca de 30 engenheiros para trabalhar neste projeto que mais tarde passaria se chamar SMB 10.<\/p>\n<p>No entanto, por decis\u00e3o pol\u00edtica \u2013 o que \u00e9 um direito do governo, uma vez que nada se faz em Defesa sem aprova\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica \u2013 os franceses da DCNS, aliados \u00e0 gigante Odebrecht, conseguiram vender um programa de 6,5 bilh\u00f5es de euros para desenvolver e construir quatro submarinos convencionais e um casco de submarino nuclear (cujo desenvolvimento do reator depende ainda de outro programa, tamb\u00e9m vultoso). O resultado \u00e9 que, com isso, n\u00e3o se tem recursos suficientes para colocar em opera\u00e7\u00e3o os navios que deveriam estar patrulhando nossas \u00e1guas. N\u00e3o parece um contra-senso? \u00c9 como se um cidad\u00e3o tivesse um Santana engui\u00e7ado na garagem, mas fizesse um financiamento para comprar um Mercedes CLC 3000&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 diversas explica\u00e7\u00f5es para este programa com os franceses, mas a que parece mais cr\u00edvel est\u00e1 em arranjo pol\u00edtico do Governo Lula com o ent\u00e3o Governo da Fran\u00e7a. O programa nuclear da Marinha ficou parado durante muitos anos n\u00e3o somente por falta de dinheiro, mas porque tamb\u00e9m existia uma corrente na Marinha que n\u00e3o concordava com os altos gastos que vinham sendo feitos, embora eles realmente tenham trazido tecnologia independente e pr\u00f3pria para o Brasil. Foi relevante a influ\u00eancia do \u201ccomandante Othon\u201d \u2013 Othon Pinheiro da Silva (hoje almirante reformado) e presidente da Eletronuclear desde 2005. <\/p>\n<p>A queixa de setores da Marinha \u00e9 a de que o mega-projeto de submarinos (Prosub), que era do or\u00e7amento federal e passou ao da Marinha, suga recursos de outras \u00e1reas \u2013 pois n\u00e3o pode haver atraso no pagamento aos franceses. Com isso, ocorrem anomalias, como a falta de dinheiro para manuten\u00e7\u00e3o das corvetas. Todo ano, R$ 2 bilh\u00f5es v\u00e3o para o Prosub \u2013 enfraquecendo outros setores da Marinha.<\/p>\n<p>Constru\u00eddos no Arsenal da Marinha (AMRJ) e no antigo estaleiro Verolme, em Angra dos Reis \u2013 hoje Brasfels \u2013 as corvetas s\u00e3o dotadas de m\u00edsseis Exocet e canh\u00f5es de 144 mm, al\u00e9m de armas anti-submarino e \u00e1rea para pouso de helic\u00f3ptero org\u00e2nico. <\/p>\n<p>Hoje, esses navios est\u00e3o ultrapassados, mas, ainda assim, foi o que o pa\u00eds construiu ou comprou de mais moderno desde a d\u00e9cada de 1980, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos navio-patrulha classe Amazona (tr\u00eas unidades), que vieram novos da Inglaterra, e dos navios de patrulha de 500 toneladas classe Maca\u00e9 (dois em servi\u00e7o e cinco em constru\u00e7\u00e3o no Estaleiro Eisa, do Rio), al\u00e9m de alguns navios menores para hidrografia e lanchas patrulhas. O porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo \u00e9 muito antigo. Era o porta-avi\u00f5es Foch da Marinha francesa e, como as corvetas, est\u00e1 sem uso.<\/p>\n<p>Fonte: Monitor Mercantil\/Sergio Barreto Motta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fontes ligadas \u00e0 Marinha do Brasil informaram \u00e0 coluna que quatro corvetas em \u00f3timo estado \u2013 incorporadas entre 1989 e 1994 \u2013 pertencentes \u00e0 classe&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4228,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-4346","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4347,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4346\/revisions\/4347"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4228"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}